Papa Francisco e Vladimir Putin: dois polos?
Para o "The New York Times", o Papa Francisco e Vladimir Putin agem como "dois papas" que procuram conquistar os polos em que se dividem os católicos. Putin procura guiar um movimento conservador cristão. Para isso, recorre inclusive ao velho método, usado na II Guerra Mundial, de espalhar santinhos com Santa Olga ou até Nossa Senhora aparecendo a Stalin! Mas, segundo o jornal, os "dois papas" não são tão opostos. O Papa Francisco acredita na cooperação com Putin, e o líder russo partilha a antipatia do Papa aos Estados Unidos. O Prof. Roberto de Mattei levantou a suspeita de que se trata de uma "operação política".
Adeptos da "religião verde" enlouquecem parisienses
François d'Orcival, membro da Academia de Ciências Morais e Políticas da França, afirmou que "as notícias de ambientalistas espalhando pânico nos enlouquecem". E esclareceu que, para a ecologia, a lógica ou o raciocínio não interessam mais: "o fanatismo tomou o lóbulo verde de nossos cérebros políticos, e agora desafia toda racionalidade"; esse ecologismo visa uma "nova religião para mudar as pessoas". A ideia "verde" de todo o mundo utilizar bicicleta é de Mao Tsé-Tung. Na revolução cultural chinesa, o que girava era a roda, e hoje o que está rodando é o cérebro dos seres humanos, concluiu o acadêmico francês.
Na França, o retorno dos heróis
O heroísmo parecia morto e enterrado na França, berço de tantos heróis cristãos, e as teses universitárias apresentavam como ultrapassado o tempo dos heróis. Contudo a corajosa morte do coronel Arnaud Beltrame e dos comandantes Cédric de Pierrepont e Alain Bertoncello, em ação contra terroristas, suscitou um sobressalto no espírito dos franceses. O holocausto no confronto com islâmicos comoveu a França, que jamais sentiu tanta necessidade de homens como aqueles militares. O general Henri Pinard Legry escreveu: "Os franceses conscientizaram o que é o heroísmo em ação". Até os políticos mudaram a linguagem. A revista "Valeurs Actuelles" constatou que o herói, militar ou santo é o modelo encravado no mais fundo do imaginário coletivo.
Saudades de Carlos Magno perfumam o Natal de Aachen
Em Aachen (Alemanha), por ocasião das festividades do Natal, se respira os aromas de dezenas de padarias, pastelarias e chocolatarias produzindo os bolinhos Aachener Printen, cuja origem remonta aos tempos em que Carlos Magno escolheu essa cidade alemã como capital imperial. Os habitantes também procuram com avidez as Lebkuchen - bolos com os quais os irmãos Grimm decoraram a casinha de Hansel e Gretel (Joãozinho e Maria). A catedral guarda tesouros e relíquias expostos a cada sete anos: o vestido de Nossa Senhora no dia do Natal; os panos que revestiram o Menino Deus; uma túnica de Jesus na Crucifixão e o lenço que cobriu a cabeça de São João Batista depois de martirizado. No primeiro Natal, nenhuma hospedagem acolheu a Sagrada Família, e não se sabe que alimentos havia na Gruta de Belém. Mas a infinita bondade divina encherá sempre as mesas dos povos com encantadoras iguarias.
Ódio à religião nas escolinhas chinesas
As escolas primárias da China comunista devem educar as crianças no ateísmo e a se oporem aos pais que tenham religião. Uma criança achou em casa um santinho, e disse à mãe: "Se você acredita, terá que ir embora e não se ocupar mais de mim. Você poderá se matar". Em seguida lhe mostrou um livro escolar onde essa norma está prevista. Em Xinzheng, um professor fez uma projeção na qual os crentes aparecem como monstros negros. Em Linzhang, um aluno intimou seu pai a não acreditar em Deus, alegando que é anormal e perigoso por "não ter saída, caso contrário será preso".
Catedrais transformadas em templos de ateísmo lúdico
As profanações estão na lógica da revolução protestante, da mesma forma que na ex-URSS as igrejas se transformaram em centros de ateísmo. Catedrais confiscadas outrora pelos anglicanos viraram centros de lazer, com tobogã, minigolfe, paisagens lunares etc. Na catedral de Norwich, o "cônego" Andy Bryant defende a folia como "nova perspectiva sobre a religião", num "ambiente insolente e buliçoso". Os fiéis que desejam rezar não retornam mais. Entre 2002 e 2018 só restou metade dos anglicanos. Mas esta queda talvez seja inferior à dos católicos, que na era pós-conciliar dessacralizaram igrejas, introduzindo arte contemporânea e liturgias estranhas para atrair fiéis. O que resultou dessas iniciativas pós-conciliares, apresentadas como tendo finalidade pastoral, foi a maior apostasia coletiva da História.