Recebemos nossa isenção de impostos em 1972.
`Através dos anos temos prestado serviço pastoral aos membros de nossa congregação, até a membros que se encontravam presos. (Muitas autoridades carcerárias) têm permitido a realização de cultos de nossa igreja dentro das penitenciárias":
Algum cético poderá sorrir, tomando o episódio como mero folclore. Não foi essa a opinião do Congresso norte-americano, que dedicou várias sessões ao debate do problema. E aí está o aspecto mais grave do fato: não é a existência de bruxos, tão antiga quanto a do demônio, mas sim o fato de que agora eles proliferam e já ombreiam, em igualdade de situação jurídica, com a Igreja de Deus.
Escolas inglesas ensinam magia negra às crianças
Enquanto nos Estados Unidos o Legislativo concede isenção de impostos a organizações de bruxos, vejamos o que vem ocorrendo em aulas para crianças na Inglaterra.
Poucos meses atrás, um inusitado discurso reboou pelas tradicionais abóbadas da Câmara dos Lordes, no belo edifício do Parlamento britânico. A baronesa Caroline Cox tomou a palavra para denunciar que em algumas escolas londrinas se ensina às crianças magia negra, bruxaria e ciências ocultas em geral. Prevendo que mais de uma aristocrática sobrancelha se franziria entre interrogante e cética, a baronesa apresentou como prova uma longa carta escrita por inspetores da própria Inner London Education Authority (ILEA), que é a Secretaria da Educação de Londres, da qual dependem as escolas públicas da zona.
Num dos trechos da carta, enviada a todos os colégios sob a jurisdição da ILEA, os inspetores afirmam:
"Estamos preocupados com a instilação do sentimento de medo nas crianças estamos cientes de que as crianças estão sendo aterrorizadas por historias e outras atividades [relativas a bruxaria e ciências ocultas], a ponto de causar-lhes sérios transtornos de comportamento
Muitas pessoas de convicções religiosas (...) estão preocupadas com o que elas qualificam de apoio e encorajamento de práticas ocultistas (nas escolas)":
Os inspetores da ILEA declararam que muitos pais e mães de família têm manifestado preocupação acerca de "programas de leitura que incluem histórias de fantasmas, aulas sobre bruxaria, jogos de computador que contêm um forte elemento de medo, celebração de Halloween (o dia das bruxas) e aulas nas quais se ensina abertamente ciências ocultas".
Em especial tem causado muita apreensão um livro texto de religião muito usado nas escolas públicas: "Beginning Religion" (Começando a Religião). Nele as religiões inimistas primitivas são estudadas extensamente enquanto as referências ao Cristianismo são mínimas. O Padre Nosso é mencionado unicamente para introduzir uma oração ao "Grande Poder do Sol". Vários capítulos tratam sobre o curandeirismo dos bruxos africanos, e as crianças são induzidas a imitar os rituais descritos.
Citemos como exemplo as seguintes frases extraídas desse livro:
"Os espíritos dos ancestrais ficam perto de seus parentes ainda vivos para poderem entrar em contato com eles. .... Estes parentes ainda vivos podem entrar em contato com seus ancestrais através de um medium! .... Muitas pessoas hoje em dia procuram a mediuns para tomar contato com algum parente morto. Os mediuns realizam o que chamamos sessões.
"Você sabe o que acontece numa sessão? Ténte descobrir por si só... Invente algum sortilégio que um feiticeiro usaria para sarar outrem. Se você puder conseguir um gravador, grave seus feitiços com voz cavernosa".
O livro não pretende ensinar o Cristianismo. A própria introdução da obra, que é destinada a crianças de 10 a 12 anos, reconhece que a finalidade da publicação é "mostrar as crenças do homem no mundo dos espíritos e deuses; e mostrar como através destas crenças o homem tenta desvendar os mistérios universais vara conseguir entender os problemas fundamentais da vida".
Segundo um psiquiatra citado pela baronesa Cox, a farta ilustração do livro, contendo feiticeiros, bruxos fazendo sacrifícios de sangue e outras imagens do gênero, "é de molde a causar nas crianças medo, numa idade em que elas precisam de toda a estabilidade que possam ter. Isso pode levar a crises nervosas".
