2015
Conflitos generalizados no plano temporal e espiritual
Luis Dufaur
O Islã agressivo e invasor transpôs as fronteiras da Europa. O início de 2015 foi marcado pela chacina de 12 jornalistas e o ferimento de mais dez, todos eles diretores ou funcionários do pasquim parisiense, obsceno e anticatólico Charlie Hebdo, que havia publicado charges contrárias a Maomé. A França tomou conhecimento que abrigava 1.100 jihadistas (soldados da “guerra santa” islâmica), 380 dos quais combatendo na Síria e no Iraque1, e que uma galáxia terrorista agia entre os milhões de muçulmanos instalados no país.
O conjunto da Europa não estava em situação melhor: manifestações multitudinárias para revidar o terror acabaram chamando a atenção para a fraqueza de um mundo ocidental amolecido, laicista e despersonalizado. Face ao fanatismo do Islã, a Europa sem espírito de Cruzada reagiu sem a indispensável firmeza.
Desde então recrudesceram os atentados em território francês, que se manifestaram pelo esfaqueamento de militares, degola de empresário por funcionário maometano, tentativa de massacre de passageiros de um trem de alta velocidade (TGV) Amsterdã-Paris, frustrada pela corajosa intervenção de soldados norte-americanos em férias etc. E, em dezembro último, um casal filiado ao Estado Islâmico (EI) praticou em San Bernardino (Califórnia) a maior chacina coletiva nos EUA desde o atentado às Torres Gêmeas2.
O ano foi salpicado de modo macabro por crimes do EI no Oriente e na África. Massacres coletivos, degolações (praticadas até por crianças), crucifixões, afogamentos de prisioneiros em jaulas, lapidações, atentados suicidas — crimes cuja crueldade, sadismo, anticristianismo e barbárie levaram outrora Papas a convocar Cruzadas. Houve ainda a
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