Articulação Brasil Revista Catolicismo e acervo
Visão da Edição Catolicismo nº 469 | página 26-27
| APELO DOS EXILADOS LITUANOS A JOÃO PAULO II |(continuação)

plenária do Comitê Central do PC, descarregou ameaças contra aqueles patriotas que legitimamente anelam a liberdade, a que têm direito as nações soberanas, chegando a insinuar - em gesto contrastante com seu estilo tão laboriosamente forjado - que os meios militares não estavam descartados para restabelecer a "pax soviética" (New York Times, 20/9/89). No que diz respeito às nações cativas, como a Lituânia, não seria a primeira vez, por certo, que aparentes períodos distensivos do Cremlin são afogados em sangue.

Pedem intercessão firme

Santo Padre, pensamos que, no plano temporal, o bom entendimento, a harmonia e a paz em uma Europa desejosa de unificação passa pelo restabelecimento da justiça: "Opus justitiae, pax", diz o Profeta Isaías (32, 17). E essa justiça implica em que todas e cada uma das nações do Velho Continente sejam livres de determinar seu destino, na fidelidade a suas tradições. Porque, na verdade, nós os lituanos não imaginamos como poderia dar-se a continuidade da civilização cristã com uma união espúria de nações, incluindo regimes comunistas, que representam uma civilização antitética, intrinsecamente perversa, e que cerceia as liberdades dos povos.

Temos a certeza de que Vós, Santo Padre, que haveis declarado que a metade de vosso coração pertence à Lituânia, sabereis acolher estas considerações e apreensões, fruto de nosso amor à Igreja e a nossa Pátria. Por isso, atrevemo-nos a pedir que intercedais com firmeza, durante a visita de Gorbachev, pela liberdade e independência da Lituânia. Seria difícil para o presidente soviético negar tão justo pedido, pois ficaria comprometida ante Vossa Santidade e os católicos do mundo inteiro a credibilidade de suas boas intenções. E poderiam ser-lhe aplicadas as palavras do Salmista, sobre os que praticam a iniquidade, "que falam de paz a seu próximo, enquanto o seu coração está cheio de maldade" (Ps. 27, 3).

Bênçãos para os que gemem

Além do que foi dito anteriormente, o presidente soviético, na hora de definir sua posição em relação à independência da Lituânia, saberá pesar na balança o fato de que, como o expressou publicamente nosso Cardeal Vincentas Sladkevicius, "uma visita do Papa seria muito proveitosa para a imagem da União Soviética no mundo" ("30 Giorni", n° 3, 1989).

Pedindo a Nossa Senhora da Porta da Aurora, Padroeira da Lituânia, a necessária assistência para a Sé de Pedro, imploramos para nós, nossas famílias, para os lituanos espalhados pelo mundo livre, nossos irmãos na Lituânia - em particular, os religiosos e leigos que gemem atualmente nas masmorras comunistas - e para os milhares e milhares de compatriotas que ainda hoje se encontram esparsos pela Sibéria, Vossa Benção Apostólica.

Filialmente vossos,

Um grupo de profissionais no exílio

(Seguem 64 assinaturas)


| TFP's EM AÇÃO |

125 mil assinaturas contra queima da bandeira

O Senador Robert Dole, líder da minoria no Senado norte-americano (com a mão sobre a pilha de folhas contendo as assinaturas), recebe o abaixo-assinado, entregue por representantes da TFP daquele país. Ao lado, aspecto da campanha em Nova York.

NOVA YORK - Uma comissão de diretores da Sociedade Americana de Defesa da Tradição, Família e Propriedade, tendo à frente o Sr. Raymond Drake, fez entrega no Senado norte-americano do monumental abaixo-assinado em que a entidade propugna por uma emenda constitucional que qualifique como crime a queima da bandeira nacional. A Suprema Corte havia anteriormente considerado legítima essa queima, como decorrente da liberdade assegurada pela Constituição. Assim sendo, uma emenda constitucional, segundo a petição, constitui o único recurso para defender a honra da bandeira.

As folhas contendo as 125 mil assinaturas, formando um volume de um metro de altura, foram entregues em Washington aos senadores republicanos Robert Dole e Robert H. Mitchel.

Para esses parlamentares, que vêm atuando no mesmo sentido da campanha, tais assinaturas, procedentes dos mais diversos pontos do país, constituem uma clara confirmação do que deseja ponderável parcela do público norte-americano. Também ao Presidente Bush a TFP fez chegar cópia desse abaixo-assinado, a qual foi entregue na Casa Branca ao secretário John H. Sonunu, em outubro último.

Para a coleta das assinaturas, duas caravanas da entidade percorreram mais de 30 cidades, entre as quais Boston, Washington, Miami, Memphis, St. Louis, San Antonio, Santa Fe, Salt Lake City, Los Angeles e San Francisco. As campanhas foram realizadas nas vias públicas, com o hasteamento da bandeira nacional e dos estandartes da TFP, proclamação de slogans, apresentação de fanfarra, bem como utilização de faixas com apelos e afirmações categóricas.

Ao fazer o balanço dessa campanha, a TFP norte-americana ressaltou a valiosa colaboração de seus correspondentes e simpatizantes, os quais, dedicando seu tempo livre, participaram ativamente da coleta de assinaturas. Salientou também a simpática acolhida por parte de numerosos eclesiásticos e autoridades municipais.

Entre essas manifestações de simpatia cabe assinalar a que foi dispensada pela colônia de refugiados cubanos. Muito sintomático foi o gesto do prefeito de West Miami, o qual não apenas assinou a petição, como também coletou assinaturas na rua.


Alerta sobre Gorbachev em Brasília e Nova York

A substanciosa análise do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, intitulada "Morto o comunismo? E o anticomunismo também?", estampada inicialmente em "Catolicismo" (edição de outubro último) foi transcrita, em seção livre, pelo "Correio Braziliense", do Distrito Federal, e pelo "Wall Street Journal", de Nova York, em sua edição nacional.

Neste último, um breve resumo biográfico do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira mencionava sua anterior denúncia, feita em escala mundial, do socialismo autogestionário do PS francês, verdadeira cabeça-de-ponte para o comunismo internacional.


Chile: consagração ao Coração de Jesus

SANTIAGO - Em mensagem enviada ao Almirante José Merino Castro, Comandante em Chefe da Marinha, a TFP chilena apresentou-lhe calorosas congratulações por sua iniciativa de consagrar aquela força militar ao Sagrado Coração de Jesus.

Na igreja naval de Nossa Senhora do Carmo, em Villa del Mar, durante a Missa celebrada pelo Bispo castrense, D. José Joaquim Matte Varas, o Almirante Merino Castro recitou a consagração, a qual, a certa altura, afirmava: "Como comandante em Chefe da Armada, vô-la consagramos para prosseguir trabalhando, orgulhosos de nossa vocação profissional e de nossa fé cristã, sob Vossa proteção divina. Sagrado Coração de Jesus, em Vós confiamos, e não seremos jamais confundidos. Amém".


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