Nova edição de "Revolução e Contra-Revolução"
Lançada inicialmente em 1959, essa obra do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira alcançaria. uma repercussão e desempenharia um papel insuspeitados. naquela árvore.
"Revolução e Contra-Revolução" foi escrita um ano antes da fundação da TFP brasileira. Os ideais da entidade estão consubstanciados nesse litro providencial. A força de sua doutrina e sua ortodoxia — alicerçadas nos princípios católicos tradicionais e perenes — expostas com lógica férrea, mas apresentadas, ao mesmo tempo, de modo atraente e psicológico, galvanizou os espíritos não somente dos brasileiros que formaram o primeiro núcleo da TFP pátria. Gerações sucessivas de nossos compatriotas que foram se juntando ao grupo inicial, seja como sócios seja como cooperadores da associação, sentiram-se atraídos pelo referido ensaio, de importância capital para se compreender com profundidade a crise contemporânea.
Posteriormente, jovens de vários outros países americanos e europeus, inspirados nos princípios de "Revolução e Contra-Revolução", foram erigindo sociedades autônomas, coirmãs ou afins à TFP brasileira. Hoje essa grande família de almas, que constitui o conjunto de tais entidades, estende-se por treze nações. Já existem escritórios de representação das TFPs e entidades afins em Roma, Washington e Johannesburg (África do Sul). Atualmente estão em fase de instalação em Lima (Peru), Londres (Inglaterra) e Sidnei (Austrália).
Na página 3, reproduzimos o perfil biográfico do insigne autor, que figura nessa nova edição do livro de cabeceira dos sócios e cooperadores das TFPs, o qual é focalizado de modo sintético e bastante feliz.
Escudo heráldico da TFP bordado sobre o estandarte que se encontra na Sede do Conselho Nacional da entidade, em São Paulo.
Solidão contemporânea e gregarismo tribal
Interessante artigo publicado pelo "The New York Times Magazine" analisa a solidão do homem contemporâneo, especialmente nos Estados Unidos. Nosso colaborador Julio de Albuquerque comenta a matéria na página 2.
O mito do "self-made man", arraigado na mentalidade do norte-americano de nossos dias, gerou um tipo de pessoa incapaz de se vincular seriamente a qualquer outra. Esse gênero de "desvinculados" não se liberta porém da problemática do isolamento, mesmo tratando-se de pessoas que poderiam ser consideradas como bem sucedidas profissionalmente.
Na década atual, entretanto, já se está observando uma nova tendência para o relacionamento com outros seres humanos. Mas se tal retorno não se realizar concomitante com a volta aos princípios da moral católica, não será restaurada a vida familiar autêntica, mas se consolidará um gregarismo neopagão, que pode ser constatado atualmente em grupos comunitários de tipo "hippie" ou tribal.
A foto abaixo ilustra bem o estado de solidão dos habitantes de uma megalópole norte-americana.
Empalidece a estrela de Mitterrand
Na França, o Partido Socialista - tendo subido ao poder há apenas dezoito meses — encontra-se em acentuada decadência nas pesquisas de opinião pública. A nova fórmula que François Mitterrand (foto ao lado) teria encontrado como modelo para o mundo em crise, a rosa autogestionária, parece murchar-lhe na mão...
Que fatores teriam contribuído para toldar o céu sem nuvens que pairava sobre o Chefe do Executivo francês e seus ministros?
Na página 4, nosso colaborador Péricles Capanema faz uma análise da situação em que se encontra o PSF e observa que um dos méritos da Mensagem das 13 TFPs, "O socialismo autogestiondrio, em vista do comunismo: barreira ou cabeça-de-ponte?", escrita pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, foi o de trazer ao conhecimento do grande público as metas e os métodos do Partido Socialista; conhecidos apenas por intelectuais e militantes "arditi" da organização.
O empobrecimento gradual, decorrente da aplicação de medidas inspiradas na utopia igualitária socialista, está levando o público francês a rever o papel "messiânico" e as qualidades administrativas de seu presidente.
Após a euforia da vitória de 10 de maio de 1981 alguns meses de regime socialista, Mitterrand e seus colaboradores já manifestam preocupação com o desprestígio do governo francês.