Articulação Brasil Revista Catolicismo e acervo
Visão da Edição Catolicismo nº 895 | página 24
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Então, em 1972, a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima chorou em Nova Orleans, Estados Unidos (cfr. Catolicismo, julho/2022). O acontecimento, altamente simbólico, apenas deixou evidenciado que se depois desse pranto os homens não se emendassem, sua existência se tornaria cada vez mais tenebrosa, muito mais horrenda e repulsiva do que a vida do drogado nos primeiros momentos do vício.

O mundo inteiro “cracolandizado”

Posso conjecturar várias possibilidades para uma situação pior do que a do viciado em entorpecente. Escolho uma delas: o estado de degradação, de autodestruição quase total e da perda do “lumen rationis” evidenciados, por exemplo, naqueles que habitam a famigerada Cracolândia de São Paulo. Depois de se afundarem no uso de drogas, vivem ali quase como mortos-vivos, zumbis urbanos, irracionais, sem rumo e entregues aos perpétuos delírios da droga.

Para lá caminha o Ocidente cristão. Colhi alguns exemplos dessa degradação, dessa loucura coletiva, que vai se configurando como “normal”.

Na Inglaterra, The Telegraph noticiou casos de suspensão de alunos por “transfobia”. Nenhuma novidade, alguém dirá. A imposição da ideologia de gênero em todas as partes está quase banalizada. Mas há no ocorrido algo de inusitado: desta vez a imposição atinge crianças! Assim noticia o jornal inglês:

“Uma criança foi suspensa da creche após ser acusada de ser transfóbica ou homofóbica. Dados do Departamento de Educação (DfE) mostram que a criança, de três ou quatro anos, foi suspensa de uma escola estadual no ano letivo de 2022-23 por ‘abuso contra orientação sexual e identidade de gênero’”1.

E a punição aos “pequenos transfóbicos” não se reduz a um caso isolado: “As estatísticas mostram que 94 alunos de escolas primárias estaduais foram suspensos ou excluídos permanentemente por transfobia e homofobia em 2022-23”, revela a mesma reportagem.

Não considera o leitor o relatado acima como um sintoma evidente de insanidade institucionalizada?

Cito outro exemplo que ilustra bem a irracionalidade reinante neste mundo. Os bebês reborn (bonecos com aparência humana) de repente invadiram o noticiário. Confesso que não tinha ouvido falar disso até uns dois meses atrás. Estranhamente, a nova onda — que alguém com um pouquinho de bom senso consideraria como simples brincadeira ou extravagância — entretanto, é tomada a sério por certas pessoas!

Leia-se esta notícia do jornal O Globo: “Uma recepcionista processou uma empresa onde trabalhou depois que foi negado a ela um pedido de licença-ma-

ternidade para cuidar de um bebê reborn”2. Ora, se alguém aciona a Justiça por causa de um mero boneco e de pretensos direitos à maternidade relacionados a ele, um alerta mental deveria soar na cabeça de todos nós: é o fim da racionalidade humana!

Mas o pior é que se alguém “ousar” manifestar esse alerta de bom senso, cuidado, poderá sofrer uma ação

Um “bebê” reborn