ser rompido, fosse se adelgaçando, adelgaçando, até praticamente se dissolver nos dias de hoje?
Antes de responder a essa dolorosa pergunta, vejamos rapidamente alguns exemplos chocantes, todos desta década.
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Silvana, de 48 anos, é acusada de matar por asfixia a própria filha e de esconder o corpo da criança, para se vingar do ex-marido. O caso aconteceu em Santa Catarina e chocou a cidade de Tubarão. (“Notícias R7”, 16-4-13).
Uma idosa de 79 anos foi espancada até a morte pelo próprio filho na noite desta terça-feira, 12, no município de Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre, dentro da casa da família. O rapaz utilizou uma escada para matar a mãe. (“O Estado de S. Paulo”, 13-1-16).
Uma mulher matou o próprio filho de quatro anos na zona norte de São Paulo, afogando-o na pia do banheiro. Quando a polícia chegou, a mulher confessou que matou a criança, pois o filho estava possuído pelo demônio. (“Jornal da Band – Notícias”, 15-10-15).
Um sírio de 20 anos executou em público a mãe, após ela tentar convencê-lo a abandonar o grupo extremista EI. A mãe [foi] implorar ao filho que retornasse para casa, pois temia a morte dele nos bombardeios à cidade. O jovem informou os superiores, que determinaram a detenção da mulher. Após a detenção, o próprio filho recebeu a ordem de executar a mãe com um tiro na cabeça, diante de quase 100 pessoas reunidas em uma praça de Raqqa. (“O Estado de S. Paulo”, 9-1-16).
Desde o início do ano, mais de uma dezena de mães assassinaram seus filhos no Brasil. Quem o desejar, confira quais foram os casos mais chocantes. (“Portal Terra”, setembro/2010).
No fim de 2014, no Jaçanã, zona norte de São Paulo, uma mãe foi morta [por seus filhos] com golpes de martelo. Os dois irmãos vão responder por latrocínio qualificado por motivo fútil. (“Jornal da Band”, 27-2-15).
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Esses são exemplos extremos de uma realidade mais ampla que é a agonia do amor recíproco mãe-filho.
Por mais que esse vínculo seja sagrado na ordem natural, ele não resistiu à onda de paganização geral da sociedade moderna: divórcio, controle artificial da natalidade, aborto, feminismo etc. Pois só a civilização cristã, modelada pela graça de Deus, mantém e vivifica as instituições humanas, mesmo as mais arraigadas.
Afastando-se de Deus e de sua santa Religião, tudo fenece, tudo degringola. Por isso Nossa Senhora chora.
Embora algum tempo atrás o desaparecimento do amor entre a mãe e o filho pudesse parecer impossível, entretanto a realidade aí está para desmentir essa ilusão, e para confirmar que fora das vias sagradas da civilização cristã nada de bom se mantém.
O simbólico gesto do Papa Francisco comemorando o heresiarca Lutero
Lutero queima, em praça pública, a bula papal.
Muitas vezes os atos e gestos simbólicos têm maior força de persuasão do que as palavras e os raciocínios, embora ambos se completem. Foi assim com o Divino Salvador, que alternava continuamente sua pregação com gestos simbólicos e o uso de metáforas e parábolas.
Também por essa razão a Igreja sempre se cercou de símbolos, a fim de tornar mais perceptíveis a beleza de sua doutrina, a sacralidade de sua liturgia, a dignidade e a autoridade de seus hierarcas. O Papa era coroado solenemente, para simbolizar o poder a ele conferido por Nosso Senhor como sucessor de São Pedro no governo da Igreja e orientação da Cristandade.
Magistério por atos simbólicos
O Sumo Pontífice atual faz muito uso dos gestos simbólicos e tem um magistério mais feito de atos e atitudes do que propriamente de palavras, embora as utilize, infelizmente com frequência, de modo confuso e mesmo escandaloso, como o famoso “quem sou eu para julgar?”
Na linha de seu magistério através de atos e gestos, reveste-se de suma gravidade sua anunciada participação nas comemorações da revolta do monge apóstata e heresiarca Martinho Lutero.
Com efeito, como informou o “Vatican Informative Service” de 25 de janeiro último, o Papa Francisco irá neste ano à cidade de Lund, na Suécia, onde “presidirá uma comemoração conjunta da Reforma em 31 de Outubro”1 com dirigentes luteranos Como se recorda, foi nessa data que, em 1517, Lutero teria afixado as suas 95 teses na porta da igreja do castelo de Wittenberg.2
A comemoração de um fato histórico não é uma simples lembrança do mesmo, como poderia ocorrer numa aula de história. É a rememoração festiva e com louvor de algo que se julga digno de admiração, imitação ou mesmo de devoção. É assim que o orbe católico
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