Chiliques da esquerda e ditadura
Acompanhada pelos pais, uma criança entra no supermercado. Ao ver na prateleira aquela atrativa barra de chocolate, primeiro, pede, depois exige. Diante da recusa, chora, grita, esperneia. Por fim, rola pelo chão em delírio. Cena lamentável e constrangedora. Se já não foi vivida pessoalmente por algum de nós, ao menos, já a assistimos. Como enfrentá-la?
Algumas medidas tomadas pela esquerda no governo do Brasil atualmente fazem lembrar chiliques infantis. Voltando a assumir a Presidência da República, o ataque de histeria do lulopetismo vai se evidenciando cada vez mais, depois de ter recebido, durante anos, um firme “não” do Brasil verdadeiro, conservador e católico.
Para demonstrar que enfrentamos agora um tipo de chilique esquerdista, basta correr os olhos no documento indigesto e quase indecifrável do Conselho Nacional de Saúde (CNS), órgão integrante do Ministério da Saúde, que foi publicado em julho deste ano.1
Além de conter linguagem abstrusa, complicada, o programa aí delineado parece ter saído da cabeça de um antiquado e impositivo chefe de partido comunista. Veja-se por exemplo: “O CNS tem por finalidade atuar, entre outras coisas, nas estratégias e na promoção do processo de controle social em toda a sua amplitude, no âmbito dos setores público e privado”. [Grifos nossos]
Parece que o setor de saúde pública assume poderes de “controle social em toda a sua amplitude”. Será isso a continuação das imposições ditatoriais da época da pandemia? Cuidado, brasileiros conservadores! Qualquer recusa aos desmandos da esquerda, será punida com “controle social”.
Texto redigido em meio a uma alucinação?
Chiliques de criança, por sua natureza, são destemperados e inconsequentes. Nada há aí de ponderado e sensato. Peço vênia aos autores do texto, mas das duas, uma: ou é preciso capacidade intelectual fora do comum para desvendar o significado das seguintes linhas, ou tudo não passa de “berreiro infantil”.
Leia-se, nesse sentido, o número 38 do documento sobre os objetivos do CNS: “Estruturar de forma transversal as políticas de saúde, reconhecendo a interseccionalidade dos Determinantes Sociais de Saúde, com especial atenção à raça, identidade de gênero, intergeracionalidade, sexualidade, classe social, povos indígenas e comunidades tradicionais, pessoas com deficiência, populações do campo, florestas, água, cerrado e cidades, que impactam desigualmente em seus nos [sic!] modos de vida e trabalho, como orientadora das políticas, estratégias, ações e serviços do SUS, tendo como princípios a defesa da democracia, sustentabilidade do ambiente e a equidade”.
Se o leitor perdeu o fôlego antes de concluir o parágrafo acima, saiba que não está sozinho. Contudo, vencendo a falta de ar, como evitar a impressão de total insensatez e pouca clareza na cantilena nele elencada, cheia de volteios enigmáticos?
Por que se misturam, sem qualquer critério, os mais variados elementos, sociais, políticos e ideológicos? Que relação há entre água e cerrado com sexualidade e pessoas com deficiência? Eis a imagem do desequilíbrio: a criança bate as mãos e as pernas, rolando pelo chão, tremendo e chorando: “Eu quero, porque quero!”
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