Articulação Brasil Revista Catolicismo e acervo
Visão da Edição Catolicismo nº 784 | página 26-27
| CAPA |

São Luís Maria Grignion de Montfort

Plinio Maria Solimeo Comemorando-se no corrente mês o terceiro centenário da morte deste grande apóstolo de Nosso Senhor Jesus Cristo e de sua Mãe Santíssima, ocorrida em 28 de abril de 1716, nada mais natural do que dedicar-lhe a matéria de capa desta edição 1 O famoso teólogo do século XIX, Pe. Frederico William Faber (1814-1863), convertido ao catolicismo, no prefácio da edição inglesa do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, traduzido por ele, escreve: “Poucos homens, no século XVIII, trazem em si mais fortemente gravados os sinais do homem da Providência do que esse novo Elias, missionário do Espírito Santo e de Maria Santíssima. Toda a sua vida foi uma tal manifestação da santa loucura da cruz, que os seus biógrafos são concordes em classificá-lo com São Simão Salus [santo eremita sírio do século VI, chamado o Santo Louco] e São Felipe Néri [...] Será difícil achar, depois das epístolas dos Apóstolos, palavras tão ardentes como as 12 páginas de sua Prece pelos missionários de sua Companhia. (...) Suas prédicas, seus escritos, sua conversação eram impregnados de profecias e de visões antecipadas das últimas eras da Igreja”.2 Tenha-se presente que estas palavras foram escritas quando Luís Maria não tinha sido ainda elevado à honra dos altares.

No dia de sua canonização, o Papa Pio XII disse que ele foi “o humilde sacerdote bretão do século de Luís XIV, cuja curta vida, surpreendentemente laboriosa e fecunda, mas singularmente atormentada, incompreendido de uns, exaltado por outros, o colocou diante do mundo ‘em sinal de contradição’ (Lc 2, 34)”.

O Sumo Pontífice louvou “a sua tenacidade perseverante em buscar seu santo ideal, o único ideal de toda sua vida: ganhar os homens para lhes dar Deus”.3

Casa natal de São Luís Maria e quarto onde nasceu.

“Custou-lhe muito vencer a paixão da cólera”

Luís Grignion nasceu no dia 31 de janeiro de 1673, em Montfort-la-Cane (hoje Montfort-sur-Meu), na Bretanha. Foram seus pais João

Página seguinte