Articulação Brasil Revista Catolicismo e acervo
Visão da Edição Catolicismo nº 902 | página 16
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NACIONAL

BALANÇO DE SAFRA 2025

Produção agrícola, soberania e cerco ideológico

Hélio Brambilla

Apesar de ventos contrários do lado governamental, nossos produtores rurais empreenderam e produziram 350.000.000 (trezentos e cinquenta milhões) de toneladas de grãos, no ano passado, sem contar os demais produtos. Com isso o Brasil vem se impondo como celeiro e supermercado do mundo.

Celeiro, pois produz em grande escala alimentos sem processamento. Supermercado, porque hoje está vincado o grande avanço desses últimos anos do setor de alimentos processados, que passam a ser exportados para o mundo inteiro. Esse avanço não ocorre sem gerar emulação em praticamente todos os outros setores da economia. E não se restringe a isso.

Entretanto, há pessoas com ideias eivadas de matriz ideológica bem definida, que Plinio Corrêa de Oliveira qualificou de tribalistas — ecologistas ideológicos — que visam transformar toda a sociedade numa vida tribal, nivelada, no mesmo molde dos sistemas de produção dos indígenas, que ainda não abraçaram (ou são forçados a não abraçar) as novas tecnologias postas a serviço da produção em escala de alimentos.

No manifesto Comunismo e anticomunismo na orla da última década deste milênio, publicado pela TFP em março de 1990, o Prof. Plinio afirmou que, caso o Brasil se tivesse tornado comunista nos anos de 1960, durante o governo de João Goulart, o comunismo teria conquistado grande trunfo para a conquista do mundo, pois aqui o sistema comunista encontraria meios de subsistência suficientes para se sustentar durante muitos anos.

Em consequência, não teria sido necessário criar esse arremedo de capitalismo hoje existente na China,