teiramente ao serviço de Deus. Em 1852, aos 27 anos, Eugênia fez voto de virgindade.
Encontro com o Cura d’Ars
Entre o trabalho com os pobres e a devoção às almas do Purgatório, assim viveu até atingir 28 anos de idade. Em novembro de 1853, constatando que não havia nenhuma ordem religiosa na França dedicada a socorrer as almas do Purgatório, descobriu sua missão na Igreja: fundar uma com esse objetivo.
Dois anos mais tarde, num encontro com o Santo Cura d’Ars (São João Maria Vianney – 1786-1859), este a confirmou em sua missão.
Eugênia foi para Paris em 19 de janeiro de 1856 (sua sociedade situa sua fundação nessa data), e três dias depois obteve permissão do Arcebispo Sibour para estabelecer sua congregação naquela cidade. Encontrou então um grupo de donzelas que tinham a mesma preocupação que ela pelas almas do Purgatório, e aguardavam apenas que se fundasse uma congregação a elas dedicada, para nela entrar. Assim nasceu o Instituto das Auxiliadoras das Almas do Purgatório.
Em dezembro de 1857 a fundadora, com suas primeiras cinco companheiras, pronunciou seus primeiros votos. Mudou então seu nome para Maria da Providência. A nova congregação era dedicada a Nossa Senhora da Providência.
Um sacerdote jesuíta redigiu as Constituições para a nova comunidade, que adotou a espiritualidade de Santo Inácio. As religiosas começaram a seguir essas regras em 1859. Nesse mesmo ano, 28 jovens juraram diante do Arcebispo de Paris cumprir as regras da nova Congregação.
Além dos três votos habituais, as religiosas tinham um quarto voto, que era o de “orar, sofrer e trabalhar pelas almas do purgatório”, oferecendo-lhes a parte satisfatória de todas as suas obras de misericórdia, seus votos e orações, e também aplicar a essas benditas almas
Madre Maria tinha temperamento forte e era muito teimosa. Não fazia muito caso de seus diretores espirituais, por isso os capelães de sua comunidade duravam pouco tempo. Mas um sábio sacerdote jesuíta, com diplomacia e energia, foi conseguindo que ela seguisse seus conselhos. Tinha agora diante de si um diretor de outra têmpera, e um dia lhe confessou claramente: “Padre, o senhor conseguiu dominar meu orgulho e minha teimosia”. O jesuíta lhe respondeu: “Queira o Céu que, de agora em diante, a senhora não busque o que seus impulsos e seus caprichos aconselhem, mas o que seja sempre a vontade de Deus”. Por esse meio ela conseguiu controlar e governar seu forte temperamento, o que a levou a progredir na via da santidade.
Desenvolvimento da obra
Imediatamente depois da fundação houve numerosos pedidos das diversas dioceses francesas para terem uma casa do Instituto. De modo que, durante sua vida, a Beata Maria conseguiu abrir casas em Nantes, Bruxelas, Shangai e Zi-Ka-Wei, na China.
Pouco depois da instituição de sua sociedade, e para responder ao anseio de muitas senhoras desejosas de participar das orações pelos defuntos e das obras de caridade auxiliares, em particular da visita aos doentes,
as indulgências obtidas para si mesmas.