RAINHA ISABEL DE PORTUGAL Uma santa católica ou uma progressista?
Plinio Corrêa de Oliveira
Em oposição a essas virtudes, os progressistas (“católicos” com mentalidade marxista) diriam que ela teve um santo zelo pelos direitos dos pobres, que a levou a colaborar com algo do gênero de um Partido Socialista ou Comunista, para impor as reformas de base necessárias.
O tempo todo, o paralelo que os progressistas fazem é nesse sentido, contraditando as autênticas virtudes.
Os bons hagiógrafos escreveram sobre as admiráveis austeridades da Rainha Santa. Mas os progressistas diriam que ela fazia os serviços de todos os meios de satisfação humanos para atrair os outros pela alegria, pois “austeridade” parece horrível para eles, que não gostam dessa virtude católica. Eles diriam de Santa Isabel que ela, firmemente impregnada dos ideais da República Universal, serviu à missão de paz, no sentido da ONU, com toda a dedicação que lhe foi possível.
Os hagiógrafos falam que, ao ficar viúva, ela desejou deixar o mundo para só pensar em Deus e, revestida do hábito franciscano, se consagrou a obras de piedade.
Os progressistas gostariam de falar que ela, ficando viúva, conseguiu rapidamente um novo
marido, tais eram os seus atrativos, e que ela fez um curso de enfermagem e entrou para a “Ação Católica”, onde pugnou pela eliminação do hábito das freiras.
Esse é o paralelo entre a verdade histórica e o que os progressistas gostariam que fosse verdade, ou seja, uma “santa” progressista empregada no serviço social.
Os hagiógrafos descrevem o “milagre das rosas”, quando Santa Isabel, levando num avental moedas para distribuir aos pobres, foi indagada pelo rei sobre o que levava. Como o rei não desejava a distribuição das moedas generosamente, como a rainha fazia, ela lhe respondeu que levava rosas. E a Divina Providência opera um milagre: as moedas se transformam em rosas... E o rei só pode sorrir.
Entretanto, os progressistas gostariam de imaginar um “milagre” em sentido contrário: ela levando rosas e estas se transformando em moedas... Porque para eles é a maior frustração a transformação em flor naquela coisa mais querida pelos materialistas que é o dinheiro.
Rezemos à Rainha Santa Isabel para nos conceder a detestação à concepção materialista, pois, perante Deus, mais valem aqueles que admiram as rosas do que aqueles que admiram o dinheiro.