TFP's EM AÇÃO
Modelo brasileiro para a África do Sul
SÃO PAULO – O frade dominicano João Xerri, que esteve em visita à África do Sul no ano passado, formulou através da "Folha de S. Paulo" denúncia contra as TFPs, que mantêm um bureau naquele país, e das quais a associação "Jovens Sul-Africanos por uma Civilização Cristã" é uma entidade autônoma e coirmã. Segundo o sacerdote, a TFP seria favorável à segregação racial ("apartheid") lá existente.
Solicitado a pronunciar-se sobre a atuação do bureau das TFPs e a entidade delas afim existentes naquele país, bem como sobre o "apartheid", o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira concedeu entrevista ao mesmo jornal, a qual foi publicada juntamente com a falsa acusação, que assim perdeu seu sentido.
Eis a resposta do eminente professor à pergunta sobre o "apartheid":
"Em tese a solução ideal da questão é a brasileira. Ela se inspira sobretudo nos princípios cristãos que encontram tanta acolhida no meigo coração de nossa gente. Quanto à África do Sul, tenho a impressão de que nossos coirmãos de lá estão numa situação delicada. Pois os católicos são ali apenas 9%.
"Do lado dos brancos, faz-se notar algo da rigidez protestante, e do lado dos negros, há frequentemente resquícios – por vezes mais do que isso – do estado selvagem.
Uma aproximação psicológica e afetiva gradual entre uns e outros vai-se fazendo. Mas com menos celeridade do que desejaríamos, pois intervém no caso ainda outros fatores.
No meio negro, os comunistas declarados ou ocultos insuflam reivindicações mais de uma vez justas, mas associadas de cólera revolucionária. No meio branco, o 'progressismo' que lavra entre católicos e protestantes faz coro em boa medida com a pressão comunista. Tudo isso conduz a uma luta de 'classes' à marxista de brancos versus negros, que só azeda e atrasa uma solução harmoniosa".
Livreto explica o que são as invasões
SÃO PAULO — Acaba de sair e já se escoa rapidamente. Tem muita imaginação, mas é pura realidade. De que se trata? – É a mais recente publicação da TFP. O primeiro número da "Coleção Presença Rural". Outros virão em breve.
O tema? Um assunto de palpitante atualidade que o livreto aborda, em forma de diálogo. Eis uma amostra:
– "Alô!... Tio Mello? O sr. sabe o que aconteceu na Fazenda Saudade? – Foi invadida!
– "Invadida?? Como? Por quem?
– "Foi o pessoal do Centro Paroquial do Padre Ednardo. Mas tem também gente da CPT, do Sindicato, estudantes, e até ativistas do PC. Os empregados da fazenda dizem que é gente estranha"...
O diálogo prossegue. Os personagens vão desfilando: tio Mello, fazendeiro na simpática cidade de Andorinha, imaginariamente situada no Centro Sul do País; Luizinho, seu jovem sobrinho, talentoso e empreendedor; Dr. Feijó, advogado influenciado pela Teologia da Libertação, veladamente favorável à Reforma Agrária e às invasões; Dr. Bragança, juiz aposentado, homem experiente e dotado de vasta cultura jurídica. Há também o Pe. Ednardo, articulador das invasões, além de outras figuras como o Tuca, ferroviário aposentado, invasor "profissional", já acumula a "experiência" de sete invasões... Toda a narração é pontilhada de episódios de multo interesse.
Nas 32 páginas que contém a publicação, o leitor encontrará uma história que se diria de ficção, se não contivesse tantos traços de realidade. É Brasil da hora atual, o Brasil da Reforma Agrária, o Brasil das invasões que o leitor encontrará.
Como é preparada uma invasão, como ela é levada a cabo, como e em que medida os proprietários podem defender suas terras dentro da lei? Tudo isto, encontra-se no livreto-diálogo da TFP, que tem como título! "Sou fazendeiro: se invadirem minhas terras, posso defender o que é meu? Como? Em que medida?". Os textos são de Hélio Santos Silva e Atílio Guilherme Faoro, ambos cooperadores da TFP. O lançamento é da Editora Vera Cruz, de São Paulo.
