| AÇÃO CONTRA-REVOLUCIONÁRIA | (continuação)
“UM SONHO, UMA ESPERANÇA”
Nelson Ramos Barretto
Enquanto a devassidão e a blasfêmia grassavam pelas ruas das cidades durante o carnaval, várias dezenas de jovens provenientes de muitos estados da federação se reuniram na capital paulista, a fim de estudar e traçar planos para uma ação coordenada em todo o País. A base para todos esses planos é a doutrina tradicional da Igreja, tal como exposta no livro Revolução e Contra-Revolução pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. Foi este o fundamento para oXX Simpósio de Estudos e Ação Contra-revolucionária.
Num artigo publicado em 1932, o Prof. Plinio advertia os brasileiros a não se iludirem sobre as causas profundas da crise que já assolava o Brasil e enchia de angústias a mais tormentosa quadra de sua história até então. Essas palavras, escritas há quase um século, serviram de leitmotiv para uma convocação à luta, pois apontava de onde viria solução:
“Esta moralidade nova, o Brasil não deverá buscá-la nos ensinamentos amorais de um Lênin, ou nas fantasias mais ou menos sedutoras de algum filósofo contemporâneo. Folheie o Brasil as páginas de sua própria história. Indague de Anchieta qual o fundamento de sua admirável abnegação apostólica; pergunte a Vieira qual a chama que acendeu em prol das mais nobres causas o talento de sua inexcedível eloquência; pergunte a Amador Bueno qual o princípio em virtude do qual se julgava obrigado a guardar fidelidade a seu Rei; interrogue o Duque de Caxias sobre o segredo que tornou gloriosa a sua espada no Paraguai; investigue as razões que levaram a Princesa Isabel a abolir o cativeiro, com o sacrifício do próprio trono. E todos, a uma voz, apontarão para nosso céu estrelado, mostrando o Cruzeiro do Sul, símbolo bendito da Redenção, que a Providência desenhou em nosso firmamento”.
No sábado à tarde, dia 22, o simpósio foi aberto com as bênçãos de uma Santa Missa. Logo depois, dando início às conferências, Dom Bertrand de Orleans e Bragança dirigiu aos participantes a pergunta feita por Nosso Senhor sobre São João Batista: “O que fostes ver no deserto?” (Mat. 11,8). Dando as costas ao carnaval, aqueles jovens se mostravam realmente desejosos de conhecer os ideais contra-revolucionários. O dia terminou com uma exposição vivaz de Luis Guillermo Arroyave sobre “Luz e trevas no limiar de 2020”.
No dia seguinte, coube-me falar sobre a “A verdadeira reorganização do Brasil”, seguindo-se a palestra brilhante e séria de Nelson R. Fragelli sobre a “Crescente atualidade de Revolução e Contra-Revolução”. Após o almoço, o Padre Sávio Fernandes expôs com propriedade e unção sacerdotal o tema “A Santíssima Virgem, Rainha da Contra-Revolução”. A exposição seguinte, de Juan Carlos Voiseau, consistiu em profunda análise do “Sínodo da Amazônia”. À noite, após o jantar, um audiovisual mostrou a epopeia das caravanas do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.
Na manhã de segunda-feira Frederico Viotti se estendeu sobre o tema “Gnose, fundo místico da Revolução”, seguido por uma clara e convincente explanação do Dr. Adolpho Lindenberg sobre o “Espectro de uma guerra mundial”. À tarde, Nelson Fragelli abordou outro tema — “Um sonho, uma esperança” — , mostrando como as grandes mudanças da História são feitas pelos verdadeiros sonhos abençoados pela graça.
Luis Guillermo Arroyave voltou à tribuna para tratar do “Perfil contra-revolucionário”, mostrando a revolução tendencial nos trajes, na propaganda, na arquitetura e nos gostos. Para encerrar as atividades do dia, José Carlos Sepúlveda discorreu com segurança e propriedade sobre os “Paroxismos do processo revolucionário”.
No último dia a palavra foi franqueada aos participantes, vários deles líderes de associações e grupos, que emularam em fé e entusiasmo nos seus depoimentos sobre as respectivas ações contra-revolucionárias desenvolvidas ao longo de 2019.
Procedeu-se então à entrega das lembranças, para em seguida o Príncipe Dom Bertrand encerrar com galhardia e convicção, abordando o tema “Certeza da vitória da Cristandade”.
Palestra do Dr. Adolpho Lindenberg, presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. Hélio Brambilla diz algumas palavras de apresentação.
Parte das representações de São Paulo e Minas Gerais.
Acima, a importante conferêcia do Pe. Sávio Fernandes. À esq. o Dr. Nelson Fragelli.