VERBA TUA MANENT IN AETERNUM
A caridade para com os que erram não pode prejudicar a defesa da verdade
PIO XI: Esta caridade, inteligente e compassiva para com os que erram e mesmo para com os que vos ultrajam (aos Sacerdotes), não significa absolutamente e não pode de modo nenhum significar qualquer espécie de renúncia à proclamação, à reivindicação, à defesa corajosa da verdade e à sua livre aplicação à realidade que nos cerca. O primeiro dom de amor do Sacerdote ao seu meio, e que se impõe da maneira mais evidente, é o dom de servir à verdade, à verdade inteira, e desmascarar e refutar o erro sob qualquer forma, máscara ou disfarce com que se apresente. (Encíclica "Mit Brennender Sorge", de 14-III-1937).
Os males hodiernos se devem, na maior parte, a que não haja "quem reflita em seu coração"
PIO XI: Persuadido de que os males de nosso tempo devem, na maior parte, sua origem ao fato de que não há mais ninguém "que reflita em seu coração" (Jer. 12, 11); convencido de que os Exercícios Espirituais praticados segundo a disciplina de Santo Inácio valem muitíssimo para vencer as tremendas dificuldades em meio às quais se debate atualmente por toda a parte a sociedade humana; tendo verificado que hoje em dia como outrora a seara risonha das virtudes amadurece nos santos retiros, tanto entre as Famílias religiosas e os Sacerdotes seculares, quanto entre os leigos e, coisa particularmente digna de nota em nossa época, entre os próprios operários, — desejamos sumamente ver espalhar-se cada dia mais a prática desses Exercícios Espirituais, ver multiplicarem-se e prosperarem por toda a parte esses piedosos edifícios onde se faz retiro seja por um mês inteiro, seja por oito dias, ou mesmo por alguns dias somente se não se pode mais, para aí se aplicar a uma como que ginástica da vida cristã. — (Constituição Apostólica "Summorum Pontificum", de 25-VII-1922).
A falsa prudência aplana o caminho dos maus
LEÃO XIII: Há quem pense que não convém resistir de frente à iniqüidade quando poderosa e dominante, com medo, dizem, de que a oposição exaspera ainda mais os inimigos. Não se sabe se os homens que assim falam são a favor da Igreja ou contra Ela. De um lado afirmam que professam a doutrina católica, mas ao mesmo tempo quereriam que a Igreja deixasse livre curso a certas teorias que lhe são contrarias. Lamentam a perda da fé e a corrupção dos costumes, mas não tratam de aplicar-lhe remédio, se é que com sua excessiva indulgência ou perniciosa dissimulação não agravam muitas vezes o mal. Não consentem que se ponha em dúvida a sua devoção à Santa Sé, mas acham sempre o que censurar ao Vigário de Cristo. A prudência destes homens é precisamente da casta daquela que o Apóstolo São Paulo chama "prudência da carne e morte da alma: porque não é sujeita à lei de Deus, nem tampouco o pode ser" (Rom. 8, 6-7). Nada é menos próprio para diminuir os males do que semelhante prudência: visto que os inimigos estão apostados no irrevogável propósito, que bem alto apregoam e muitos tomam como ponto de honra, e que é o de exterminar, se tanto pudessem, a Religião Católica, que é a única verdadeira. Com semelhante desígnio a tudo se atrevem, pois sabem muito bem que, quanto mais amedrontarem os católicos, menos dificuldades terão em sua perversa empresa.
Por consequência, os que seguem a prudência da carne e fingem ignorar que todo cristão deve ser um bom soldado de Cristo, os que pretendem prêmios de vencedores com uma vida frouxa e sem combate, esses tais não só não atalham o passo aos maus, mas antes vão-lhes aplanando o caminho. — (Encíclica "Sapientiae Christianae", de 10-I-1890).
Uma aspiração modernista: curvar a autoridade da Igreja a formas democráticas
S. PIO X: Foi erro das eras passadas (afirmam os modernistas) pensar-se que a autoridade da Igreja emanou de um princípio estranho, isto é, imediatamente de Deus; e por isto, com razão era Ela considerada autocrática. Estas teorias, porém, já não são para os tempos que correm. Assim como a Igreja emanou da coletividade das consciências, a autoridade emana virtualmente da mesma Igreja. A autoridade, portanto, do mesmo modo que a Igreja, nasce da consciência religiosa, e por esta razão fica dependente desta última, e se faltar a essa dependência torna-se tirânica. Nos tempos que correm, o sentimento de liberdade atingiu o seu pleno desenvolvimento. No estado civil a consciência pública quis um regime popular. Mas a consciência do homem, assim como a vida, é uma só. Se, pois, a autoridade da Igreja não quer suscitar e manter uma guerra intestina nas consciências humanas, é mister que Se curve Ela também a formas democráticas, - tanto mais que, se não o quiser, a hecatombe se tornará iminente. Loucura seria, crer que o vivo sentimento de liberdade ora dominante sofra retrocesso. Reprimido e enclausurado com violência, transbordará mais impetuoso, destruindo juntamente a Religião e a Igreja. — São estes os raciocínios dos modernistas, que por isto estão todos empenhados em achar o modo de conciliar a autoridade da Igreja com a liberdade dos crentes. — (Encíclica "Pascendi", de 8-IX1907).
