Sonho?... Pesadelo!
Segundo a edição do “Rocky Mountains News” , de 30-6-92, nos Estados Unidos os fatos, a partir de 1960, indicam: cresceram as queixas de abuso de crianças –– de menos de um milhão para 3 milhões; a imoralidade entre adolescentes dobrou, acompanhada naturalmente das doenças venéreas; o número de mães solteiras mais que quintuplicou; a coabitação sem casamento aumentou em seis vezes; a porcentagem de crianças que não viviam com seus pais, em 1960, era de 10%, e passou, hoje em dia, para 30%.
Apesar desse declínio da família e da moralidade norte-americana em geral, muitos há que ainda sonham com o modo de vida americano, o famoso American way of life...
África? Não
Alto índice de doenças e mortalidade, graves alterações ecológicas; metade do volume de água potável não obedece aos padrões mínimos de higiene e a contaminação por bactérias e vírus ultrapassa duas vezes as taxas permitidas; o ar respirado por um terço da população está poluído. Apenas 25% dos moradores das cidades e 30% das áreas rurais são considerados sadios. Na rede hospitalar: 42% dos hospitais não têm água quente, 18% não dispõem de esgotos e 12,% não têm água corrente. Africa? Não. Rússia, o ex-paraíso comunista. É o resultado estampado no “Nezavisimaya Gazeta” –– do primeiro relatório sobre saúde pública e meio ambiente publicado “honestamente” em 70 anos!
Um passo a mais
Não é novidade que a tendência revolucionária atual conduz ao nudismo. Mas tal tendência não se contenta com um mundo sensual. E se faz bizarra, senão grotesca. Em Munique, na Alemanha, virou moda tomar banho de sol sem roupa em ambientes públicos. E o lugar escolhido é –– nada mais, nada menos –– que o cemitério existente no bairro de Schwabing, com seus túmulos antigos e árvores centenárias. O espectro que surge por detrás dessa “moda”, ademais de imoral, é macabro.
Hospedeiro real
Mikhail e Raíssa Gorbachev, convidados de honra do rei Juan Carlos, da Espanha, passaram idílicos quinze dias nas belas terras onde nasceu Anchieta, as Canárias. Chegaram com quatro malas e partiram com doze volumes. “Recebemos muitos presentes, os espanhóis são muito generosos”, justificou Raíssa. Resta saber o por quê dessa real e inexplicável largueza: prêmio consolação por ter fracassado a perestroika?
Pormenor igualitário
Na ótica estrábica de muitos centristas contemporâneos, os antagonismos entre empresários e políticos de esquerda parecem irreconciliáveis. E ficam sem entender a troca de mesuras entre um Lula do PT e o Roberto Marinho, das Organizações Globo.
Sem entrar aqui nos motivos desse encontro, analisemos dele apenas um aspecto sutil, mas profundo. O tom da conversa foi estabelecido pela regra igualitária de tratamento mútuo: “você” . Sem falar na diferença de formação cultural, esse informalismo já não se justificaria dada a grande diferença de idade entre ambos. Fato sem importância, dirá algum cético. Então por que o próprio jornal “O Globo” registrou tal pormenor?
Lama tupiniquim
Faz parte de propaganda new age (nova era), que sopra pelo mundo, incentivar práticas orientais e pôr nos cornos da lua figuras até aqui vistas com desconfiança e desdém, como o Dalai Lama, do budismo tibetano.
Dentro desse programa está também criar lamas tupiniquins, à imagem e semelhança do supremo modelo do Tibet.
Assim, surgiu já em São Paulo a primeira lama budista brasileira, Maria Luiza de Aquino Ferreira, que se faz chamar de “Detchen Drolma”. Criou um centro de “arte e terapia”, onde realizará cursos de filosofia, psicologia e medicina, orientados pela ioga.
E para melhor adaptar-se ao ambiente nacional, e assim mais facilmente atrair os incautos, informa uma notícia da “Veja” que Drolma “vai ao cinema, namora e sai com amigos”.
A serviço do caos
Leonardo Boff, que renunciou ao sacerdócio recentemente, afirmou-se agora pregoeiro do caos. Pretende ele estimular “elementos positivos da desordem”. E acrescenta: “A moderna cosmologia ensina que o caos é o patamar da nova ordem”.
Reforma stalinista
Sobre o projeto de reforma urbana –– contra o qual a TFP realizou brilhante campanha –– fez notar o diretor do SECOVI (Sindicato das Empresas de Compra e Venda de Imóveis de São Paulo), Mauro Marcondes Pincherle: “Ele seria perfeito na URSS de Stalin... São resquícios de um comunismo antigo, já esfacelado”.
Herança desprezada
Três soldados russos do antigo Exército Vermelho trocaram um tanque –– herança do comunismo –– por três garrafas de vodka, informou a agência Itar - Tass.
