Gulag chinês
Pequim mantém quinze milhões de pessoas em regime de trabalhos forçados. Destes infelizes, vinte mil são executados a cada ano. A pena de morte é aplicada por razões insignificantes, conforme quotas determinadas para cada província.
Afirma-se que os países capitalistas relutam em dar realce às crueldades chinesas, temendo pôr em risco suas oportunidades de investimento e comércio.
Hong-Kong e a China comunista, por exemplo, estão bem entrosados num desagradável tipo de convergência. Em Guangdong (parte mais rica da Costa Dourada da China) muitas pessoas de Hong-Kong vão comprar órgaõs de prisioneiros que serão executados. Tudo combinado previamente com o governo comunista.
O macabro comércio é revelado nas obras “Laogai - o Gulag chinês”, de Hongda Henry Wu, Westview Press, e “Lágrimas de Sangue - um grito pelo Tibet”, de Mary Craig, Editora Harper Collins.
Reforma Agrária, por quê?
Descuido com a colheita, transporte inadequado da mercadoria, abandono de produtos com qualquer pequeno defeito na aparência e o péssimo hábito de descartar o que não consegue o preço cobiçado –– tudo concorre para que o Brasil desperdice boa parte de sua abundante e variada produção.
O exemplo da fruticultura é frisante: quase metade das frutas colhidas em nosso país são jogadas fora, e ainda assim somos o maior produtor de frutas do mundo.
Benedito Pio da Silva, da Associação dos Exportadores de Hortigranjeiros (Hortinexa), calcula que o desperdício anual de frutas no País atinge dez milhões de toneladas. O total equivale ao que, juntos, conseguem produzir Chile, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru e Equador!
Não é raro, porém, que tenhamos “inconvenientes” que decorrem de super-safras. Conforme o presidente do Sindicato dos Permissionários em Centrais de Abastecimentos de São Paulo, Cláudio Ambrósio, tal se deu, por exemplo, no ano passado, com os produtores de Piedade, que lançaram fora grande parte da produção de cebola e batata, por ser excessiva...
Surpreende que, à vista desses dados, os esquerdistas ainda continuem a propalar que a estrutura agrária brasileira é injusta e geradora de miséria, e os legisladores queiram impingir ao Brasil uma Reforma Agrária.
Máscara mal afivelada
Em 1987, havia na extinta URSS quatro bancos, todos subordinados ao Banco Central. Hoje existem mais de dois mil! Indício veemente de que o comunismo lá cessou?
Convém não se apressar. São os antigos líderes comunistas –– hoje com novos rótulos –– que dirigem esses bancos...
O disfarce mais usual, nos países de além ex-Cortina de Ferro, é o controle das estatais, agora "privatizadas". Velhos burocratas comunistas adquirem o domínio de tais empresas mediante subornos; outros, valendo-se de suas relações e poder político, manipulam leilões ou fazem compras a preços vis.
Em alguns casos, a ex-"priviligentsia" –– constituída pela odiada “nomenklatura” –– opera de modo mais suave. Assim, certos serviços de informações utilizam suas antigas firmas de importação e exportação, com vistas a manter negócios excusos funcionando –– “lavagem” de dólares, ou comércio de armas.
Noutros países da região, membros do velho e desgastado PC são facilmente reconhecidos à testa de Exércitos, órgãos de segurança e outras funções afins.
A prosseguir isto –– acentua “The Economist” em edição dos últimos meses ––, dentro em pouco uma duvidosa nova classe de “capitalistas” estará no comando da economia e da administração em cada um daqueles países, podendo manipular os políticos com mais êxito do que antes!
Desconfia-se da mídia
Desvendar falsificações ou manipulações parece ser tema obrigatório da mídia em todo o mundo, nos últimos tempos.
Ao mesmo tempo, porém, ceticismo, suspeita e desconfiança crescem no público com relação aos meios de comunicação social.
Conforme "Le Monde Diplomatique", conceituado mensário francês, o fenômeno se generaliza.
Nos EUA, os jornais televisionados perdem audiência, sendo que os procedimentos que utilizam para reverter o quadro não fazem senão aumentar-lhes o descrédito. Na França, cerca de metade da população não crê que a televisão reproduza as coisas como se passaram realmente.
A desatenção, a negligência e a preguiça que se espalham nos meios jornalísticos e informativos in genere manifestam, assim, o grau de massificação e decadência cultural com que nos defrontamos.
Rainha e Padroeira, Virgem Mãe Aparecida, salvai o Brasil!
Gustavo Antonio Solimeo e Luiz Sérgio Solimeo