a reabertura das escolas católicas e em cujas escolas públicas os símbolos católicos são proibidos — os alunos não podem sequer ostentar uma cruz, uma medalha de Nossa Senhora ou um santinho.
Naquele mesmo ano do desconcertante encontro do Papa Francisco com Fidel Castro, o petista e líder do MST (Movimento dos Sem-Terra), João Pedro Stédile, confessou: “Chávez morreu, Fidel está doente. O Francisco tem assumido esse papel de liderança, graças a Deus. Ele tem acertado todas”.17 De fato, “tem assumido esse papel de liderança” [da esquerda] e “acertado todas” as coisas que favorecem os movimentos de extrema-esquerda. O elogio de um agitador comunista ao Papa dispensa comentários...
Acordo secreto entre o Vaticano e a China comunista
Ainda mais grave do que a citada declaração de Mons. Casaroli, que ocasionou a publicação do Manifesto de Resistência, foi o “acordo” — de setembro de 2018, assinado secretamente entre o Vaticano e a ditadura comunista da China — , o qual passou aos chineses, de modo oficial, o poder de controlar a Igreja Católica em todo aquele imenso território, por exemplo, nos casos de nomeações de bispos.
Inclusive o Vaticano pedia aos bispos católicos (chamados da “Igreja clandestina” ou “Igreja subterrânea”, pois perseguidos por sua fidelidade à Santa Sé) que entregassem suas dioceses aos bispos ilegítimos (chamados da “Igreja Patriótica”, pois submissos ao Partido Comunista Chinês e por este nomeados, portanto, ilegitimamente).
Em face dessa Ostpolitik vaticana de aproximação com os comunistas de Pequim — assim como com os de Havana — , é lícito aos católicos se manterem “em estado de resistência”. Isto porque em questões de relações diplomáticas e políticas os Romanos Pontífices — repetimos — não são assistidos pelo carisma da infalibilidade. Os católicos podem e devem resistir, uma vez que não podem pactuar com o regime comunista, materialista e ateu, que persegue cruelmente os católicos e reprime a Santa Igreja.
Comentando sobre esse vergonhoso acordo, o Emmo. Cardeal Joseph Zen, arcebispo-emérito de Hong Kong, declarou que a Santa Sé estava vendendo os católicos chineses ao comunismo.
Longe de amainar, as perseguições contra os católicos “clandestinos” e os clérigos atrás da “cortina de bambu” não fizeram senão recrudescer: prisões, torturas e, por vezes, até assassinados, além de verem suas igrejas incendiadas pelos comunistas.
“Levantar a bandeira branca” seria “escolher a vergonha”
Outra questão que não poderia deixar de ser mencionada foi a recente proposta do Papa Francisco à Ucrânia de se render à Rússia de Putin. Ele sugeriu aos ucranianos de “levantar a bandeira branca”. Em vez de os incitar a resistir e lutar para vencer, lhes sugeriu “ceder para não perder”. Graças a Deus, a resposta foi firme e imediata: o governo ucraniano chamou seu embaixador junto ao Vaticano e respondeu por meio da declaração do chanceler Dmytro Kuleba:
“Nossa bandeira é azul e amarela. Não levantaremos outra”. Ou seja, não se renderão, e heroicamente continuarão a resistir ao déspota invasor. Ele declarou também: “O chefe da Santa Sé deveria ter enviado sinais à comunidade internacional sobre a necessidade de unir forças imediatamente para garantir a vitória do bem sobre o mal, e apelar ao agressor, não à vítima”.
Por sua vez, o presidente Zelensky declarou que “os assassinos e torturadores russos não estão avançando mais ainda na Europa só porque estão sendo contidos por ucranianos com armas nas mãos e sob a bandeira azul e amarela”...
Os ucranianos não entregarão sua independência e soberania territorial a um regime tirânico chefiado por um ex-agente da KGB aliado da China comunista. A não reagirem assim, poder-se-lhes-ia aplicar a censura proferida por Churchill aos primeiros-ministros inglês e francês, os entreguistas Neville Chamberlain e Édouard Daladier, quando celebraram o Acordo de Munique (1938): “Tínheis a escolher entre a vergonha e a guerra. Escolhestes a vergonha, agora tereis a guerra”.
