Articulação Brasil Revista Catolicismo e acervo
Visão da Edição Catolicismo nº 783 | página 50-51
| AÇÃO CONTRA-REVOLUCIONÁRIA | (continuação)

TFP americana na 43ª Marcha pela Vida

Francisco José Saidl

A 43ª. Marcha pela Vida, realizada na capital americana no dia 22 de janeiro, foi talvez a mais memorável de todas neste quase meio século, quando mais de 60 milhões de nascituros foram executados pelo aborto, desde a infame decisão da Suprema Corte americana dando proteção legal a esse ato cruel.

Uma tempestade de inverno ameaçadora — das maiores já vistas, classificada por alguns de apocalíptica — abateu-se sobre a costa leste americana, provocando o cancelamento de voos e graves transtornos no trânsito, dificultando assim o retorno dos participantes da Marcha pela Vida a seus respectivos locais de origem. Entretanto, foi possível realizá-la em tempo hábil, mesmo sob a neve e o vento, que começavam a crescer em intensidade. O número de pessoas foi estimado em 70 mil, cifra muito significativa devido às aterrorizantes condições meteorológicas.

Nos anos anteriores, o trecho percorrido havia sido encurtado. Desta vez, voltou-se ao esquema anterior, ou seja, a concentração começou no parque adjacente à Casa Branca e terminou em frente ao edifício da Suprema Corte, na colina do Capitólio.

Cerca de 100 militantes da TFP norte-americana estiveram presentes com suas conhecidas capas rubras e nove grandes estandartes marcados pelo leão dourado. A Fanfarra dos Santos Anjos, constituída por membros dessa TFP e alunos da Academia São Luiz Maria de Montfort, ajudou a dar brilho ao evento.

Numa faixa da campanha America Needs Fátima, constava a lista de 9.229 pessoas que, não podendo estar fisicamente presentes à Marcha, enviaram seus nomes como forma de adesão. Na ocasião, a TFP americana distribuiu um comunicado intitulado Combatendo o aborto em seu núcleo: Um apelo à restauração da Ordem, segundo o qual combater o aborto importa também impedir a expansão de todos os germes destruidores da família e da sociedade em geral, como o divórcio, o controle artificial da natalidade, o “casamento” homossexual, a eutanásia etc. E, assim, lutar pela restauração dos valores morais e culturais da civilização cristã, fundada nos princípios da Lei natural e dos Dez Mandamentos da Lei de Deus.

Estiveram presentes o Núncio Apostólico, Mons. Viganó, e um cardeal americano, bem como certo número de sacerdotes acompanhados de seus paroquianos. O Pe. Frank Pavone, diretor de Priests for Life e destacado líder anti-abortista, que vem enfrentando hostilidades até mesmo onde esperava encontrar maior apoio, enumerou as razões de sua assídua presença e dos demais participantes à Marcha, entre as quais esta: “É a voz dos nascituros. É verdade que o aborto continua sem controle, entretanto não sem oposição. A presença dos manifestantes em Washington é uma chamada profética ao governo e à nação. Quando uma tragédia perdura dia após dia, a voz dos que defendem as vítimas deve elevar-se e não calar-se”.

A Marcha pela Vida é realizada não apenas em Washington, mas também em outras cidades dos EUA. Membros e supporters da TFP norte-americana cerraram fileiras com anti-abortistas em San Augustin (Flórida), Dallas (Texas), e Little Rock (Arkansas).


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