| REALIDADE CONCISAMENTE |
Chernobyl
• No próprio dia da tragédia de Chernobyl, um comandante de helicópteros da Força Aérea recebeu ordens de jogar areia sobre o reator incendiado. Encarregado de investigar o sucedido, um vice-primeiro-ministro disse ao comandante: "Tudo depende agora de seus helicópteros" – informa o órgão das Forças Armadas soviéticas, "Estrela Vermelha".
Este é um sinal claro de que a radiação muito forte já era conhecida, e o acesso à usina só poderia ser por via aérea.
O semanário soviético "Liternaturnaya Gazeta" acusou a TV russa e outros órgãos de publicidade de informarem mal e com lentidão sobre Chernobyl. Também o "Pravda", porta-voz do PC russo, publicou cartas de leitores criticando a falta de informações sobre a explosão.
Com efeito, os chefes comunistas mantiveram silêncio absoluto sobre o assunto durante três dias, indiferentes à vida e à saúde de milhões de pessoas!
Um Boff norte-americano
O Padre Charles Curran, professor de Ética Sexual na Universidade Católica de Washington, reafirmou, em carta à Congregação para a Doutrina da Fé, não estar disposto a retratar-se, como lhe fora ordenado pelo Vaticano.
O sacerdote defende o aborto voluntário em certos casos, esterilização, relações sexuais fora do casamento e mesmo entre homossexuais, se baseadas num compromisso permanente! O Pe. Curran afirma que seus pontos-de-vista são "aceitos pela maioria dos teólogos católicos em nossos dias".
Nove ex-presidentes da Sociedade Católica de Teologia dos Estados Unidos fizeram circular um manifesto em seu favor, e o próprio Arcebispo de Chicago, Cardeal Bernardin, procurou defendê-lo junto à Santa Sé. O Bispo de Rochester, por sua vez, enviou carta ao Cardeal Ratzinger, advertindo: "Se a situação do Pe. Curran, enquanto teólogo católico, é posta sob suspeita, teólogos de valor talvez abandonem as instituições católicas".
Enquanto, no Brasil, Frei Boff prega a revolução social, seu congênere norte-americano defende a revolução sexual. Ambos, com desconcertantes apoios episcopais.
Alemanha Ocidental "compra" prisioneiros políticos da Alemanha comunista
• A Alemanha Ocidental "comprou" aproximadamente 40 mil prisioneiros da Alemanha oriental, desde a construção do sinistro Muro de Berlim, em 1962. Só neste ano, Bonn conseguiu libertar 626 presos dos cárceres comunistas mediante pagamento de vinte mil marcos (Cz$ 160 mil) por pessoa, como taxa mínima.
A informação é do presidente do Grupo de Trabalho 13 de Agosto, Rainer Hildebrant, que acompanha esses casos. Segundo seu depoimento, há ainda cerca de 8 mil pessoas presas na Alemanha comunista por motivos políticos, isto é, geralmente por haverem tentado exilar-se no Ocidente.
Eis como os comunistas exploram seu próprio "Gulag", à maneira de uma empresa, para auferir lucros apreciáveis. Além dos financiamentos, empréstimos e "facilidades" sem conta que lhes propiciam países do Mundo Livre, há mais este macabro comércio humano para sustentar o falido regime de Pankov.
Prosseguem os fuzilamentos em Berlim Oriental
• Foram mortos pela polícia comunista doze infelizes que tentavam fugir de Berlim Oriental.
O bárbaro crime ocorreu quando procuravam abrir buraco num túnel ferroviário a fim de alcançarem o lado ocidental da cidade. Seis dos fugitivos morreram em tiroteio com os guardas, que os descobriram, enquanto os demais foram executados sumariamente por um pelotão de fuzilamento, após a captura. Segundo o jornal alemão-ocidental "Bild" – que forneceu a notícia – todas as vítimas eram reservistas do Exército.
As vozes que protestam contra violações dos chamados "direitos humanos" em países não-comunistas emudecem paradoxalmente quando se trata de atrocidades como esta praticadas por regimes comunistas...
"Bebês da cocaína"
• Epidemia de "bebês de cocaína". Calcula-se que cinco milhões de norte-americanos usem cocaína regularmente. A vista dessa proporção assombrosa, não surpreende que os efeitos devastadores da droga comecem a manifestar-se, de forma crescente e epidêmica, também em recém-nascidos. Provocando flutuações na pressão sanguínea, a cocaína atinge o cérebro da criança, que pode nascer com danos físicos e mentais irremediáveis.
"Acho que os efeitos a longo prazo serão devastadores", afirma o Dr. Sherrel Howard, da Universidade da Califórnia. "Teremos crianças mentalmente retardadas, com sérias dificuldades para fazer qualquer movimento, mesmo coisas simples como comer, vestir-se".
Essa situação faz lembrar certa passagem da Sagrada Escritura:
"Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos são os que ficaram botos" (Jerm. 31) Em outras palavras, os filhos sofreram o castigo dos pecados dos pais.
Metade dos norte-americanos não creem na teoria de Darwin
• Metade da população norte-americana não crê na teoria da evolução, segundo resultados de uma pesquisa levada a cabo pelo chefe do laboratório de opinião pública da Universidade do Norte de Illinois, nos Estados Unidos.
Como se sabe, Darwin defendeu, no século passado, a tese de que os homens proviriam dos macacos ou de outros animais. Já a doutrina católica ensina que está na origem da Humanidade um primeiro casal, criado diretamente por Deus – é a monogenia, em oposição ao poligenismo apregoado pelos evolucionistas.