Plebiscito na França
Abriu-se um abismo entre a classe política francesa e a população: a respeito do Tratado de Maastricht, 86% dos senadores e deputados votaram pelo SIM e metade dos eleitores votou pelo NÃO. O que, na verdade, representam os ditos “representantes do povo”?
Estatística desmente as esquerdas
Dados colhidos pela FAO: diminuiu consideravelmente o número de pessoas que passam fome crônica no mundo. Já nos Estados Unidos, os problemas de nutrição se caracterizam “pelo excesso de alimentação”.
Indigência russa
Durante a EXPO-92, em Sevilha, os depauperados russos limitaram-se a apresentar uma reminiscência do passado: o satélite da ex-URSS, que há muitos anos colheu dados no lado oculto da lua.
Incentivo aos drogados
A Câmara Municipal de Roterdã (Holanda) pretende fornecer heroína gratuita aos viciados da cidade!
Monarquia custa menos
O líder do movimento monarquista italiano, Carlo Boschiero, argumenta: “Qualquer monarquia do mundo custa menos que um processo tão complicado como o de escolher um Presidente”.
Encontro das CEBs: até pai-de-santo e pajé...
As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) parecem mesmo decididas a demolir a Igreja Católica até seus fundamentos (a "autodemolição" de que falava Paulo VI), e voltar aos ritos pagãos mais demoníacos.
Em seu último Encontro, realizado em setembro, em Santa Maria (RS), condenaram veementemente a atuação dos missionários e colonizadores –– caluniados como “opressores” –– ao longo destes 500 anos pós-descoberta da América. E exaltaram as “divindades” dos índios (às quais estes frequentemente ofereciam sacrifícios humanos) e dos negros, bem como seus “costumes” pagãos, que muitas vezes comportavam infanticídio, antropofagia, etc.
O documento final do Encontro afirma: “Os opressores diziam que nossos deuses eram falsos; nossos ritos, superstição; nossos mitos, heresia; nossos costumes, pecados”. E faz duras críticas à Santa Igreja: “As igrejas eram enfeitadas com o ouro retirado da terra com o preço de nosso sangue!” Que melhor destinação para o ouro do que enfeitar as igrejas, casas de Deus? O mais caro e precioso bálsamo não foi derramado nos pés de Jesus, com o agrado d’Ele? E o que significa “preço do nosso sangue”? Por acaso o sangue dos missionários e colonizadores não foi aqui largamente derramado para nos trazer a verdadeira religião de Jesus Cristo e a civilização?
Numa das celebrações de encerramento, notam-se claramente sinais de diabolismo: “Em lugar de altares cheios de imagens sacras e adornos em ouro, apenas uma tosca cruz de madeira circundada por bandeiras dos movimentos sem-terra, negros, índios, mulheres e migrantes. Em substituição ao Bispo com o solidéu na cabeça, um pai-de-santo negro usando o gorro eketé. Como sacristão, um pajé sacudindo o seu chocalho. Em vez de hóstias distribuídas na patena, um grande pão sovado sobre um pano de prato. Na liturgia, saudações como axé”.
O que talvez seja mais impressionante é que o Encontro contou com a presença de 98 Bispos e numeroso Clero (cfr. “Zero Hora”, Porto Alegre, 10-9-92). Pretendem unir-se ao PT e outros organismos para exigir mudanças.
... numa festa bem pouco cristã
Uma estrela (decaída!) do Encontro das CEBs foi Leonardo Boff, cujo nome civil sabe-se agora: Genésio Darcy. O fato de ele ter abandonado publicamente a condição de frade franciscano parece não ter diminuído em nada a acolhida calorosa que recebe na esquerda católica. Confessou que, apesar do esforço desenvolvido pelas CEBs, “é difícil convencer o pobre de que ele é pobre por ser oprimido”. Ou seja, os pobres não têm a ideologia das CEBs, e estas procuram de todos os modos impingir a ideia de que eles são “oprimidos”, para pô-los em estado de revolta. É a famosa “conscientização”.
O Pe. Beozzo, de Lins (SP), outro ativo participante do Encontro, acusou: “A Igreja sempre representou o colonialismo”. Já para Frei Betto, esse congresso foi “uma grande farra [festa?] do Espírito Santo”. O emprego do termo “farra” –– que, em sentido estrito, significa festa licenciosa, sinônimo de orgia –– vinculado ao Espírito Santo, é uma blasfêmia. A Terceira Pessoa da Santíssima Trindade teria animado os participantes da farra! O certo é que “houve muita música, danças e cantos, misturando o candomblé e a umbanda com a Bíblia”. Quanto ao “espírito” que por ali pairou, seguramente não foi a graça divina infundida mediante os dons do Espírito Santo, mas proveniente de Exu, o “deus” da macumba...
Houve um compromisso de solidariedade “com as mulheres, inclusive no desejo de serem sacerdotisas”, e também com a “luta pela Reforma Agrária” (cfr. “Jornal do Brasil”, 14-9-92).