por danos morais! É o que se insinua da notícia citada: “Após fazer o requerimento de licença maternidade junto à empresa, a mulher teria sido, segundo a defesa, ‘alvo de escárnio, zombaria e negação absoluta de direitos’ [...] A empresa teria se baseado no fato de ela ‘não ser mãe de verdade’ e teria passado ‘a constranger a Reclamante diante de colegas, dizendo que ‘precisava de psiquiatra, não de benefício’”.
Parece que restou ainda alguma lucidez por aí, pois o caso não foi levado adiante. O requerimento judicial logo foi retirado. Porém, se vivêssemos num mundo inteligível, penso que todo esse assunto não deveria nem ter-se iniciado.
Solução: o retorno do “filho pródigo”
Falamos da irracionalidade com relação a crianças punidas pela ideologia transgênero e depois no que diz respeito aos “bebês falsos”. O último incidente que trago sobre “delírios modernos” se refere à criança por excelência: o Menino Deus. Na Irlanda, os responsáveis pelo chamado “Mayo Pride” postaram em suas redes sociais uma figura do Menino Jesus de Praga trajado com cores do movimento transgênero e o intitularam “Child of Drag”3. Julgo não ser necessário traduzir essa expressão ultrajante do sentimento católico e da
dignidade de Deus. A blasfêmia desregrada também assumiu direitos de plena cidadania.
Felizmente, após vigorosos protestos de grupos católicos, incluindo o promovido pela Irish Society for Christian Civilisation, os responsáveis pela imagem blasfema excluíram-na de todas as suas postagens online e se viram forçados a pedir desculpas pela ofensa.
Faço notar que em 1972, quando houve o pranto da Imagem de Fátima, nada dos absurdos relatados acima sequer era cogitado. Aquelas lágrimas indicavam que se o filho continuasse decaindo, ele chegaria aonde se encontra agora: no abismo da blasfêmia escancarada e da insanidade que vai exigindo direitos de existir.
A nós católicos só resta a esperança de que, ao chegar no fundo de sua decadência, este mundo reconheça o seu pecado e resolva se emendar. Foi o que aconteceu com filho pródigo. E este filho, o Ocidente cristão, terá diante dos olhos o Pai Celeste com seus braços abertos para perdoar e curar suas chagas, seus delírios.