Articulação Brasil Revista Catolicismo e acervo
Visão da Edição Catolicismo nº 895 | página 13
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da justiça e da misericórdia divinas e pelo amor ardente suscitado por essa iluminação e esse encontro pessoal com Jesus Cristo na plenitude da sua glória.

Mas o ideal para todos nós é de nos santificarmos plenamente e termos já expiado nesta terra de exílio, com mérito, todas as nossas faltas, para podermos gozar imediatamente do Céu, um privilégio reservado aos mártires e àqueles que alcançaram um grau eminente de santidade.

Essas considerações devem também nos incitar a aumentar nossa

devoção pelas almas do Purgatório, cujos sofrimentos não lhes ganham méritos e, portanto, não encurtam sua purificação nem o pagamento da pena temporal. Elas precisam de nossas orações, de nossos sacrifícios, de que ganhemos indulgências em seu favor e mandemos celebrar missas por elas.

Uma das maiores tragédias que resultaram indiretamente da modificação do ritual da Missa foi que os fiéis perderam a noção do caráter expiatório, em favor dos vivos e dos mortos, do Santo Sacrifício do altar.

E com isso perdeu-se o costume de mandar celebrar missas pelos nossos defuntos.

Além do mais, como se afincou o costume das concelebrações — para acentuar o caráter “comunitário” da celebração eucarística —, diminuiu o número de missas e difundiu-se, em muitas paróquias, o abuso de celebrar uma missa por um número enorme de defuntos (a ponto de a Santa Sé ter que publicar recentemente uma advertência de que isso só pode ser feito se os que contribuírem com uma espórtula aceitarem que seja uma intenção coletiva).

Invoquemos com confiança filial a Santa Virgem Maria em favor das almas do Purgatório, pois Ela é verdadeiramente a Mãe da Misericórdia e Consoladora dos Aflitos. A tradição da Igreja nos ensina que a intercessão da Mãe de Deus tem poder singular para aliviar as penas das almas que ali se purificam.

Conta-se que certa vez, São Gregório, o Grande, percebeu numa visão como a oração do Santo Rosário feita com fervor obteve a libertação de uma alma que havia séculos sofria no Purgatório.

De modo especial, Nossa Senhora revelou a São Simão Stock a devoção do Escapulário do Carmo: quem o portar com devoção e viver piedosamente será por Ela assistido após a morte e, se for ao Purgatório, será libertado o quanto antes. Não deixemos, pois, de oferecer a Maria Santíssima nossas súplicas, Rosários e sacrifícios em favor das almas benditas — e assim, por sua poderosa mediação, apressaremos a entrada delas na glória do Céu.

Uma das maiores tragédias que resultaram indiretamente da modificação do ritual da Missa foi que os fiéis perderam a noção do caráter expiatório, em favor dos vivos e dos mortos, do Santo Sacrifício do altar.