que “há que se reprovar o costume surgido recentemente em diversos lugares, segundo o qual se pretende satisfazer o preceito de confessar sacramentalmente os pecados mortais para obter a absolvição mediante uma única confissão genérica, ou, como dizem, celebrada comunitária ou coletivamente”. Pois, diz, esse modo de confissão, além de desrespeitar o preceito divino, não favorece o maior bem das almas, que se consegue com a confissão individual.
Condições para validade da confissão coletiva
A obrigação dos sacerdotes de ouvir individualmente os penitentes em confissão é de tal maneira grave, que as Normas da Congregação da Doutrina da Fé dispõem que fica reservado ao Bispo diocesano decidir quando se pode dar a absolvição sacramental coletiva. Por exemplo, durante a epidemia de coronavírus, a Santa Sé decretou que os Bispos, tomando em consideração o nível de contágio, podiam autorizar a absolvição coletiva desde o hall de entrada, assim como o emprego de alto-falantes, nos hospitais onde havia pacientes em perigo de morte.
E o documento acrescenta: “Se se apresentar outra necessidade grave de dar a absolvição sacramental a muitos simultaneamente, o sacerdote está obrigado a recorrer previamente ao Ordinário do lugar, sempre que for possível, para poder dar licitamente a absolvição; em caso contrário, deverá informar ao mesmo Ordinário, o quanto antes, sobre tal necessidade e sobre a absolvição dada”.
Nessa eventualidade — diante de uma necessidade grave de ter que se proceder a uma confissão e absolvição coletiva — , o sacerdote deve, se as circunstâncias o permitirem, dar uma explicação aos fiéis e fazer uma breve exortação. Por sua vez, o penitente, que está impedido de fazer uma confissão individual, deve ter-se preparado examinando a sua consciência, arrependendo-se de seus pecados e fazendo o propósito de não voltar a cometê-los. Juntos, os penitentes podem rezar o Confiteor (“Confesso a Deus Todo-Poderoso”…) e depois receberem a absolvição.
Um detalhe importante, relembrado pelas Normas para que o sacramento seja válido: é preciso que cada um dos penitentes “se proponha a fazer, em seu devido tempo, a confissão de todos e de cada um dos pecados graves que no momento não pode confessar dessa maneira”. Também recordam que “fica proibido para eles evitarem intencionalmente ou por negligência o cumprimento da obrigação da confissão individual, esperando uma ocasião em que se dê a muitos a absolvição coletiva”, além de lembrar que esta última não satisfaz “o preceito pelo qual todo cristão está obrigado a confessar privadamente a um sacerdote, ao menos uma vez por ano, os próprios pecados”.
O documento, assinado pelo Cardeal Francisco Seper, então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, conclui com a seguinte advertência: “Deve-se considerar abusos graves as absolvições sacramentais dadas coletivamente sem observar as normas precedentes. Todos os pastores devem evitar cuidadosamente tais abusos, conscientes de sua própria responsabilidade diante do bem das almas e de velar pela dignidade do sacramento da penitência”.
Devemos rezar e fazer penitências pedindo a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora, que envie muitas vocações sacerdotais, sacerdotes muito ciosos no cumprimento de suas obrigações pastorais, para que não se produzam situações como a referida pelo nosso missivista, nem que seja dada uma solução abusiva a uma emergência.
No carnaval, honraram o Santíssimo com danças medievais
No último Tríduo de Carnaval, o grupo de crianças “Seises” (porque eram seis, hoje são dez), de Sevilha, fizeram a dança sagrada tradicional em honra do Santíssimo Sacramento na catedral desta bela cidade espanhola. O inocente e digníssimo bailado, realizado diante do arcebispo e de numeroso clero e público, foi acompanhado com cânticos eucarísticos e roupas do século XVI, remonta à reconquista da cidade invadida pelos muçulmanos. É imitada em outras catedrais da Espanha e da América Central. Tudo em oposição ao Carnaval, cada vez mais imoral, que atrai a cólera de Deus.
Alemanha fecha 131 igrejas em cinco anos
A igreja de São Bento, em Schäftlarn, Arquidiocese de Munique-Freising (foto), consagrada há 58 anos, será fechada. Seu caso não é único. Nos últimos cinco anos 131 igrejas católicas foram fechadas na Alemanha. As contribuições financeiras dos fiéis diminuem devido ao abandono da religião por um número cada vez maior deles: 1,3 milhões a menos em apenas cinco anos. Os fiéis se afastam desorientados e são levados pela correnteza da imoralidade, enquanto a polêmica “sinodalização” da Igreja é fonte de toda espécie de escândalos e deserções.
Líderes católicos ignoram o martírio de irmãos na Fé
O escritor árabe-muçulmano Bassam Tawil ficou pasmo pela apatia do mundo católico ante o ataque do grupo terrorista Hezbollah à igreja greco-católica de Santa Maria, em Iqrit (Israel) [foto]. Ao acusarem precipitadamente o lado não culpado, sem aguardar o resultado das apurações o Papa e o Patriarcado Latino de Jerusalém levantaram falso testemunho. “Onde estão o Papa e as organizações católicas quando seus irmãos na Fé são mortos pelo Islã?” — indagou Tawil. E prosseguiu, perplexo: “No Natal, os islamitas mataram 160 cristãos na Nigéria. Os líderes católicos se dizem preocupados com o bem-estar dos homens, mas abstraem de martírios como esses, causando enormes danos aos seus rebanhos”.
Cristo blasfemo em Sevilha na trilha da “sinodalidade”
O cartaz oficial da Semana Santa de Sevilha de 2024 representou uma gravíssima ofensa a Nosso Senhor ao apresentá-Lo como um Cristo “homossexual”. O governo socialista destratou os católicos que reagiram qualificando-os de “homofóbicos cheios de ódio”. As procissões de Semana Santa de Sevilha ocupam lugar privilegiado entre as vívidas tradições católicas da Espanha. Elas não seriam atacadas se não fosse o efeito anestesiante e cúmplice das mais altas autoridades temporais e religiosas. De fato, a imagem blasfema vai no rumo da “inclusão”, segundo o “Sínodo da sinodalidade” transcorrido no Vaticano.
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