Ocupações, usucapião, Reforma Agrária
Em artigos redigidos para a imprensa diária, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira vem apontando a grande ameaça que paira sobre o instituto da propriedade privada no Brasil.
Um deles — "Ocupações: o caos" — mostra como as invasões de imóveis rurais e urbanos, que se vão generalizando pelo País afora, constituem uma afronta à Lei de Deus ("Não roubarás"; "Não cobiçarás as coisas alheias") e à dos homens, pois a propriedade particular fundamenta-se no direito natural.
O Presidente do Conselho Nacional da TFP adverte que, a admitir-se como norma que qualquer pessoa pode ser juiz em causa própria, proclamar-se carente e ocupar o que é alheio, também a joia da senhora, o automóvel do chefe de família, a mercadoria da loja, a carteira de qualquer um podem ser "ocupados" por quem se julgar "carente".
Em favor dos verdadeiros carentes, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira pleiteia medidas efetivas, que, se fossem tomadas pelo Poder Público, resolveriam a situação deles.
E aponta a grande culpada pelas invasões de propriedades: a esquerda dita católica.
No artigo "A guerra do hissope", o ilustre pensador católico deixa claro o papel do clero progressista na agitação que sacode o Brasil. E como os expoentes dessa ala vão sendo guindados a postos elevados da Hierarquia eclesiástica, apesar das denúncias de que vêm sendo objeto desde 1943, quando o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira escreveu "Em defesa da Ação Católica".
Na página 3 desta edição, apresentamos outra colaboração do autor, que se relaciona com o tema: "Reforma Agrária e guerra psicológica", onde é comentado o papel do projeto de lei sobre o usucapião há pouco aprovado, na atual investida agro-reformista. Na foto, cena da ocupação da fazenda Itupu, no município de São Paulo.
Nicarágua marxista quer ajuda do Brasil
Em sua recente visita a Brasília, onde foi recebido pelo chanceler Saraiva Guerreiro, e pelo Vice-Presidente Aureliano Chaves, então exercendo as funções de Presidente da República, o ministro das Relações Exteriores da Nicarágua, Pe. Miguel d'Escoto, declarou que veio buscar "maior compreensão, entendimento e solidariedade" para o regime sandinista.
Referindo-se à obtenção de créditos brasileiros, o Pe. d'Escoto assinalou: "Nós temos uma ajuda econômica do Brasil indispensável, principalmente no que nos é oferecido sob a forma de importação de veículos fabricados aqui, e assistência técnica. Isto é algo que agradecemos muito, mas não é tudo nas relações entre os dois países. Nesta visita, queremos aprofundar mais o contato fraternal, de grande interesse político para as duas partes".
O ministro nicaraguense ressaltou ainda que o governo sandinista vê com satisfação a maneira como a política externa do Brasil vem sendo conduzida.
No Itamaraty, onde duas horas antes havia estado o embaixador norte-americano, Pe. d'Escoto atacou violentamente os Estados Unidos.
Embora tenha assegurado que seu país "não precisou recorrer ao supermercado mundial das ideologias, pois já possuía uma, nacional, o sandinismo", o padre-ministro evitou de tratar das contundentes afirmações de outro membro do governo da Nicarágua, o ministro da Defesa e chefe das milícias populares, Humberto Ortega, proferidas alguns meses atrás. Este declarara categoricamente: "Nossa força moral é o sandinismo, e nossa doutrina é o marxismo-leninismo".
Na página 6, publicamos os principais trechos do discurso do ministro da Defesa aos militares nicaraguenses, o qual constitui irretorquível confirmação dos rumos da Nicarágua, denunciados por "Catolicismo" em sua edição especial sobre a "Noite Sandinista" (n.°s 355-356, julho-agosto de 1980).
Na foto, o Pe. d'Escoto (à esquerda) sendo recebido no Itamaraty pelo chanceler brasileiro.
A verdadeira face de Santa Teresinha
Não é raro observar-se a deturpação da fisionomia dos santos, através de certa iconografia. Com a tendência protestantizante de se eliminarem as imagens dos santos, tal deformação não deixou de existir, mas agravou-se, pois o progressismo em geral procura "reinterpretar" a própria vida dos bem-aventurados. Com relação a Santa Teresinha do Menino Jesus, contudo, uma esplêndida coleção de fotografias documenta sua verdadeira fisionomia, como o leitor pode comprovar nas páginas 4 e 5. Torna-se acessível, em consequência, fazer sentir o contraste protuberante entre o genuíno perfil da carmelita de Lisieux e a imagem adocicada e sentimental, como é ela apresentada com frequência ainda hoje em dia.