Articulação Brasil Revista Catolicismo e acervo
Visão da Edição Catolicismo nº 895 | página 38
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VIDAS DE SANTOS

SANTA ISABEL, RAINHA DE PORTUGAL

Modelo de soberana, esposa e mãe conjuga-se no fulgor da coroa real com a virtude de exímia caridade e um dom especial de pacificadora. Sua história já foi publicada em Catolicismo, mas a reproduzimos aqui em memória dos 400 anos de sua canonização. Ficou popularmente conhecida como Rainha Santa Isabel.

Plinio Maria Solimeo

Jaime I de Aragão — a História o registra com os epítetos de Conquistador, por suas glórias militares, e de Santo, por sua admirável piedade — havia rompido relações com seu filho e herdeiro Pedro, conhecido com o cognome de Grande, devido a seu casamento sem o consentimento paterno com a Princesa Constança, filha do Rei da Sicília.

Essa situação anômala terminaria do modo mais inesperado: Jaime I considerou o primeiro fruto dessa união, Isabel, que veio ao mundo em 4 de janeiro de 1271, um sinal de predileção de sua tia-avó, Santa Isabel da Hungria. O grande guerreiro foi tão conquistado pela recém-nascida, que perdoou o filho e desejou exercer a guarda da menina a fim de guiá-la em seus primeiros anos. Assim começou, desde o berço, a ação da futura rainha santa.

Pode-se dizer que nela a piedade nasceu com o despertar para a vida; quando chorava como qualquer outro bebê, bastava alguém mostrar-lhe um Crucifixo ou uma imagem da Virgem para que silenciasse. Daquele

pequeno ser emanava tanta unção e suavidade, que as damas do palácio consideravam uma graça poder contemplá-la.

Aos cinco anos de idade Isabel perdeu seu virtuoso avô e voltou para o lar paterno, onde cresceu em graça e santidade. Aos oito anos já recitava diariamente o Ofício divino.

Isabel pensava em consagrar a Deus sua virgindade, mas por iluminação divina e recomendação do confessor compreendeu que, como princesa, deveria aceitar um esposo e fazer brilhar no trono as virtudes evangélicas. Por isso, aos 12 anos contraiu matrimônio com Dom Dinis, rei de Portugal.

Na corte portuguesa ela continuou a ser um modelo de virtude, como o fora na de Aragão. Seu bom exemplo levou muitas damas da nobreza a viver tão cristãmente como a rainha. A fama desse bom exemplo chegou rapidamente a todos os rincões de Portugal, excitando em toda parte uma santa emulação.

A Santa Rainha dá um grande impulso a Portugal