Chamberlain, após um encontro com Hitler às vésperas da Segunda Guerra Mundial, na vã tentativa de apaziguar a agressividade nazista, imaginou que não haveria mais guerra se submetessem às exigências de Hitler. Tal submissão apenas obteve um efeito: encher ainda mais de arrogâncias o líder nazista e fazê-lo lançar a hecatombe mundial...
Os ucranianos não escolheram a vergonha levantando a “bandeira branca”. Se isso acontecesse, as tropas russas do déspota Putin — recém reeleito ilegal e fraudulentamente para um quinto mandato consecutivo, depois de mandar executar os possíveis candidatos oponentes — , após terem subjugado a Ucrânia, marchariam para a Europa.
Graças a Deus, os ucranianos resistiram à sugestão de um Pastor que em vez de proteger suas ovelhas as entregava ao lobo comunista do Kremlin.
Sobre a mentalidade entreguista, convém recordar o que Plinio Corrêa de Oliveira escreveu num artigo para a “Folha de S. Paulo” em 31-1-71: “Munique não foi apenas um grande episódio da História deste século. É um acontecimento-símbolo na História de todos os tempos. Sempre que haja, em qualquer tempo e em qualquer lugar, um confronto diplomático entre belicistas delirantes e pacifistas delirantes, a vantagem ficará com os primeiros e a frustração com os segundo”.
(Ver quadro logo abaixo)
Admiração, enlevo e entusiasmo pelo Papado
Em numerosas ocasiões, Plinio Corrêa de Oliveira manifestou publicamente sua profunda veneração ao Papado. Seguem excertos de uma delas, publicada em artigo para a “Folha de S. Paulo” em 12-7-1970.
“Não é com meu entusiasmo dos tempos de jovem, que eu me coloco hoje ante a Santa Sé. É com um entusiasmo ainda maior, e muito maior. Pois à medida que vou vivendo, pensando e ganhando experiência, vou compreendendo e amando mais o Papa e o Papado [...].
Lembro-me ainda das aulas de catecismo em que me explicaram o Papado, sua instituição divina, seus poderes, sua missão. Meu coração de menino (eu tinha então 9 anos) se encheu de admiração, de enlevo, de entusiasmo: eu encontrara o ideal a que me dedicaria por toda a vida. De lá para cá, o amor a esse ideal não tem senão crescido.
E peço aqui a Nossa Senhora que o faça crescer mais e mais em mim, até o meu último alento. Quero que o derradeiro ato de meu intelecto seja um ato de Fé no Papado. Que meu último ato de amor seja um ato de amor ao Papado. Pois assim morrerei na paz dos eleitos, bem unido a Maria minha Mãe, e por Ela a Jesus, meu Deus, meu Rei e meu Redentor boníssimo [...].
Quero dar a cada ensinamento deste Papa, como de seus antecessores e sucessores, toda aquela medida de adesão que a doutrina da Igreja me prescreve, tendo por infalível o que Ela manda ter por infalível, e por falível o que ela ensina que é falível. Quero obedecer às ordens deste ou de qualquer outro Papa em toda a medida em que a Igreja manda que sejam obedecidos.
Isto é, não lhes sobrepondo jamais a minha vontade pessoal, nem a força de qualquer poder terreno, e só, absolutamente só recusando obediência à ordem do Papa que importasse eventualmente em pecado. Pois neste caso extremo, como ensinam — repetindo o Apóstolo São Paulo — todos os moralistas católicos, é preciso colocar acima de tudo a vontade de Deus.
Foi o que me ensinaram nas aulas de catecismo. Foi o que li nos tratados que estudei. Assim penso, assim sinto, assim sou. E de coração inteiro”.
Deus não abençoa o pecado, mas o abomina e castiga
Nesta matéria sobre a “resistência católica”, não poderia passar em branco, ainda que
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