CONGRESSO CONSERVADOR NA HOLANDA
Quem não conhecia antes a Holanda, como eu, poderia pensar que aqui está tudo perdido: aborto, "casamento" homossexual, eutanásia, prostituição, drogas. Mas vista de perto a realidade do país, que pouco difere da de outros, torna-se evidente uma reação pujante e crescente a toda essa decadência globalizada. Foi o que pudemos constatar no dia 19 de outubro, durante o Congresso Cultuur onder Vuur (Cultura em Chamas), promovido pela TFP holandesa, que atraiu 620 participantes - todos holandeses, menos um amigo e eu - ao auditório da Filarmônica de Haarlem, próxima à capital do país.
Grande parte da população está com saudades da Civilização Cristã, e as atividades da TFP no país prosperam dia a dia. O Congresso Conservador foi disso uma comprovação viva. Os participantes, que contribuíram com uma entrada de 30 euros, comentavam: "Nossa, quanta gente! Quantos jovens! Nós nos imaginávamos sozinhos, isolados, e agora vemos que muitos pensam como nós". Mais uma prova disso é que as tristemente famosas vitrines de prostituição em Amsterdam estiveram a ponto de serem proibidas, e só não o foram por imposições vindas "de cima".
O Congresso contou com um painel de vários palestrantes. Iniciou a sessão o Duque Paul de Oldenburg - cuja avó era prima em segundo grau da Rainha Juliana. Cientistas, engenheiros, jornalistas, filósofos e historiadores abordaram o problema ambiental, a islamização da Europa, a doutrinação socialista nas escolas, e detalharam medidas para um trabalho sério destinado a frear isso. Ao final o Sr. Hugo Bos, diretor da TFP holandesa, discursou sobre o papel importante da esperança nestes dias conturbados. O evento se encerrou com os participantes cantando de pé, ao som do órgão, o hino da Monarquia holandesa.
A imprensa esquerdista, no dia seguinte, não sabia o que dizer. Assim começava um dos comentários: "Como explicar que um movimento de 'extrema direita' conseguiu lotar a Filarmônica de Haarlem?". Poderiam ter levantado hipóteses benignas, recheadas de autoelogios, mas nunca reconheceriam que a explicação é a mesma pela qual a mídia esquerdista perde leitores a cada dia, em todo o mundo...