Colômbia: protestos contra o governo por favorecer terroristas das FARC
Oscar Vidal
Assim como no Brasil e em outras nações vizinhas, o povo colombiano também está acordando. Em toda a América Latina crescem as reações à medida que os descalabros produzidos por governos esquerdistas vão ficando patentes.
No dia 2 de abril passado, apesar do mau tempo em algumas regiões, os colombianos saíram às ruas de 31 cidades para protestar contra o governo do Presidente Juan Manuel Santos. Sobretudo contra a funesta negociação, promovida por ele em Cuba, a fim de estabelecer um “acordo de paz” com as FARC (Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia), movimento narcoterrorista que há seis décadas dilacera o país vizinho na tentativa de tomar o poder e implantar um regime marxista.
Se o pseudo-acordo de paz com as FARC for aprovado nos termos em que está sendo negociado, os terroristas entrarão na política com foro privilegiado e, uma vez empoleirados no governo, não desejarão mais largá-lo, nem serão mais processados pelos numerosos crimes que cometeram — assassinatos, sequestros, tráfico de drogas, graves violações dos direitos humanos etc. — e sequer serão obrigados a reparar as vítimas...
Os colombianos desejam obviamente a paz, mas sabem que para isso é necessário que os terroristas respondam por seus crimes, entreguem as armas e sejam encarcerados.
Os colombianos também sabem que os guerrilheiros comunistas das FARC, não conseguindo tomar o Poder por meio das armas, planejam adotar o método que obteve êxito em algumas nações: conquistá-lo através da política. Inclusive esperam contar para isso com o apoio do Papa Francisco, a quem enviaram uma mensagem, já que as contribuições do atual presidente da Colômbia, embora muito efetivas, têm sido insuficientes para convencer os colombianos.
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Nas imagens que ilustram este artigo, vemos multidões que saíram às ruas no dia 2 de abril para protestar contra o governo e o “acordo de paz” favorecedor das FARC. A Sociedad Colombiana Tradición y Acción e o Centro Cultural Cruzada, ambas entidades autônomas e coirmãs do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, participaram dos protestos em Bogotá e Medellín, respectivamente.
Por ocasião das manifestações, jovens voluntários de ambas entidades colombianas distribuíram um comunicado intitulado “COLÔMBIA — Sob os auspícios do governo em sua convergência com as FARC. O terrorismo se transforma: do fundo das selvas ao coração do Poder”.
A respeito do pseudo acordo de paz com a narcoguerrilha, esse oportuno documento afirma: “A paz verdadeira, a paz autêntica, a paz que todos os colombianos anelamos, não é fruto de uma composição, mas a Paz de Cristo no Reino de Cristo. Ela é — como ensinam a Lei de Deus e a Lei Natural — a tranquilidade na ordem. Jamais haverá verdadeira paz se aqueles que cometeram tantos crimes se apresentam agora como paladinos de uma falsa paz, que impõem com a ajuda de autoridades complacentes, negando e desdenhando o valor da Constituição e das leis. O país seria lançado assim no que se poderia chamar a “paz marxista”, cópia da que foi durante mais de 70 anos a pax soviética, na qual se negaram e eliminaram, em nome da justiça, da liberdade e da paz mal entendidas, todos os direitos da sociedade e das pessoas, para concentrá-los ilegitimamente nas mãos da tirania vermelha.”