Houve tempo em que se pretendeu atribuir caráter científico à concepção darwiniana, embora ela nunca tivesse encontrado respaldo em pesquisas antropológicas sérias. A força de ser repetido, porém, o mito evolucionista foi adquirindo um direito de cidadania arbitrário e espúrio, fundado em seu suposto caráter moderno.
Por uma espécie de ironia da História, são agora jovens dos Estados Unidos – país-símbolo da modernidade – que recusam tal concepção. Aprenderemos a lição, ou continuaremos a propagar e ensinar em nossas escolas as mentirosas modernidades ... de ontem?
Bailes e demônios combatidos por um Santo
José Francisco Gouveia
A intransigência do Cura d'Ars atraiu a admiração de todos que a ele recorriam, cujas almas se comoviam com seu ardente zelo. Na ilustração acima, a multidão tenta arrebatar alguma relíquia do Santo (Da obra de Mons. Fourrey, Bispo de Belley, "El Cura de Ars").
PROCLAMADO por São Pio X "patrono de todos os sacerdotes que têm cura de almas na França e nos territórios de seu domínio", e por Pio XI "patrono celeste de todos os párocos de Roma e do mundo católico", São João Maria Batista Vianney, o Cura d'Ars, é festejado no calendário litúrgico a 4 de agosto. Transcorre, neste ano, o bicentenário de seu nascimento, ocorrido a 8 de maio de 1786, no pequeno lugarejo de Dardilly, na Diocese de Lyon, França.
Da intensa vida apostólica desse humilde sacerdote, por cujas virtudes e milagres a França brilhou aos olhos de outras nações com incomparável esplendor, destacaremos apenas, e de modo sucinto, o combate que empreendeu contra os bailes e contra o demônio.
Os dados aqui apresentados foram extraídos da excelente e consagrada obra do Cônego Francis Trochu, "O Cura d'Ars – São João Maria Batista Vianney", publicada em 1960 pela Vozes. Nessa época tal editora ainda lançava obras tão recomendáveis como a do Cônego Trochu, sendo que hoje, infelizmente, ela tornou-se um foco intenso de difusão de publicações "progressistas" no Brasil.
Intransigência em relação aos bailes
A maneira intransigente pela qual o Pe. Vianney fez desaparecer os bailes na pequena cidade de Ars, onde era pároco, tornou-se célebre por sua eficácia. Foram necessários 25 anos para o Santo conseguir extirpar completamente os bailes dos costumes locais.
O Cura d'Ars, aplicando a moral católica, tinha como princípio que, para evitar o pecado, deve-se fugir também da ocasião... Assim, foi inexorável em sua luta. "Ele via longe – diz o Con. Trochu – e atacava ao mesmo tempo a dança e a paixão impura alimentada por ela. Daí o seu combate contra os serões tais como se praticavam em Ars, e contra a liberdade que se permitiam os jovens antes dos esponsais".
É de se notar que, naquela época, não havendo ainda televisão, cinema, "discoteca" e as mil diferentes ocasiões de pecar que o neopaganismo contemporâneo oferece, os bailes constituíam o fator mais dinâmico de perdição da juventude.
Em seus sermões o Pe. Vianney afirmava: "E ali, sob a vista dos pais, calados ou cúmplices, renovavam-se práticas que teriam causado horror ao próprio paganismo". Sua linguagem, do alto do púlpito, era dura e direta, repetindo sem cessar as mesmas instruções:
– "Não há um só mandamento da Lei de Deus que o baile não transgrida. As mães costumam dizer: 'Ah! eu cuido de minhas filhas'. Cuidas dos seus enfeites, porém não podeis velar por seus corações. Ide, mães e pais réprobos, ide para o inferno, onde vos espera a ira de Deus. Lá vos aguardam as boas obras que tendes feito, deixando à vontade vossos filhos. Ide, eles não tardarão muito a se ajuntarem a vós, pois tão bem lhes ensinastes o caminho... Então vereis se o vosso Cura tinha ou não razão de vos proibir esses prazeres infernais..."
Ou ainda: "Meu Deus, poderão ter olhos tão cegos a ponto de crerem que não há mal na dança, quando ela é a corda com que o demônio arrasta mais almas para o inferno?... O demônio rodeia um baile como um muro cerca um jardim... As pessoas que entram num salão de baile deixam na porta o seu anjo da guarda e o demônio o substitui, de sorte que há tantos demônios quanto são os dançadores".
O Cura d'Ars negava a absolvição, mesmo por uma única falta, aos pecadores que não renunciassem à ocasião do pecado.
Assim, bom número de seus paroquianos esperaram meses e até anos para serem admitidos aos sacramentos. Eis um diálogo em que se espelha bem essa maneira de agir do Santo Cura:
– "Passei seis anos sem cumprir com o preceito pascal, dizia em março de 1895, a Mons. Convert, venerável anciã, cujo marido presente ia confirmando a narração.
– Seis anos!
– Sim, dos 16 aos 22. Cada ano ia à casa dos meus parentes, por ocasião da feira de Mizérieux e ali dançava um pouco. Durante todo o ano só saía naquela ocasião. Em Ars já não se dançava havia muito tempo – era de 1835 a 1841. – Mas essa única saída, que se repetia todos os anos, era motivo para que eu não recebesse a absolvição.
– E apesar disso ia confessar-se?
– Sim, por ocasião das grandes festas, O Sr. Cura apenas me dava a bênção.
– E que lhe dizia ele?
– 'Se não se corrigir de ir aos bailes, está condenada!...' Era lacônico.
– Dançava, porém, noutras ocasiões?
– Nunca.
– Então por que ia confessar-se?
– Pensava eu: Se Deus me chamar antes de receber a absolvição, espero que tomará em conta o meu desejo de a receber..."
* * *
Certa vez, um pai de família expôs ao Pe. Vianney um caso de consciência: