do direito internacional e da Constituição nacional, Lula tentou retificar o que havia declarado dizendo que a decisão é da Justiça brasileira e que não tinha conhecimento do TPI...
Muito difícil acreditar, pois ele próprio recorreu ao TPI para anular sua prisão em Curitiba e há poucos meses disse que o ex-presidente Bolsonaro “um dia será julgado no tribunal internacional”...
Nem defendeu a Ucrânia, nem condenou a Rússia
No mesmo discurso do dia 19 último na Assembleia da ONU, Lula da Silva, muito de passagem, falou da guerra da Ucrânia, mas sem mostrar, de um lado, que ela foi provocada com a covarde e brutal invasão perpetrada pela Rússia de Putin, e sem defender, de outro lado, os direitos territoriais da Ucrânia.
As palavras do presidente petista, insistindo no pseudo diálogo, foram: “A guerra da Ucrânia escancara nossa incapacidade coletiva de fazer prevalecer os propósitos e princípios da Carta da ONU. Não subestimamos as dificuldades para alcançar a paz. Mas nenhuma solução será duradoura se não for baseada no diálogo.” O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, evidentemente, não aplaudiu tal discurso.
Eloquente silêncio do povo brasileiro
Graças a Deus, parece que a maioria do povo está percebendo os embustes das falsas promessas petistas. Até recente pesquisa do DataFolha reconhece o descrédito da opinião púbica em relação a Lula da Silva:
“A nova pesquisa do Datafolha mostra que 42% dos eleitores não confiam no que diz o presidente Lula (PT), enquanto 23% sempre o fazem. Já 34% acreditam nele às vezes. Lula tem se destacado, neste terceiro mandato, pela grande verborragia que já marcava suas passagens anteriores pelo Palácio do Planalto, de 2003 a 2010”.5
Sintoma de que o povo não está acreditando nos embustes petistas foi a comemoração — despovoada, sem aplausos e silenciosa — do recente desfile de 7 de setembro na Esplanada dos Ministérios. Havia muitas autoridades civis e militares e funcionários públicos (convocados pelo governo para preencher as arquibancadas), mas do povão mesmo, quase ninguém. O que havia eram espaços vazios. Mas um vazio que foi percebido de Norte a Sul do Brasil, desfiles sem público, mais semelhantes a cortejos fúnebres.
Basta comparar as fotos para vermos quão diferentes elas foram daquelas tomadas nos multitudinários desfiles do ano passado, com manifestações espontâneas em verde e amarelo por todo o País. Neste ano, além do minguado público, percebiam-se apoiadores do PT não usando as cores pátrias, mas as do partido, inclusive a primeira-dama, trajada de vermelho. Nas arquibancadas, para não ficarem todas avermelhadas, os organizadores distribuíram bandeiras e bonés com as cores da nossa bandeira.
Como o povo está proibido de vaiar, protestar e se manifestar, ele ficou em casa, guardando eloquente silêncio. Donde o adágio francês, “le silence des peuples est la leçon des rois” (o silêncio dos povos é a lição dos reis). É o instrumento de que o povo — a “maioria silenciosa” — dispõe para demonstrar a impopularidade de seu governante e o descontentamento com ele, seja rei ou presidente.
Leo Nino Foscolo Nemo Daniele
Aos 82 anos, faleceu no dia 18 de setembro último, em São Paulo, o advogado Leo Nino Foscolo Nemo Daniele, veterano e valioso colaborador da revista Catolicismo.
Aos seus familiares e amigos apresentamos, saudosos e agradecidos, os nossos pêsames e as nossas orações.
Leo Daniele, como era mais conhecido, estudou no Colégio São Luís, onde já participava ativamente de movimentos do apostolado católico. Formou-se na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, a prestigiosa Arcadas (turma de 1964), onde também foi dedicado militante católico ao lado do Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança — hoje Chefe da Casa Imperial do Brasil — , de quem foi colega de turma e com o qual manteve próxima, intensa e respeitosa amizade ao longo da vida.
Escritor prolífico, com enorme produção intelectual, entre as obras que Leo Daniele publicou, destacam-se: A Calma e sua gentil superioridade, A Cavalaria não morre, À procura das almas com alma, O idealismo — nobreza que a todos convém, O Universo é uma catedral. O site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira traz 201 artigos de sua lavra.
A nota mais relevante de sua produção intelectual foi ter sido exímio divulgador e comentador do pensamento do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. Dr. Leo Daniele não foi apenas homem de pensamento; foi ainda homem de ação ágil, engenhoso, diligente. Por muitos anos secretariou a chamada Comissão do Movimento da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP), coordenando suas atividades de Norte a Sul do País.
Dentro de tal labor, cabe aqui lembrar sua influência benéfica sobre parte da juventude estudantil brasileira com as Semanas de Formação Anticomunista (SEFAC), das quais foi o grande propulsor.
Desde o Colégio São Luís, toda a sua atividade teve um só norte: a luta pela Igreja Católica, o que incluía em posição de destaque a batalha pela ordem temporal cristã. Miles Christi no mais lídimo e nobre significado da expressão, a tal ideal Dr. Leo Daniele dedicou sua vida, sob a condução de Plinio Corrêa de Oliveira.
Já no outono de sua existência, sua marcha nas sendas da virtude foi acrisolada por intenso sofrimento, recebido invariavelmente com cristã resignação. Nunca uma queixa, nunca um movimento de revolta, nunca estampidos de impaciência e inconformidade.
Provou na austera via do sofrimento que seu idealismo e dedicação era do mais puro quilate. Combateu o bom combate, guardou a fé. Que Nossa Senhora, de quem foi devoto ardoroso, receba-o na glória eterna.
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