Mas há mais. Nada menos do que 16 textos, extraídos de notícias de jornais e periódicos nacionais idôneos, mostram que esse diálogo imaginário confere inteiramente com a realidade brasileira.
Acompanham a documentação importantes trechos de dois luminosos pareceres dos jurisconsultos e professores de Direito Civil – Silvio Rodrigues, de São Paulo, e Orlando Gomes, da Bahia – a respeito dos direitos dos proprietários em caso de invasão de suas terras. Os pareceres, atendendo ao pedido de um dos fazendeiros que os encomendaram, foram publicados pela TFP em 63 jornais de 61 cidades de 19 Estados brasileiros.
Por isso tudo, o primeiro número da "Coleção Presença Rural", da TFP, merece ser lido por todos os brasileiros. Especialmente pelos que desejam, através de uma leitura leve, estar bem informados sobre o que se passa por trás do fenômeno das invasões. E especialmente proveitoso e oportuno para os proprietários rurais, grandes, médios ou pequenos, alvos diretos dos movimentos invasores.
CUT dá sinal para avançar, TFP alerta
A comissão executiva nacional da Central Única dos Trabalhadores deu a público, na primeira semana de julho, a proposta elaborada para seu 2º Congresso Nacional, no Rio de Janeiro. Tal proposta é clara: recomenda "a ocupação de todas as terras ociosas e mal aproveitadas do país, sejam públicas ou particulares, de empresas nacionais ou multinacionais".
Várias personalidades nacionais foram solicitadas pela "Folha de S. Paulo" a se pronunciarem sobre esse tema. Entre elas figurava o Presidente do Conselho Nacional da TFP, Prof. Plínio Corrêa de Oliveira, cuja declaração, publicada na edição de 8 de julho daquele matutino, reproduzimos abaixo:
"Ocupação' é aí invasão impune, por hordas de desordeiros.
"Quem julga se uma terra é mal aproveitada? Parece que as próprias hordas. Ou seja, todo o Brasil rural está à mercê delas, que ocuparão as vazias porque estão vazias. E declararão mal-aproveitadas todas as terras com comodidades e benfeitorias, ocupadas, em que lhes cobice entrar.
"O que teremos então? Um pega-pega que, à menor resistência, poderá transformar-se em quebra-quebra, e em mata-mata. Uma revolução social completa".
"Revolução e Contra-Revolução", uma tese com exemplos
SÃO PAULO – O livro básico da TFP, "Revolução e Contra-Revolução", de autoria do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, analisa, num de seus capítulos, o modo pelo qual as grandes revoluções são precedidas por uma forma de revolução nos costumes, nos modos de ser e nos ambientes, a qual prepara o terreno para as convulsões nos fatos e nas instituições. E para resistir ao comunismo e à sua versão religiosa, o "progressismo", é necessário ao católico conhecer e resistir a esta forma de revolução tendencial.
Focalizando através de exemplos concretos estes princípios, jovens cooperadores da TFP têm se dedicado com êxito a elaborar rápidas apresentações teatrais.
Uma dessas representações ilustra os fenômenos Revolução e Contra-Revolução em matéria de restaurantes, em nossos dias.
Dividido o palco em duas seções, numa delas aparece o restaurante revolucionário: ambiente desordenado, mesas desarrumadas, garçons sem qualquer traço de boa educação. O cliente, do mesmo gênero, demonstra ser adepto do lema "é proibido proibir", da revolução de 1968, na Sorbonne.
A cena, entretanto, de vez em quando se esvai. As luzes focalizam a outra parte do palco, na qual deparamos com um ambiente inteiramente oposto. Trata-se também de um restaurante, mas aqui o trato é ameno, cordial, há firmeza de personalidade, respira-se pureza, em uma palavra, o ambiente é contra-revolucionário. E o preço melhor...
Na Sede Nossa Senhora de Jasna Gora, situada no bairro de Itaquera, em São Paulo, este "sketch" fez parte da programação da reunião mensal de correspondentes e simpatizantes da TFP, no último dia 6 de julho.
TFP pulveriza calúnias da "mafia"
ULTIMAMENTE a TFP tem sofrido uma série de investidas publicitárias a propósito da campanha que vem promovendo em todo o País, de esclarecimento sobre os males da Reforma Agrária socialista e confiscatória.
