Articulação Brasil Revista Catolicismo e acervo
Visão da Edição Catolicismo nº 902 | página 17
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que lhe permite adquirir grande parte do que o Brasil produz. Caso o Brasil tivesse caído em tamanha desgraça naquela época, com certeza os chineses usufruiriam das mesmas benesses sem despesas, pois tudo seria ‘comunistizado’.

Dados indicam que há mundo afora cerca de quatrocentos milhões de consumidores (número equivalente a duas vezes a população brasileira) entrando nesse patamar de clientes potenciais. Isso gerará uma demanda alimentar muito grande, e até mesmo desproporcional em relação aos padrões históricos do mundo civilizado.

Quando Nixon foi à China em 1972, e promoveu a grande abertura econômica interrompida havia muitos anos, aquele país comunista era uma economia muito menor que a brasileira, com PIB bastante acanhado. Nixon acreditou ter feito uma jogada de mestre ao transferir indústrias para lá.

A inserção da China no mercado internacional nunca esteve dissociada de um projeto hegemônico nos moldes do que foram Inglaterra, França e Estados Unidos em seus respectivos momentos históricos. Diferentemente das navegações portuguesas e espanholas, que tinham finalidade comercial e também a expansão da fé católica, sem eliminar as características

próprias dos povos locais, o processo chinês foi de outra natureza.

O intercâmbio histórico entre Ocidente e Oriente nunca havia apresentado qualquer semelhança com uma república universal, como vem acontecendo agora com a criação de uma verdadeira tenaz revolucionária (com a cumplicidade de uma burguesia ocidental suicida), pela qual os governos passaram a adotar tonalidades socializantes, aumentando cargas fiscais e sufocando suas economias produtivas; e com isso abrindo ainda mais espaço para a China.

O capitalismo tem sua lógica, que se torna perversa quando estimulado por políticas internas equivocadas.

COP30 — fracasso e vergonha

Voltando à produção brasileira, hoje somos praticamente invictos na produção de muitos alimentos. Lideramos ou ocupamos posições de destaque em inúmeros produtos agrícolas, com uma variedade impressionante, cujos dados são amplamente conhecidos e disponíveis. Diante desse sucesso produtivo, entrou em cena a COP30, exaltada por ambientalistas de esquerda como um grande evento transformador da agenda ambiental mundial.

Negócio da China

Rodrigo Pinheiro / Ag.Pará
Os resultados da COP30 deixaram um sabor amargo nos seus promotores