tros. Com muita modéstia e coerência, procurei sempre encarnar a minha fé praticando a caridade fraterna, com especial atenção aos mais frágeis, aos feridos, aos enfermos”.
De Villiers prossegue: “Pessoalmente, minha relação com Deus amadureceu nos teatros de guerra e no contato com a morte, os feridos e as famílias enlutadas. Do Kosovo ao Bataclan, passando pelo Afeganistão, uma palavra inspirou, apoiou, reforçou o meu compromisso: ‘Não há maior amor do que dar a vida pelos amigos’ (Jo 15,13)”.3
Evitando falar sobre o tema polêmico do genocídio da Vendéia, o militar afirma que o maior perigo atual da França é o islamismo, cujo “objetivo é apagar a civilização cristã e os católicos, que são os que a encarnam”.
Atentados terroristas, guerra contra a nossa civilização
Em entrevista à revista Famille Chrétienne, respondendo a uma pergunta sobre o atentado de Nice em 2016 — quando um islamita avançou com um caminhão a toda velocidade sobre a multidão na avenida ao lado da praia, matando 86 pessoas e ferindo outras 458 — , o general de Villiers diz qual foi seu sentimento ao tomar conhecimento do ocorrido: “Uma imensa tristeza, e depois uma cólera fria. [...] Como todos os franceses, fui atingido no coração. É um ato de guerra que visa a própria existência de nossa nação e de nossa civilização cristã. Depois desse ato odiento, eu quero dizer: isso basta! É necessário retomar a ação e parar de suportar”. Ele sentiu o mesmo com o martírio do Pe. Hamel.
Pois, para o general, “os católicos praticantes simplesmente encarnam a civilização cristã”. E “essa civilização é o objetivo preferencial dos terroristas islâmicos, que querem impor um novo modelo de sociedade baseado na sharia. Eles estão lutando contra o modelo ocidental e sua base cristã. O Estado islâmico foi derrotado, mas a ideologia islâmica ainda sonha em estabelecer califados. Repito, o objetivo deles é varrer nossa herança judaico-cristã do mapa”.4
Origens do Santíssimo Rosário
Segundo alguns autores, a devoção do Santo Rosário remonta aos primórdios da vida monástica. É opinião desses autores que Santa Brígida, padroeira da Irlanda, já no século V, costumava contar com pequenos glóbulos de madeira ou pedra as orações impostas pelos superiores, em geral Padre-Nossos e Ave-Marias. Teríamos assim um esboço do que hoje conhecemos sob o nome de “terço” ou “Rosário”.
Como quer que seja, é a São Domingos de Gusmão (1170 - 1221) que se deve o Rosário como hoje o possuímos, bem como a propagação de devoção tão salutar. Foi o fundador da Ordem dos Frades Pregadores — hoje mais conhecida como Ordem Dominicana — que aos Padre-Nossos e Ave-Marias, junto à meditação sobre as alegrias, dores e triunfos da Virgem Mãe [a respeito, veja Catolicismo Agosto/2021].
Confirmação celeste
No século XIII os albigenses infestavam todo o norte da Itália e sul da França, afastando os fiéis da Igreja e os colocando no caminho da perdição. Em vão pregou São Domingos contra os erros da heresia. Um dia em que rezava angustiado à Virgem Mãe de Deus lhe viesse em auxílio na sua campanha pela Igreja e pelas almas, Maria Santíssima apareceu-lhe e ordenou-lhe que propagasse o Santo Rosário, como arma singular contra erros e vícios. E, realmente, a recitação do Santo Rosário atraiu os fiéis às meditações dos mistérios da vida de Jesus Cristo e de Maria Santíssima, rezados pelos albigenses, meditação eficaz, pois seguiu-se lhe um reflorescimento da Fé e melhoria dos costumes. Tornou-se então o Rosário a devoção popular, o ABC da salvação para os iletrados, o compêndio prodigioso dos Santos Evangelhos e da vida católica para todos os fiéis.
Favores obtidos
Depois da conquista dos albigenses, a Santa Igreja sempre recorreu a esta arma poderosíssima contra todos os seus inimigos. Além da vitória de Muret contra os albigenses (1213), o Santo Rosário protegeu as armas católicas contra os turcos em Lepanto (7 de outubro de 1571), em Viena (1683), em Ceuta (1697) e em outros pontos.
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