Tais investidas caracterizam-se, entretanto, por uma desconcertante ausência de conteúdo polêmico: afirmações no ar; acusações sem apresentação de qualquer prova; argumentos com conclusões carentes de nexo lógico.
Mas para que fique patente perante o País e a História, que a nenhum ataque a TFP se esquivou, a todas aquelas acusações opôs ela sua firme e cristalina resposta.
Na impossibilidade de reproduzir na íntegra tal polêmica, resumimos aqui seus principais lances, para conhecimento de nossos leitores.
Orquestração de ataques à TFP na Bahia
Atitudes atribuídas à TFP, e que seriam próprias a convulsionar os espíritos ou mesmo levá-los à prática da violência, vinham sendo referidas, de algum tempo para cá, num ou noutro jornal da Bahia. A TFP se abstinha de refutar tais versões, tanto mais quanto elas sistematicamente apareciam desacompanhadas de provas.
Tais notícias, entretanto, se acumularam e encontraram guarida em órgãos de imprensa dos quais se poderia esperar uma seleção mais ética e cuidadosa das informações que publicam. E, em seguida, repercutiram em mais de uma emissora de rádio e TV.
A continuidade dessas falsas imputações sugeria a impressão de uma campanha de difamação – sempre sem provas – habilmente articulada não se sabe por que mãos, com o fim óbvio de afastar arbitrariamente a TFP do grande campo da controvérsia agro-reformista.
Um comunicado da entidade, com cabal desmentido de todas aquelas acusações foi então publicado no jornal "A Tarde" de Salvador, em sua edição de 19-6-86.
Assim, refutando notícia publicada pelo jornal "A Tarde" de que a TFP publicou matéria paga de 3 páginas "sugerindo aos fazendeiros para que, no caso de invasões de suas terras, eles reajam à bala...", o comunicado da TFP afirma:
"Matéria paga de 3 páginas, da TFP': a notícia omite dizer no que consiste essa tal matéria paga. Contém ela dois pareceres, respectivamente de autoria do Prof. Orlando Gomes, da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, e do Prof. Silvio Rodrigues, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
"A pedido de uma comissão de fazendeiros, ambos os preclaros jurisconsultos explicam quais os direitos dos proprietários na defesa de suas terras, ante duas eventualidades: o risco de serem invadidas ilegalmente por hordas de desordeiros amotinados pela propaganda agro-reformista; ou o fato consumado da invasão.
"Nada de mais legítimo do que desejarem os fazendeiros expostos a uma ou outra eventualidade conhecer seus direitos em tais casos, e responderem-lhes a tal respeito dois jurisconsultos. E só ler os pareceres, de um e de outro, para ter a evidência de que eles não contêm 'sugestões' aos fazendeiros. Os pareceres lhes explicam o que podem fazer, mas se abstêm de os aconselhar que o façam ou não façam.
"Quanto à difusão desses pareceres, o papel da TFP é perfeitamente delimitado. Ela não tomou contato com os dois mencionados catedráticos, mas simplesmente recebeu de um dos membros da comissão de proprietários constituída 'ad hoc' para contratar tais pareceres, fazendeiro em Montes Claros (MG), os textos destes. E o pedido de os difundir.
"A vista desse pedido, a TFP aquiesceu em efetuar tal difusão – obviamente conforme a lei – e o vem fazendo por todo o Brasil.
"Quem veja nessa difusão atividade ilegal ou subversiva simplesmente delira".
Do mesmo modo, o comunicado da TFP responde às acusações do candidato da coligação PFL/PTB/PS ao governo da Bahia, Josaphá Marinho, de que a entidade pregava a reação armada dos fazendeiros a qualquer tentativa de invasão de suas terras.
Os referidos pareceres, diz a nota da TFP – não "pregam" a reação armada, mas simplesmente afirmam ser esta conforme a lei, nos casos por esta última especificados.
"E o Sr. Josaphá Marinho se omite prudentemente de dar os argumentos em que se baseia para contestar tão abalizados pareceres".