CORRESPONDÊNCIA
Recebemos de um leitor de S. Paulo (Est. S. Paulo), recorte da "Revista Oriente", editada em Madrid, ano V, n° 4, com a seguinte nota bibliográfica: "Antonio de Castro Mayer, Obispo de Campos (Brasil). — Carta pastoral sobre problemas del apostolado moderno, seguida de un Catecismo de verdades oportunas que se oponen a los errores contemporáneos. Coleccion "Fe íntegra", Madrid, mayo, 1955, 116 páginas. — Cada siglo ha tenido sus herejías, siendo en el nuestro, según el A., la más perniciosa, el modernismo práctico o fe superficial sin obras y lo que es peor, con mezcla de muchos errores ... ha compuesto el A. un pequeño catecismo donde pone en su verdadera luz e interpretación las verdades más amenazadas. Sigue en su desarrollo un sistema didáctico un poco "escolástico": Pone primero la proposición errónea y enfrente la verdadera, acompañada de un comentario más o menos extenso, según las exigencias, entresacado, casi siempre, de las más modernas encíclicas papales.
El A. toca casi todos los errores que versan sobre: liturgia, la estructura de la Iglesia, los métodos de apostolado, la vida espiritual, 1a moral nueva, el racionalismo, evolucionismo y laicismo, sobre las relaciones entre la Iglesia y el Estado, y finalmente sobre cuestiones políticas, económicas y sociales.
Los errores expuestos son los más modernos, los que oímos a diario, los que tal vez, nosotros mismos, sin darnos cuenta, hemos proferido más de una vez, por falta de una sólida formación religiosa. En cien páginas puede cualquier católico tener no sólo una idea clara sobre tantas cuestiones como hoy se discuten, sino también, una breve pero densa documentación pontificia sobre esas mismas cuestiones. A. O."
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Do Revmo. Pe. Guido Barra, S. D. B., Inspetor da Inspetoria Salesiana de Mato Grosso e Oeste de S. Paulo: "Envio com esta o cheque de 720 cruzeiros como importe das seguintes assinaturas renovadas para 1956: 1.° — Pe. Inspetor, Colégio D. Bosco, Campo Grande (aéreo); 2.° — Salesianos de Araçatuba; 3.° — Salesianos de Lins; 4.° — Salesianos de Tupã; 5.° — Salesianos de Lucelia; 6.° — Diretor do Colegio D. Bosco, Campo Grande; 7.° — Salesianos de S. José, Campo Grande; 8.° — Seminário de Campo Grande; 9.° — Seminário Salesiano de Campo Grande; 10.° — Salesianos de Cuiabá (aéreo); 11.° — Salesianos de Coxipó da Ponte (aéreo); 12.° — Salesianos de Corumbá. Das doze assinaturas, onze são renovadas, nova é só a de Coxipó da Ponte. Das mesmas, três são aéreas, as demais via comum.
Faço votos cordiais que o mensário se difunda sempre mais, para o bem das almas e de nossa santa Religião".
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De outra carta do Revmo. Pe. Guido Barra, S.D.B.: "CATOLICISMO chega agora a todas as casas desta Inspetoria; ficaram fora só as Missões, pela dificuldade das comunicações; mas agora que temos o avião semanal do Correio Aéreo Nacional que passa em todas, podemos estender também a elas este benefício. Pedirei que mandem oito exemplares para cá, e eu distribuirei pelo avião".
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Do Revmo. Pe. Michel, C. P. C. R., Les Mées (França): "J'ai eu la três agréable surprise il y a quelques jours de recevoir deux numéros de CATOLICISMO, celui de février et celui de mars,... J'ai lu ces numéros avec grand intérêt, et, je l'espêre, avec profit, car j'y apprends beaucoup de choses, même pour ce qui concerne la France, et surtout j'éprouve une joie intense à voir si bien exprime, avec une telle puissance, ce que me tient, comme à mes frères, si fortement à coeur. Je ne peux douter que vous ayez de nombreux lecteurs parmi l'élite, non seulement au Brésil mais encore dans tous les pays latins, et je souhaite que vous en ayez beaucoup partout. J'ai constate que le numéro de février porte un extrait d'une de mes lettres. Ce que. je peux vous dire n'a qu'une autorité bien minime, mais je suis heureux de vous faire savoir ce que je pense. Et si celui qui cherche à diffuser la vérité doit le faire dans la seule vue de la gloire de Dieu, il est quand même aidé et soutenu quand il sait que son. apostolat suscite des echos et porte des fruits. Que Dieu vous donne de continuer".
