Articulação Brasil Revista Catolicismo e acervo
Visão da Edição Catolicismo nº 902 | página 18
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Durante esse evento na cidade de Belém do Pará, falou-se em fundos de 100 bilhões de dólares para preservação ambiental; depois passou-se a trezentos bilhões; e chegou-se até três trilhões. Valores completamente irreais, diante da crise econômica global, pulverizados ainda por terem os Estados Unidos se retirado desses compromissos, nos quais arcavam com quase tudo, e os demais países com promessas que não se cumpriam.

O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira e o movimento Paz no Campo pugnaram mais uma vez para esclarecer a opinião pública brasileira sobre a real intenção dessas reuniões. Na Feira de Londrina (PR), no ano passado, foi lançado um comunicado denunciando a COP30 como um verdadeiro Titanic, que afundava antes mesmo de levantar âncora.

Ademais, milhares de impressos versando sobre o tema foram distribuídos no Vale do Paranapanema, na Agrishow de Ribeirão Preto, na ExpoZebu de Uberaba, além de ampla divulgação pela internet e por revistas especializadas.

Esse documento não foi elaborado com dados fabricados, mas lastreado em estudos de cientistas como os professores Evaristo de Miranda, Luís Carlos Molion e Ricardo Felício, com argumentos contundentes sobre o aquecimento global e o desempenho da agricultura brasileira, uma das mais competitivas e preservacionistas do mundo.

A reunião não fez senão confirmar o que já havia sido previsto: a COP30 foi um fracasso retumbante. Basta comparar com a Eco-92 e a Rio+20, que reuniram mais de 100 chefes de Estado. Na COP30 compareceram pouco mais de 20, muitos deles apenas de passagem. Se a isso somarmos os episódios ridículos ocorridos no local durante as reuniões, e as críticas havidas aqui, lá e acolá, representou uma vergonha para seus promotores.

Agronegócio perseguido pelo governo PT

O governo brasileiro havia anunciado aportes bi-

lionários para os tais fundos ambientais, mas esses valores são ínfimos diante das legítimas necessidades da nossa imensa Amazônia. Lá se acham os maiores bolsões de pobreza do País, com um serviço de saúde mais do que precário, sem segurança alguma, sem comunicação e com o narcotráfico avançando a cada dia. O apoio real ao homem da Amazônia continua,

pois, ausente. O Brasil estará no rumo certo se apoiar sua agricultura. É preciso parar já com essa incompreensível perseguição ao produtor rural, marcada por altas cargas tributárias, multas ambientais escorchantes, acusações generalizadas — verdadeiras espadas de Dâmocles sobre a cabeça dos nossos proprietários rurais. Quando houver crime, que seja punido, mas não se pode aceitar a demonização sistemática do agronegócio. Paralelamente ao trabalho do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira e de Paz no Campo em relação à denúncia da COP30, houve também a divulgação da décima edição do livro Psicose Ambientalista, do Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, cujo prefácio atualiza as referências à COP30 e suas falácias. De julho para cá foram divulgados em torno de 3.500 exemplares dessa recente edição, o que demonstra a atualidade e a receptividade do tema.

A soberania brasileira sobre as vastidões amazônicas, bem como a de outros países vizinhos, foi amplamente tratada na COP30. Nesse contexto foi lançado o momentoso estudo A soberania necessária, do professor italiano Roberto de Mattei, um verdadeiro tratado universitário sobre o assunto. A edição brasileira, que conta com denso prefácio de Dom Bertrand, foi lançada às vésperas da COP30 e já se encontra com a metade da tiragem esgotada. Nesse clima de incertezas no qual vivemos, nunca é demais defender a nossa soberania.

Queira Nossa Senhora Aparecida abençoar os nossos produtores rurais, a fim de que o Brasil possa cumprir a missão histórica que a Providência lhe reservou.