* * *
Eis aí leitor a que extremos a impiedade chegou em nossos dias!
As aulas de educação sexual — disseminadas praticamente em todos os países do mundo — já se encarregam de extirpar a inocência das crianças, na mais tenra idade. A mesma impiedade, em seu requinte, atenta agora de modo brutal, na Inglaterra, contra a retidão do sentimento religioso que desabrocha nas almas infantis. Odiando a realidade tão bem formulada na célebre frase de Tertuliano — "Anima humana naturaliter christiana" (A alma humana é naturalmente cristã) — , esses propagadores da magia e do ocultismo desejariam alterar a natureza e proclamar: "Anima humana ab initio satanica"! (A alma humana é desde o início satânica).
TFP pulveriza calúnias da "mafia"
UMA ESPÉCIE de "mafia" comuno-progressista não cessa de denegrir a TFP. Ora pelos canais de TV, ora pelas páginas de jornais, ora ainda, através de cochichos de boca a ouvido, sua atividade visa sempre o mesmo objetivo: espalhar inverdades e até calúnias contra a entidade com o Intuito claro de prejudicar a luta ordeira, pacifica e patriótica que esta vem movendo contra a tríplice reforma: agrária, urbana e empresarial.
Os leitores de "Catolicismo" têm acompanhado através desta coluna os desmentidos categóricos que a TFP tem oposto aos ataques dessa "média". Terão eles notado que o sistema é sempre o mesmo. Esta última se manifesta; nossa entidade responde; faz-se momentaneamente o silêncio para mais adiante voltar aquela com a repetição das mesmas detrações.
Veja-se, por exemplo, mais dois episódios desta luta.
Ao "Jornal de Brasília" (edição de 26-11.86) a TFP teve que mostrar que a notícia por ele publicada em 28-10-86 — "Povo põe militante da TFP para correr" - era inverídica. Do comunicado da entidade estampado nesse quotidiano, destacamos os seguintes tópico.
"Se os membros da TFP se defendessem vitoriosamente pela força as agressões de magotes da extrema esquerda, sua atitude seria noticiada como a de agitadores, agressores etc. Se, pelo contrário, se dispersassem, a versão pró comunista apresentaria a TFP como inócua e ridícula organização de moloides.
"Por isso os membros da TFP adotaram a tática de se dissolverem, logo que começasse a agitação, e se reconstituírem nos locais por onde os agitadores já tivessem passado. Tática hábil que deu os resultados esperados".
No "Diário do Grande ABC" (edição de 23-11-86), também teve a TFP que desmentir outra noticia "maflosa":
"Não é exato — diz a nata da entidade — que seus propagandistas começaram a desfilar pelas ruas de Goiânia gritando slogans contra a Reforma Agrária e o governo federal.
"Com seus slogans os propagandistas não fizeram uma só alusão ao governo federai...
" A nota da entidade esclarece ainda que os cânticos da TFP não eram medievais como pretendeu a notícia estampada no referido jornal em 9-11-86. E acrescenta que "os sócios e cooperadores da TFP apenas entoavam o conhecido hino católico "Queremos Deus": Suas roupas também nada tinham de medievais, mas eram trajes comuns de jovens da atualidade".
E o comunicado da entidade ainda ressalta a boa acolhida do público ã campanha promovida pela TFP: "A notícia afirmava ainda que os propagandistas da TFP não conseguiram nenhum sucesso com os pedestres, o que é infundado, pois a venda de livros, nos dois dias de atuação da entidade na capital goiana foi bastante significativa".
Abadias cistercienses comemoram fundação centenária na Alemanha
Beno Hofschulte
FRANKFURT — Nos últimos anos, várias abadias cistercienses da Alemanha comemoraram 850 anos de existência. Infelizmente, muitas delas subsistem apenas como monumentos históricos e museus. Algumas estão reduzidas a ruínas. A última abadia a comemorar seus oito séculos e meio de existência foi a de Eberbach no Rheingau, às margens do Reno.
