DISCERNINDO
Peter diante do maravilhoso católico
Paulo Henrique Américo de Araújo
Peter tinha 12 anos quando visitou Nova York. Pediu ao seu pai, protestante, que lhe mostrasse a Catedral de São Patrício, na Quinta Avenida. Entrou... e ficou estupefato ao contemplar o imponente prédio em estilo neogótico. Considerou-a a peça de arquitetura mais bela que já tinha visto.
Dúvidas lhe vieram à mente, e resolveu fazer o que sempre fazia em tais situações: perguntar ao pai, conhecedor de respostas prontas e sensatas; pelo menos, para um menino daquela idade.
— Os católicos estão errados, não é? — Sim, completamente errados! — Mas se estão errados, como é que a igreja deles pode ser assim tão bela?!
instruído no seu calvinismo, pela primeira vez não tinha uma saída satisfatória para dar ao filho.
Este foi o início da jornada de Peter Kreeft em direção ao catolicismo1.
Tornou-se professor, conferencista e figura de respeito entre os intelectuais católicos americanos. Escreveu vários livros sobre filosofia e teologia católica. A percepção dele sobre a reação do pai ensina-nos que é possível argumentar contra ideias, mas não contra o belo, o maravilhoso.
Peter caminhou pelos diversos argumentos históricos e teológicos, para afinal aceitar definitivamente como verdadeira a Igreja Católica. A conversão à fé católica pela maioria dos que tomam este caminho passa por etapas importantes como essas; mas provavelmente algum primeiro contato com o maravilhoso da Santa Igreja está na origem de muitas dessas conversões.
Em boa medida, aí se encontra a razão de tantos jovens procurarem atualmente a tradição católica2. O
O pai franziu a testa... e ficou em silêncio. Bem