Articulação Brasil Revista Catolicismo e acervo
Visão da Edição Catolicismo nº 900 | página 20
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Mãe de Deus — tratam a Mãe do Senhor e Salvador nosso, alegra-se e consola-se grandemente o Santo Sínodo.

Por isso, é manifesto que se atribui injusta e falsamente à Igreja católica o culto à Mãe de Deus, como se daí se subtraísse algo da adoração devida somente a Deus e a Jesus Cristo.

6. Maria Santíssima, protetora da unidade cristã

Maria, Mãe e Virgem Santíssima que no Calvário teve confiada ao seu coração materno toda a humanidade, deseja ardentemente que não só aqueles que receberam um só batismo e são conduzidos por um só Espírito, mas também os que ainda ignoram ter sido redimidos por Cristo Jesus, estejam unidos, tanto com o divino Salvador quanto entre si, pela mesma fé e caridade.

Por isso, o Santo Sínodo confia e espera firmemente que esta Mãe de Deus e dos homens — que intercedeu (cf. Jo 2,3) para que o Verbo encarnado realizasse em Caná da Galileia o seu primeiro sinal, pelo qual seus discípulos creram nele (cf. Jo 2,11), e que esteve presente ao lado da Igreja nascente — obtenha de Deus, com seu patrocínio, que finalmente todos se reúnam num só rebanho sob um só Pastor (cf. Jo 10,16).

Exorta, pois, a todos os fiéis de Cristo que dirijam insistentes preces e súplicas a esta Protetora da unidade e Auxiliadora dos cristãos, para que, por sua intercessão, seu divino Filho reúna todas as famílias das nações — e especialmente aqueles que se gloriam do nome cristão — num só povo de Deus, que reconheça com amor, como comum Pastor, o Vigário de Cristo na terra, Sucessor do bem-aventurado Pedro, aquele que, no Concílio de Éfeso — onde foi solenemente definido o dogma da maternidade divina —, os Padres, com aplauso unânime, justamente saudaram como “Guarda da fé”.

As Bodas de Caná – Gerard David (1460-1523). Museu do Louvre, Paris.