| INTERNACIONAL | (continuação)
Porém culpamos o “sistema”, em vez de incriminarmos os pecados e ações de indivíduos que destroem a ordem. Enviando diariamente nossa polícia à batalha contra elementos criminosos, transformamos essas áreas em zonas de guerra.
Não um motim, mas uma revolução
Seria exagero afirmar que apenas comunidades desfeitas sofrem tal decadência. Situações análogas de ausência de senso moral estão por toda parte, mesmo em grupos de maior renda. Entre os manifestantes radicais podem ser encontrados todos os níveis de raça, profissão e renda. As reportagens mostram organizadores, advogados, professores e até clérigos, que assim se articulam para cumprir suas agendas revolucionárias.
Esses distúrbios nunca foram nem serão o resultado de forças espontâneas, o que une esses manifestantes radicais é a rejeição da lei moral. Eles odeiam ordem e restrição, e se aproveitam de outros que perderam o senso moral para participar do seu desejo de destruir os restos da civilização ocidental e o estado de direito.
Derrotar uma revolução
As crises morais preparam o caminho não apenas para motins, mas para revoluções. Na definição do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, revolução é a substituição de uma ordem legítima atual por um estado de coisas ilegítimo.
Devemos recusar a narrativa revolucionária ora proposta pela mídia. Devemos rejeitar a ideia de que os distúrbios são o produto de uma luta de classes que desencadearia e até justificaria a violência. Devemos enfrentar a dolorosa realidade de nossa crise moral e assumir a responsabilidade pessoal por nossas ações.
Acima de tudo, podemos derrotar uma proposta revolucionária com outra, contra-revolucionária, que é o rico legado da Igreja e do Cristianismo, ambos sustentáculos de uma lei moral que leva à ordem, à harmonia e à justiça. Se invocarmos a Deus com o coração contrito e humilhado retornaremos a Ele, o único capaz de refazer todas as coisas e devolver a ordem ao mundo.
Entre os manifestantes radicais podem ser encontrados todos os níveis de raça, profissão e renda, como podemos constatar nesta foto de um rapaz branco chutando o que resta de um carro de polícia.
P.18-19
| DISCERNINDO |
Contradições flagrantes
Paulo Henrique Américo de Araújo
De todos os sublimes episódios da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, um em especial me veio à mente ao observar os absurdos e incongruências em que vai afundando este nosso século.
A cena ocorre durante a Paixão, quando o Redentor se encontrava diante do Sinédrio. Imputando-Lhe os juízes os crimes de sedição e revolta, tentam forçá-Lo a uma confissão. Jesus responde que havia ensinado publicamente, bastando inquirir quem O ouvira pregar no Templo e na sinagoga. Nesse momento, um dos assistentes do conselho dá-Lhe uma bofetada, dizendo: “Assim respondes ao Pontífice?”. E teve de ouvir contrafeito a resposta magnífica, irretorquível: “Se falei mal, diga em quê. Se falei bem, por que me bates?”. Este simples argumento deixou evidenciada a flagrante contradição e injustiça do agressor. Uma denúncia direta, cortante, invencível.
Em alguns acontecimentos recentes registrados pelo noticiário, sigamos o exemplo do Divino Mestre apontando neles a contradição. Mas ressaltemos desde já que a posição contraditória, nesses eventos, não é de uma pessoa em particular, mas sim a do mundo moderno neopaganizado, cujos fundamentos e instituições