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Do Revmo. Pe. Valdir Ferreira de Almeida, Acesita (Est. Minas Gerais): “... quero apresentar a todos os administradores os meus mais efusivos cumprimentos unidos aos votos de maior difusão do jornal mais culturístico do Brasil: CATOLICISMO.
Sobretudo, saúdo S. Excia. D. Antonio de Castro Mayer, alma vibrante e privilegiada deste órgão invulnerável da imprensa católica".
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Do Revmo. Pe. Odilon Amador, Vigário Cooperador de Palmeira dos Índios (Est. Alagoas) : "Peço, encarecidamente, admitir-me como assinante deste grande mensário CATOLICISMO, enviando os números desde janeiro, se ainda os houver".
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Do Clgo. Francisco Valmir Rocha, Seminário Arquidiocesano, Fortaleza (Est. Ceará): ... tenho o prazer de dizer a V. S. que o seu jornal, CATOLICISMO, muito me agrada. Todas as vezes que eu o leio sinto o calor de minha Religião — este Catolicismo que abraça em seu seio o grande e o pequeno, a figura sublime de Eugenio Pacelli e o humilde cavoqueiro.
Tomo a iniciativa de dizer-lhe que a parte que mais me agrada é o setor de Arte Sacra que vem na última pagina. Acho muito oportuno este esclarecimento que CATOLICISMO vai dando aos leitores sobre os extravios e exageros da Arte Moderna".
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De uma carta do Snr. José Façanha Mamede, Fortaleza (Est. Ceará), ao Exmo. Revmo. Sr. Bispo Diocesano: "...quero doravante redobrar meus esforços na difusão, por todo o Brasil, do seu ingente trabalho apostólico que é o admirável mensário CATOLICISMO — biblioteca viva da Santa Igreja e mais forte baluarte na defesa da Doutrina Cristã.
Confio tanto no êxito que me aguarda quanto no valor das orações que V. Excia. Revma. elevará a Deus e já elevou, em favor dos batalhadores de sua excelsa causa".
AMBIENTES, COSTUMES, CIVILIZAÇÕES
Prezam a civilização cristã, e aplaudem expoentes do neopaganismo
Plinio Corrêa de Oliveira
Segundo a ordem natural das coisas, as elites de um povo, e de modo particular as que representam, perpetuam e atualizam a tradição, constituem como que a quintessência, a expressão mais alta e mais típica das qualidades nacionais. As elites verdadeiras não formam pois um corpo de gozadores egoístas que açambarcam em benefício próprio, todas as vantagens e todas as qualidades em detrimento da massa embrutecida e faminta. Elas fazem parte do povo - no sentido genial que Pio XII deu à palavra - vivem da mesma seiva, têm em grau eminente e para o bem de todos, as qualidades que exornam toda a nação, e estão para esta como a flor para a haste, ou a cabeça para o corpo.
Assim é que o Ocidente cristão entendeu o papel das elites. E é a compreensão deste papel, que dá à Inglaterra, a par de seu prestígio de grande nação hodierna, o encanto e a distinção que todos lhe reconhecem.
O desenvolvimento do sentido da personalidade humana se nota admiravelmente no mais modesto dos ingleses. E esta qualidade, difundida em todo o corpo da nação, se exprime magnificamente nos elementos exponenciais de suas múltiplas elites: mundo científico, administradores, estadistas, guerreiros, fidalgos.
Nosso clichê representa dois pajens do Duque de Norfolk - o líder católico inglês - em traje de gala para a coroação da Rainha. Por sua alta e tão natural distinção, são eles o fruto típico de uma escola de educação, e de uma tradição que visa levar ao auge o esplendor e a dignidade do homem, pelo domínio do espiritual sobre o físico, pelo controle do que o homem tem de baixo, e desenvolvimento do que ele tem de nobre.
A Inglaterra inteira - inclusive, insistimos, o mais modesto inglês - se reflete de algum modo neles.
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Jovens comunistas em marcha. É a massa sem elite, em que uma filosofia materialista desencadeou a animalidade humana. Os traços do rosto são diversos. Mas a expressão é a mesma: ferocidade, descontrole, vulgaridade. Tem-se a impressão de almas que vivem para o culto da matéria e as vibrações do ódio. E nada mais.
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Como pôde o governo inglês prestigiar, aproximando-os da Rainha, levando-os a Westminster, prestando-lhes todas as honras oficiais, esses sinistros representantes do materialismo, da brutalidade e da incultura, que são Kruchtchev e Bulganin? Isto depois de, há algum tempo atrás, Tito já ter maculado com sua presença os mesmos lugares!
Compreendemos a reação dos refugiados russos, poloneses e balcânicos. Compreendemos o desagrado dos católicos ingleses. Não somos contra tomadas de contacto diplomáticas, mas parece-nos que elas poderiam produzir igual resultado num ambiente discreto, sem as honrarias que foram para o comunismo um triunfo moral.
Não se tem o direito de cultivar de tal maneira os valores de que o comunismo é a mais atroz negação e ao mesmo tempo manifestar consideração e apreço aos expoentes mais qualificados do comunismo.