Às declarações atribuídas ao diretor regional do Incra na Bahia, Sr. Arruti Rey – publicadas também em "A Tarde", 10-6-86 – de que a TFP mantinha escritório montado no sul do Estado, utilizava documentos falsos para tumultuar o desenvolvimento da Reforma Agrária,– e espalhava boatos, a entidade respondeu:
"É absolutamente inverídico que a TFP tenha montado escritório 'no sul da Bahia'...
"Ademais, quais são os 'documentos falsos' que a TFP estaria difundindo? O que dizem? Onde circulam? Quem os possui? Enfim, que provas apresenta a notícia da inautenticidade deles?"
Por fim, à notícia estampada no "Jornal da Bahia", 11-6-86, de que o representante do CNPC – Conselho Nacional de Produtores de Cacau, Hélio Bandeira, afirmava que falta à TFP "legitimidade para se pronunciar em favor do interesse dos produtores rurais", contesta a TFP em sua nota: "A entidade não intervém na controvérsia agro-reformista com o intuito de defender os direitos e os legítimos interesses destes ou daqueles. Move-a um objetivo muito mais alto, que é o de defender o princípio da propriedade privada, afirmado no 7º e no 10º mandamento da Lei de Deus".
Em Montes Claros, resposta ao Bispo-coadjutor
O "Jornal de Montes Claros" publicou, em 30-5-86, o seguinte pronunciamento atribuído a D. Geraldo Magela de Castro, Bispo-coadjutor de Montes Claros: "A TFP a gente nem considera, pois não aceitam a autoridade máxima da Igreja, que é o Papa, e nem a CNBB".
Em seu comunicado a TFP lembra que, embora sem o dizer, o pronunciamento do Prelado faz eco a uma nota emitida pela CNBB em 19-4-85 na qual se lê: "É notória a falta de comunhão da TFP com a Igreja no Brasil, sua hierarquia e com o Santo Padre".
O comunicado da entidade esclarece que, em resposta à mencionada nota, a TFP saiu a público no dia seguinte, pedindo fatos e exibição de provas. E até a presente data o ilustre organismo episcopal não deu nenhuma resposta, ou seja, não especificou fatos nem exibiu provas.
A resposta da TFP às declarações do Sr. Bispo-coadjutor de Montes Claros foi publicada na íntegra pelo "Jornal do Norte", daquela cidade, em sua edição de 19-6-86.
Reunião da TFP em Bela Vista distorcida em noticiário
Tendo a "Folha de Londrina" veiculado ampla matéria, de modo falseado e tendencioso, sobre exposição apresentada por cooperador da TFP a proprietários rurais da cidade de Bela Vista, ao norte do Paraná, o Serviço de Imprensa da entidade enviou telex àquele quotidiano, que o publicou na edição de 8 de julho p.p. Transcrevemos abaixo seu conteúdo:
"A 'Folha de Londrina' publicou em suas edições de 3 e 4 do corrente extensas matérias referentes à TFP, nas quais figuram fatos inverídicos e distorções que merecem da parte deste Serviço de Imprensa o seguinte reparo e esclarecimento: na chamada de primeira página desta folha, na edição de 3 do corrente, com o título 'UDR falha em Bela Vista', afirma-se que a reunião convocada por membros da TFP daquela cidade 'objetivava formar um núcleo da União Democrática Ruralista'.
"Sobre tal matéria, convém frisar, de início, que a referida reunião não foi convocada pela TFP, mas sim pelo Sindicato Rural de Bela Vista, sendo inteiramente falsa a afirmação de que o encontro visava a formação de um núcleo da UDR. Tal objetivo jamais foi enunciado pelo presidente do mencionado Sindicato Rural, Sr. Thirso Silva Gomes, não tendo ocorrido, durante a reunião, nenhuma referência, mesmo indireta, à UDR.
"A propósito desse assunto, é oportuno lembrar que este Serviço de Imprensa publicou, na edição de 25 de maio, da 'Folha de Londrina', substancioso e pormenorizado comunicado, desmentindo cabalmente uma série de afirmações infundadas veiculadas por órgãos de imprensa, entre as quais estava precisamente a pretensa vinculação entre a TFP e a UDR".