Em 1135, doze monges da abadia de Claraval, na França, foram enviados por São Bernardo à Alemanha para fundar um mosteiro. Segundo a lenda, estando os monges à procura de um local para erigir o convento, um javali apareceu diante deles, saído da floresta, e marcou com suas presas um grande círculo irregular no solo à beira de um riacho. Percebendo na atitude do animal um sinal da Providência, os religiosos começaram a erigir os muros externos do mosteiro acima do círculo cavado pelo javali, e sobre o riacho construíram a igreja. Esta foi concluída e consagrada 50 anos mais tarde. O nome do lugar, Eberbach, lembra até hoje o singular milagre: significa "riacho do javali".
Eberbach foi o primeiro convento subsidiário de Claraval em terras germânicas. Um segundo foi instituído no ano de 1138, em Himmerod, na região de Eifel, no qual ainda hoje vivem monges cistercienses. Todas as outras fundações cistercienses na Alemanha provêm do convento de Morimond que, como Claraval, foi fundado em 1115.
Durante a vida de São Bernardo — ele faleceu em 1153 — saíram de Claraval 68 fundações espalhadas por toda a Europa, desde a Sicília até o norte da Suécia, e desde Portugal à Grã-Bretanha e Irlanda.
Sabe-se que São Bernardo fundou pessoalmente a maioria das abadias de seu tempo, embora, não poucas vezes, ele tenha enviado até 100 jovens monges de Claraval para se estabelecerem nos novos conventos, pois em vista da grande fama de sua santidade o afluxo àquele mosteiro era enorme. Em 1153, 700 monges choraram a morte de seu pai espiritual em Claraval.
Além de sua principal missão de apostolado e cristianização, os cistercienses alcançaram grande mérito em todos os setores do trabalho agrícola, reflorestamento, cultura do vinho, criação de peixes e abelhas, como também na mineração. Estudos recentes revelaram que em Claranal, no século XIII, se produzia anualmente mil toneladas de ferro fundido. As grandes abadias inglesas de Fountains e Rievaux/Yorkshire criavam até três mil ovelhas, constituindo elas os maiores fornecedores de lá do mercado inglês. A abadia de Heilsbronn, em Ansbach, na Baviera, cuja igreja bacial é o maior jazigo dos príncipes de Hohenzollern, no sul da Alemanha, produziu, no século XIV, 12 toneladas de mel por ano para a fabricação de delicioso pão de mel, especialidade que se mantém até hoje na região.
A abadia de Eberbach -- a cuja fundação centenária nos reportamos — foi grande cultivadora de uva e fabricante de vinho. Seu "império comercial" compunha-se de mais de 200 propriedades rurais e centros de produção urbanos. Desapropriada na época da "secularização", no século passado, até hoje se conserva em mãos do Estado. Restam-lhe hoje seis domínios, num total de 190 hectares, cuja produção reverte em benefício da manutenção do antigo convento, como monumento cultural. Uma de suas especialidades é de ter dado origem ao vinho tipo "Cabinet ", guardado pelos antigos monges em recintos especiais para a maturação. São de grande renome os leilões de preciosíssimos vinhos pertencentes à "câmara de tesouros" da abadia.
Os cistercienses gozavam também de especial favor da parte dos imperadores e príncipes temporais: Frederico Barbaroxa foi admitido como membro vitalício da comunidade de orantes da Ordem e duas vezes pelo menos visitou a abadia de Cister. Seu neto, Frederico II, pediu, no leito de morte, para ser enterrado com o hábito cisterciense. Inúmeros reis e príncipes em Portugal, Espanha, França e Alemanha escolheram abadias cirtercienses para nelas serem enterrados.
Ao todo, foram fundados 700 conventos cistercienses masculinos e 700 femininos, em toda a Europa. Só na Alemanha e regiões hoje pertencentes ao mundo comunista no leste europeu, foram erigidos por volta de 100 mosteiros.
A regra dos cistercienses exerceu grande influência sobre outras ordens monásticas e inspirou inúmeras ordens de cavalaria.
Corredor do claustro da abadia cisterciense de Eberbach, as margens do Reno