EM DIREÇÃO À INSANIDADE TOTAL
Paulo Henrique Américo de Araújo
Contaram-me certa vez a história de uma boa mãe que, desde a primeira infância de seu filho, expandia-se em ternura, bons conselhos e sábias reprimendas para com ele. E nisso ela se esforçava com uma constância irrepreensível. Entretanto, usando mal seu livre arbítrio, o filho simplesmente ignorou aqueles ensinamentos. Acabou por se transviar a partir de sutis e quase imperceptíveis desobediências.
Com o tempo, chegou à revolta ostensiva, a ponto de se entregar a todos os tipos de vícios, incluindo o das drogas. À mãe sofredora não restava mais a fazer do que lamentar e chorar... O pranto se revestia, contudo, de uma espécie de último alerta para que o filho se tomasse de alguma piedade e se arrependesse. Se não agisse assim, sua situação, já lastimável, pioraria cada vez mais. Até onde?
Essa história eu não inventei! Trata-se apenas de uma metáfora: a mãe é Nossa Senhora e o filho representa o Ocidente cristão. Desde os avisos dados pela Mãe de Deus nas aparições de Fátima, os homens, os católicos, sobretudo, têm em sua maioria se lançado no abismo da degradação moral e da irreligiosidade. Os anos passaram, o mundo rolou ladeira abaixo em direção à revolução sexual, à anarquia da Sorbonne (1968), ao frenesi do Rock and Roll, chegando à negação ostensiva de Deus e da moral católica, tudo em meio à loucura do consumo de entorpecentes.