Articulação Brasil Revista Catolicismo e acervo
Visão da Edição Catolicismo nº 862 | página 08-09
| HOMENAGEM | (continuação)

25 horas para conseguir dar seu último adeus à tão querida Rainha.

Repórteres aproveitaram esse momento para gravar depoimentos. Muitas pessoas, chorando a morte da Soberana, diziam coisas análogas: devido a sua avançada idade de 96 anos, esperavam a sua morte, mas esperavam também que tal dia nunca chegasse; outras diziam que ela representava o que ainda havia de maravilhoso no mundo; que era uma rainha legendária; que era graciosa como num conto de fadas; que conseguiu manter a legenda da monarquia; nunca se viu, em nenhuma parte do mundo, tanta gente junta e emocionada para homenagear alguém; vai ser difícil e vai demorar muito tempo para nos acostumarmos com a sua ausência. A Rainha morreu, mas ela não morrerá nunca em nossa lembrança...

Isso que é popularidade!

Com o falecimento da Rainha, a demanda por bandeiras britânicas aumentou exponencialmente. Mais de 500 mil foram confeccionadas em poucos dias. Aproximadamente um milhão de pessoas se postou ao longo do percurso feito no traslado do féretro real. Muitos, para conseguir uma boa visão do último cortejo público, acamparam por alguns dias no local.

Estima-se que mais de quatro bilhões de pessoas nos cinco continentes assistiram pelas TVs ao majestoso funeral. Foi a maior transmissão televisiva já alcançada em toda a história da Grã-Bretanha. A segunda maior foi por ocasião das fantásticas cerimônias do casamento do Príncipe Charles com a Princesa Diana, que contou com mais ou menos dois bilhões e meio de telespectadores.

Pode haver prestígio maior? Que presidente de República alcançaria tal popularidade? Imagine se um deles pudesse ficar 70 anos no poder e terminasse seu mandato com quase 90% de popularidade...

Extremamente popular e admirada, a Rainha foi um monumento de simpatia, de dignidade, de realeza, de esplendor; solene e pontual como o Big-Ben, foi a mulher mais célebre de nosso século. Uma razão a mais para que os movimentos feministas a venerassem, e não, pelo contrário, a odiassem — justamente devido à Revolução igualitária acima mencionada.

Em fevereiro último, a Monarca comemorou seu jubileu de platina — 70 anos de reinado — , tornando-se a única Soberana a atingir esse feito histórico na Grã-Bretanha; foi a segunda na história mundial, pois Luís XIV, o Rei Sol, reinou na França por 72 anos. Ao longo das sete décadas de reinado, ela viu passar sete papas, 16 primeiros-ministros britânicos, 14 presidentes americanos, 18 presidentes brasileiros...

Aliança de Deus com a Inglaterra?

Logo que veio a público a dolorosa notícia da morte da Rainha, muitas pessoas se aglomeraram nas proximidades do Palácio de Windsor, onde puderam contemplar um belíssimo arco-íris — símbolo da aliança de Deus com os homens. O mesmo ocorreu no Palácio de Buckingham, o qual foi “visitado” por um arco-íris duplo. Dir-se-ia que até a natureza quis dar assim seu adeus à Rainha...

Teria sido um sinal enviado por Deus significando sua aliança com a Inglaterra? Um sinal de que a nação britânica retornará à Igreja Católica?

Devido ao seu glorioso passado católico, a Inglaterra mereceu ser chamada de “Ilha dos Santos”, entre os quais podemos citar, a título de exemplo, aquele que ganhou o epíteto de “o mais inglês dos santos”, São Thomas Morus (1478–1535), Lord High Chancellor of England na época do desregrado rei Henrique VIII.

Supliquemos-lhe que, com todos os santos britânicos — através da mediação de Nossa Senhora Rainha do Universo — , obtenham de Deus a pronta vinda do radioso dia em que a Inglaterra voltará a ser inteiramente católica, apostólica, romana.

Deus Salve a Rainha!

LEGENDAS:

– Simbólico arco-íris duplo acima do Palácio de Buckingham.
– O féretro real na Abadia de Westminster.
– Os netos da Rainha fazem vigília diante do esquife.
– Início do cortejo levando o corpo da Rainha para o Palácio de Windsor onde foi sepultada.


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