Poetas e escritores como Góngora, Quevedo e Lope de Vega, entre outros, compunham poesias, villancicos e incontáveis versos em honra do humilde nascimento do Messias, cujo presépio reinava nos lares.
O rei Carlos III teria introduzido na Espanha o presépio de São Francisco de Assis, chamado de “Belén”. Em séculos anteriores, montavam-se altarcicos de Pascuas na cidade e na Corte. Os mais monumentais triunfavam em igrejas, mosteiros, conventos e palácios, como também no âmbito doméstico, onde recebiam visitas multitudinárias.
Uma afetuosa chuva de cartas cheias de congratulações e de cestas repletas de alimentos ajudavam “a tirar la casa por la ventana”. Quevedo escrevera: “No Natal, entre torrones e presentes, ia-se todo o dinheiro”.
NATAL DERRETIA A ARIDEZ ANGLICANA
A princesinha Alexandrina Victoria, futura rainha Vitória, herdeira do império britânico, passou a sua juventude no Palácio de Kensington imersa na grande tristeza e