São Pedro Tomás
Procurador Geral da Ordem do Carmo, Bispo, Legado Papal junto a Imperadores e Reis, Patriarca Latino de Constantinopla e Cruzado.
Plinio Maria Solimeo
Praticamente desconhecido no Brasil, este santo carmelita nasceu em 1305 em Salimaso de Thomas, aldeola do Périgord, na França, numa família muito pobre (seu pai era servo da gleba), cuja única riqueza era sua fé católica.
Fez seus primeiros estudos em sua paróquia. Por volta dos 12 anos, para aliviar a grande miséria da família, partiu para Monpazier, onde durante três anos viveu de esmolas e instruindo meninos mais novos que ele. Muito inteligente e aplicado, estudou até a idade de 20 anos em Agen, no Colégio dos Carmelitas.1
Em 1326, recebeu o hábito carmelita no convento de Bergerac, pronunciando seus votos definitivos no ano seguinte. Dedicou-se ao ensino por dois anos. Enquanto lecionava lógica, estudava filosofia, sendo assim ordenado sacerdote.
Em 1335 Pedro Tomás foi para a Universidade de Paris, na qual obteve o grau de Leitor. Depois ensinou na nova universidade de Cahors, dedicando-se também à atividade pastoral. Uma terrível seca se abateu por toda a região. Para implorar a Deus a chuva tão necessária, organizou procissões penitenciais durante as quais pregava ao povo. Seu biógrafo afirma que uma “chuva milagrosa” pôs fim à seca.
Novamente na Universidade de Paris durante quatro anos, obteve o diploma de bacharel em teologia.
Na corte pontifícia de Inocêncio VI
Os superiores o enviaram em 1353 para o convento do Carmo em Avignon, onde residia na época a corte papal durante o Cisma do Ocidente. Nessa cidade o santo se dedicou ao ministério da palavra, distinguindo-se em pouco tempo como eminente pregador e confessor admirável, que movia os corações mais endurecidos. Foi logo notado pelo Papa Inocêncio VI, que passou a incumbi-lo de missões apostólicas.
Segundo seu biógrafo, ele era muito versado nas Sagradas Escrituras e nos livros canônicos, o que o tornava um leão no púlpito. Não hesitava em “dizer a verdade, sem jamais a camuflar, mesmo na presença dos cardeais ou do Soberano Pontífice [...]. Amolecia os corações, ganhando as afeições de seus ouvintes. Afirmou que seu conhecimento dos livros santos não se devia ao estudo, mas às luzes que Deus lhe comunicava nas celebrações da Santa Missa e do Ofício Divino”.2