Em 1984, o fechamento da entidade venezuelana coirmã das TFPs Perseguição ideológico-religiosa na Venezuela. Nuvem negra baixa sobre o país irmão.
DIREÇÃO nacional da Ação Democrática (AD) (partido governamental filiado à Internacional Socialista) deliberou ontem, por unanimidade, pedir ao Presidente da República da Venezuela que cancele o funcionamento da “Associação Civil Resistência”.
Esta última é uma entidade conhecida em todo o país, pois há vários anos vem prestando, dentro da ordem e da lei, os mais insignes serviços para a preservação daquela nação contra o socialismo e o comunismo, por meio do estímulo aos valores da tradição, família e propriedade.
Com essa atitude, a AD tenta arrancar o caso da decisão do Judiciário e pôr ponto final arbitrariamente a uma longa perseguição ideológico-religiosa cujos numerosos lances abaixo se descreverão sumariamente.
Está, assim, prestes a baixar uma negra nuvem de tirania e de perseguição sobre a nação irmã, cujas liberdades começam a ser calcadas aos pés por motivos iniludivelmente ideológicos.
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Com efeito, a partir de 6 de outubro [de 1984], uma torrencial campanha publicitária começou a se desenvolver simultaneamente contra “Resistência” pelas colunas de todos os jornais caraquenhos. Distorções, difamações, calúnias que procuravam envolver, com “Resistência”, o conjunto das organizações TFP [Tradição, Família e Propriedade], passaram a ser veiculadas pela imprensa e pelas TVs. E com os mesmos modos sofisticados de certa propaganda difamatória moderna: imputações berrantes e todas elas carentes de provas, repetidas em
Fonte: Catolicismo, Nº 408, dezembro/1984
meio a uma zoeira incessante, hipervalorização dos fatos insignificantes.
Se necessário, de tudo isto será informada mais pormenorizadamente, e em tempo oportuno, a nação brasileira.
Desta orquestração publicitária ensurdecedora se retirou logo de início o maior e mais conceituado quotidiano venezuelano, “El Universal”, o qual vem mantendo atitude exemplar, imparcial no assunto.
Qual a origem dessa ação publicitária, em cuja dianteira figuram fogosamente, desde o início, os órgãos de informação das principais correntes socialistas, e o boletim oficial do PC do país?
A pergunta, que um número cada vez maior de venezuelanos vinha se pondo, começou a encontrar resposta quando, no dia 15 de outubro, os deputados José Antonio Martínez, do Movimento Eleitoral do Povo (socialista), e Enrique Ochoa Antich, do Movimento para o Socialismo, pediram que a Comissão de Política Interior da Câmara dos Deputados apurasse a realidade das versões veiculadas contra “Resistência” pela imprensa e pela televisão.
Certa de sua inteira inocência, a entidade assim visada declarou pela imprensa, logo depois de aprovada a investigação pela Comissão da Câmara, que colaboraria de bom grado com esta para a apuração da verdade.
Mas, logo desde a primeira — e até aqui única — reunião da referida comissão, ficou claro que “Resistência” não estava diante de um órgão voltado a investigar, mas sim a perseguir.
Com efeito, o deputado socialista David Morales Bello, presidente da Comissão, abriu os trabalhos dela com a leitura de um violento libelo de acusação contra