AÇÃO CONTRA-REVOLUCIONÁRIA
Não pactuar com os erros e prevaricações
Fábio Cardoso da Costa
O título em epígrafe foi o leitmotiv do XIII Simpósio da Associação dos Fundadores e do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, realizado nos dias 26, 27 e 28 de fevereiro p.p., em São Bernardo do Campo (SP). Estiveram presentes representantes de 12 estados brasileiros, além de simpatizantes de outros países, como Argentina, Guatemala, Panamá e Uruguai.
Como nos anos anteriores, a programação foi substanciosa e intensamente acompanhada pelos participantes. Ao todo, foram 11 palestras ou apresentações de audiovisuais versando sobre temas da atualidade nacional e internacional, bem como referentes a atividades públicas mais recentes dessas associações.
Coube ao príncipe D. Bertrand de Orleans e Bragança a abertura dos trabalhos, quando tratou do tema: "O Brasil, previsões de Dr. Plinio e seu futuro grandioso". Os demais temas desenvolvidos nas conferências versaram sobre o aprofundamento da crise moral e religiosa que assola nossa sociedade e o que fazer para não se deixar influenciar por ela. Esses assuntos foram analisados na perspectiva da mensagem de Nossa Senhora de Fátima tendo em vista o centenário das aparições da Virgem Santíssima aos três pastorzinhos, que ocorre no próximo mês.
Não permitindo a exiguidade de espaço aprofundar todos os assuntos versados naqueles três dias de estudos, cinjo-me apenas à conferência de José Antonio Ureta sobre a grave resistência nos ambientes católicos à verdadeira demolição da família promovida pela Exortação Apostólica Amoris Laetitia do Papa Francisco. Segundo o palestrante, este tema vem colocando a Igreja na iminência de um cisma, pois ocorre uma sadia reação por parte de cardeais, bispos, teólogos e até leigos conhecedores do problema, que vêm denunciando os erros morais contidos na referida exortação. Os questionamentos levantados são sérios, bem fundamentados na doutrina católica tradicional e extremamente graves. Qual será a reação do Pontífice? Fará um recuo, ou continuará em seu propósito de "modernizar" a Igreja?
A sessão final do Simpósio foi acompanhada com especial interesse. Depois dos três dias de estudos e debates de matérias tão relevantes, os participantes, além de terem a oportunidade de fazerem as perguntas que desejassem — as quais foram devidamente respondidas pelos conferencistas — , dirigiram também palavras de despedida aos demais, destacando a alegria de estar num ambiente seriamente católico e fiel aos ensinamentos de Plinio Corrêa de Oliveira. Um deles afirmou que as duas associações que organizaram o evento são como a "Arca de Noé do século XXI", na qual, em meio a um mundo tão corrompido e afastado da Igreja Católica, não se pactua com os hodiernos erros e prevaricações.
Como de costume, a assistência espiritual e religiosa esteve a cargo do Revmo. Pe. David Francisquini. Com sua admirável dedicação, ele atendeu consultas e deu seguras orientações aos que o procuraram, tendo sido ajudado nesta meritória tarefa pelo Revmo. Pe. Sávio Bezerra.
Para encerrar os dias de estudo, Dr. Eduardo de Barros Brotero, que presidiu o evento na qualidade de diretor do Instituto, dirigiu palavras de muita esperança, lembrando que a vida de um católico é de luta pela fidelidade, e que nesta batalha teremos como sustentáculo e força as bênçãos de Nosso Senhor Jesus Cristo, o sorriso de Nossa Senhora, os ensinamentos imutáveis e infalíveis do Magistério católico tradicional, os exemplos heroicos de fidelidade de Plinio Corrêa de Oliveira.
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Anteriormente, Dr. Eduardo havia comentado a triste notícia da profanação feita à augusta Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, num desfile carnavalesco de escola de samba na cidade de São Paulo. Este fato causou grande comoção e indignação em todos os presentes, uma vez que tanto a Associação dos Fundadores quanto o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, por meio de seus colaboradores e simpatizantes, se empenharam durante meses numa campanha de coleta de quase 10.000 assinaturas de apoio a uma carta que foi entregue ao cardeal de Aparecida, pedindo-lhe que impedisse essa ofensa à Santa Mãe de Deus.
Em muitos causou surpresa a notícia de que tal blasfêmia não apenas contava com a autorização, mas com o apoio de autoridades eclesiásticas! Isto ensejou que ao término do Simpósio, no dia 28, todos se dirigissem ao Monumento da Independência, no bairro do Ipiranga, na capital paulista, para um ato público de desagravo a Nossa Senhora Aparecida. Portando uma faixa com os dizeres: "Face à grave ofensa no carnaval: reparação, reparação, reparação", os participantes rezaram um terço e uma oração especialmente composta para desagravá-La.•