ROMA
Monumental manifestação no “Dia da Família” reuniu 2 milhões de participantes
A respeito dessa mobilização, um analista político observou acertadamente que as famílias compareceram sozinhas, como ovelhas desacompanhadas de seus pastores
O número de manifestantes superou todas as expectativas, apesar de o Vaticano não ter apoiado oficialmente, nem sequer recomendado aos bispos para mobilizar seus diocesanos, incentivando-os a afluir ao “Family Day”. Tal omissão da Hierarquia católica deixou perplexos numerosos fiéis, mas alguns prelados, isoladamente, apoiaram a manifestação.
No dia 30 de janeiro, o gigantesco evento se realizou bem no coração da Cidade Eterna, no Circo Máximo, local em que muitos cristãos foram martirizados no período do Império Romano pagão e onde se conservam diversas ruínas da Roma Antiga.
Tão imenso é esse parque público, que especialistas garantiram ser praticamente impossível lotá-lo. Entretanto, a afluência foi maciça, com pessoas de todas as partes da Itália, além de delegações de outros países. Os mesmos especialistas afirmaram que nunca aquele lugar histórico esteve tão repleto. E o que mais os surpreendeu foi que a multidão compareceu por conta própria, sem a colaboração de partidos políticos nem o concurso da esfera eclesiástica. A respeito, um analista político observou acertadamente que as famílias compareceram sozinhas — as fieis ovelhas desacompanhadas de seus pastores...
Protesto contra fatores da desagregação da família
A gigantesca manifestação representou uma categórica recusa à denominada “lei Cirinnà” — um projeto de lei da senadora Monica Cirinnà visando estabelecer o “casamento” homossexual na Itália — e à avassaladora “onda” antifamília impelida por organismos da União Europeia, como a Corte Europeia de Direitos do Homem.
Representou também um enérgico protesto contra o plano do governo italiano de favorecer a adoção de crianças por parte de “duplas” do mesmo sexo, designada “stepchild adoption” (adoção de enteado, que incentivaria a inseminação artificial e a chamada “barriga de aluguel”), bem como a indignação das famílias pela implantação da Ideologia de Gênero nas escolas.
O Prof. Roberto de Mattei, da Universidade Europeia de Roma, definiu com exatidão o evento, ao escrever: “A Itália do Family Day é aquele conjunto de pessoas, mais amplo do que habitualmente se imagina, que permaneceu fiel (ou retornou nos últimos anos) àquilo que Bento XVI definiu como ‘valores não negociáveis’ — a vida, a família, a educação dos filhos — , na convicção de que somente sobre esses pilares é possível fundar uma sociedade bem ordenada.”
Forte rejeição a projetos contrários à Lei de Deus
Segundo os organizadores
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