a ponto de ele se recusar a condenar o comunismo, que se espalhava com astúcias e armas. Nelas, Nosso Senhor se mostra agoniado, muito mais do que pelas guerras vindouras, pela degringolada da ordem moral, religiosa, política e social dos países então católicos, em particular da Itália. Com insistente premência, Ele retoma as palavras de Sua Santíssima Mãe em Fátima, amplificando a previsão dos males que se abateriam sobre o mundo, a Igreja e o Papado caso os homens não se corrigissem de suas vidas de prazeres e pecados fazendo a proporcionada penitência.
Essas mensagens surpreendem por sua afinidade com as advertências de La Salette e Fátima. Parecem feitas para afastar os raios de morte que se irradiam da guerra na Ucrânia e, com uma perspectiva semelhante, da hostilidade militar permanente da China contra seus vizinhos, especialmente Taiwan.
Nosso Senhor falou sem paráfrases para a Beata Aiello. Por exemplo, em 1949 advertiu: “O homem se rebelou contra Deus; há uma epidemia de imoralidade, e não só na alma dos adultos, mas inclusive das crianças, que atrairá a ruína e a morte sobre o mundo. Quantos sacrilégios! Até a Sede de meu Vigário é ultrajada, vilipendiada. Os meus ministros, a minha Igreja, combatida. O flagelo descerá na mão de meus anjos, poucos ficarão”. (Mensagens registradas em 1949). Não precisamos glosar até onde chegou essa “epidemia de imoralidade”: está patente os olhos daqueles que desejam ver, sem otimismos, a realidade.
Flagelo russo para punir os vícios
Em 1951, a Beata Elena recebeu uma revelação sobrenatural a respeito da imoralidade e o ambiente de libertinagem concessiva que o mundo e a Igreja adotavam prazerosamente: “O fedor de seus vícios subiu até meu conspecto [...]. Esta sociedade perversa e dissoluta; quanta impureza, esse é o pecado que traz a ruína e a morte [...].
“O mundo será todo destruído na guerra; a Rússia será queimada [...] as armas de massa não só exterminarão os exércitos, mas as coisas mais santas e mais sagradas; crianças, doentes [...]. esses governantes iníquos das nações estão todos fora da lei da Igreja [...]. Ninguém pode compreender a horrenda tempestade que está para submergir a humanidade [...]. Desencadear-se-á uma revolução anticristã pelo mundo todo e de um modo trágico na Itália”.
A Beata Elena Aiello não foi a única a receber tão pungentes advertências. São João Bosco narrou em 1873 uma visão ao Beato Papa Pio IX: “uma multidão de homens, mulheres, velhos, crianças, monges, monjas e sacerdotes, tendo à frente o Santo Padre, saiu do Vaticano [...] parecia travar uma batalha entre luz e trevas [...]. Depois de ter caminhado por um tempo correspondente a duzentos nasceres do sol, cada um percebeu que não estava mais em Roma”4. Ele já tinha escrito em 10 de março de 1861: “Vossa Santidade deverá mais uma vez abandonar Roma [...] aproximam-se acontecimentos espantosos, talvez inauditos, na história das nações” 5.
Em ambas as cartas anunciava que, após Deus ter agido com “uma vara da qual Ele se serve para punir os delitos dos homens; a vara será feita em pedaços e jogada ao fogo” 6. Essa vara, instrumento de castigo, parece uma referência à Rússia, o flagelo apontado em Fátima, que após cumprir sua missão, acabará se convertendo para alívio dos homens.
Rússia comunista, instrumento diabólico
“O mundo será todo destruído na guerra; a Rússia será queimada [...] as armas de massa não só exterminarão os exércitos, mas as coisas mais santas e mais sagradas; crianças, doentes [...]. – Palavras da Beata Elena Aiello. – Representação imaginária de Moscou destruída.
Ouvindo os avisos divinos, a Irmã Elena Aiello atreveu-se a perguntar, e ouviu: “Falsos profetas circundam o Cristo na Terra. Meus ministros não pregam mais o Evangelho [...]. A Rússia espalhará os novos erros em todo o mundo, promovendo a guerra e a perseguição contra a Igreja”. Nosso Senhor insiste no que já dissera em La Salette e Fátima, e chora por causa de seus antigos discípulos, que O abandonaram e se tornaram amigos da Rússia putinista, além de terem deturpado os santos ensinamentos de Jesus Cristo e da Santa Igreja.
“A Rússia soltará todas as forças do mal sobre todas as nações e em dado momento destruirá a melhor parte de minha grei: esta passará pela purificação, que será tida como o mais grave flagelo na história do mundo. Os homens caminharão sobre os cadáveres [...]. A Igreja está ferida por dentro e externamente”. (Das mensagens de 1952/53). Ainda nesta mensagem, voltamos a ouvir as palavras de São João Bosco, comunicadas ao Bem-aventurado Pio IX, que acabamos de reproduzir, mas com a diferença de que a mensagem da Beata Aiello parece aludir a tempos próximos.
Não é de espantar que tremendos castigos caiam