Articulação Brasil Revista Catolicismo e acervo
Visão da Edição Catolicismo nº 883 | página 34-35
| VIDAS DE SANTOS |

Há mil anos falecia Santo Henrique II, imperador do Sacro Império

No dia 13 de julho de 1024, entregava sua alma a Deus no castelo de Grona, perto de Göttingen, Santo Henrique II, Rei da Germânia e Imperador do Sacro Império Romano Alemão. Renato William Murta de Vasconcelos

Baluarte da Igreja contra os ataques dos bizantinos e dos muçulmanos, defensor dos direitos e prerrogativas do Papado, propugnador da reforma moral do clero e do celibato eclesiástico, incansável apóstolo dos eslavos, Santo Henrique foi educado por São Wolfgang, Bispo de Regensburg, e se tornou o único Imperador do Sacro Império a receber a honra dos altares. Casado com Santa Cunegundes de Luxemburgo, era cunhado de Santo Estevão, primeiro Rei evangelizador da Hungria.

Glorioso jubileu de uma personalidade ímpar na História da Igreja e da Cristandade que não pode cair no olvido.

Ressurgimento do Sacro Império Romano

O fiel ou o peregrino — hoje seria mais bem um turista — que adentra a Catedral de Bamberg, bela e pequena cidade situada ao norte da Baviera, encontra logo na entrada, em meio às penumbras que envolvem a parte posterior do recinto sagrado, um imponente mausoléu,1 imenso escrínio de mármore negro com os restos mortais do Imperador Henrique II e de sua santa esposa Cunegundes.2

Em cima da tumba, dois gizantes com a imagem do casal imperial, ambos coroados, tendo a seus pés dois leões, a simbolizar a crença na ressurreição dos mortos. O da esquerda ostenta o brasão da Casa da Baviera e o da direita o brasão da Casa de Luxemburgo, casas principescas das quais descendia o casal imperial. Nas laterais do túmulo, quadros retratam episódios da vida de Santo Henrique e de sua consorte.

Personalidade ímpar, sem sombra de dúvida, a de Santo Henrique. A época em que viveu — entre o fim do século X e início do XI — , caracterizada por Leão XIII como a era histórica em que “o

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