Articulação Brasil Revista Catolicismo e acervo
Visão da Edição Catolicismo nº 52 | página 06-07

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AS CONGREGAÇÕES MARIANAS TÊM DESEMPENHADO PAPEL PROVIDENCIAL

PIO XII: Assim, os fiéis que têm para com a Virgem Santíssima uma devoção especial querem amiúde pôr toda a sua vida a seu serviço e unir-se a outros para propagar seu culto. Na Igreja existem há séculos associações colocadas sob o patrocínio de Maria, que têm desempenhado na santificação pessoal de numerosos cristãos e no exercício do zelo apostólico um papel providencial repetidas vezes enaltecido por Nossos Predecessores e por Nós mesmo. Queremos falar, entre outras, dessas Congregações Marianas, a que denominamos Ação Católica no espírito da Santíssima Virgem, e cuja natureza e espírito foram definidos pela Constituição Apostólica "Bis saeculari" de 27 de setembro de 1948. Recebemos com alegria a notícia de que elas têm na Bretanha ardorosos promotores e desejamos que encontrem nesse país da Virgem um terreno fecundo de onde saiam legiões de almas fervorosas e apostólicas. O que realizam nas nações mais diversas e remotas da Cristandade, porque não haveriam de fazê-lo também nessa amada Bretanha, cuja fé ancestral conheceu épocas tão brilhantes e renovações tão fervorosas? — (Rádio-Mensagem aos fiéis da Bretanha, peregrinos ao Santuário de Sant'Ana de Auray, de 26-VII-1954).

A ESTANDARDIZAÇÃO É NOCIVA AO VALOR ESPIRITUAL DO TRABALHO

PIO XII: Desde o século passado a sociedade moderna vê aparecer uma verdadeira floração de novas profissões. As aplicações da mecânica e da eletricidade, cada vez mais surpreendentes e variadas, trouxeram consigo uma radical modificação nos antigos métodos de trabalho; transformaram e renovaram muitos setores da economia. Porém, esta evolução respeitou, em parte ao menos, um pequeno número de atividades, em particular as que atendem às necessidades mais fundamentais do homem, a alimentação e o vestuário. Vós vos achais entre estes privilegiados; pois merecem por muitos títulos o qualificativo de privilegiados aqueles cujo ofício se livra da servidão da produção em massa, da estandardização do trabalho, tão nociva a seu valor espiritual. — (Discurso aos Congressistas da Federação Internacional de Mestres Alfaiates, de 10-IX-1954).

A IDADE MÉDIA ERA SEDENTA DE VIDA SOBRENATURAL, QUE NOSSA ÉPOCA MENOSPREZA

S. PIO X: Igualmente o Pontífice Gregório proferia numerosas admoestações, e estas eram ouvidas por aqueles a quem visavam. Assim, prestando ouvido dócil tanto os príncipes como os povos, retomava o mundo a via da verdadeira salvação e se encaminhava para uma civilização tanto mais nobre e fecunda quanto mais firmemente apoiada como num fundamento sobre o reto uso da razão e disciplina dos costumes, haurindo toda a sua força da doutrina revelada por Deus e dos preceitos do Evangelho.

Mas, naqueles tempos, os povos, embora rudes, incultos e selvagens, eram sedentos de vida; e esta ninguém lhes podia dar a não ser Cristo, por sua Igreja: "Eu vim para que tenham a vida, e para que a tenham em abundância" (Joan. 10, 10). Tiveram em verdade vida e a tiveram em abundância. Pois, se bem que da Igreja não possa proceder senão a vida sobrenatural, contém esta em si e desenvolve as forças vitais também de ordem natural. "Se é santa a raiz, também os ramos o são — assim falava Paulo ao povo pagão — ... e tu, sendo oliveira silvestre, foste enxertado neles, e te tornaste participante da raiz e da seiva da oliveira" (Rom. 11, 16-17).

Nossa época, embora desfrute a tal ponto da luz da civilização cristã que de modo algum possa ser comparada com o tempo de Gregório, contudo parece menosprezar essa vida, fonte principal, e frequentemente única, dos bens não somente passados, mas também presentes. — (Encíclica "Jucunda Sane", de 12-111-1904).

PROGRAMA POLÍTICO DO COMUNISMO

PIO XI: Espoliação de direitos e escravização do homem; negação da primeira e sublime origem do Estado e do poder estatal; abuso horrível do poder público a serviço do terrorismo coletivista são, de fato, o contrário do que exigem a ética natural e a vontade do Criador. Quer o homem, quer a sociedade civil tem a sua origem no Criador, que os ordenou mutuamente um para o outro; portanto, nenhum dos dois pode isentar-se dos deveres que lhes são recíprocos, nem renegar ou menoscabar os próprios direitos. O Criador mesmo regulou essa mútua relação em seus traços fundamentais, e é injusta usurpação o que o comunismo se arroga, ao querer impor, em lugar da lei divina baseada nos princípios imutáveis da verdade e da caridade, um programa político de partido, que promana do arbítrio humano, e está repleto de ódio. — (Encíclica "Divini Redemptoris", de 19-111-1937).

PERVERSA SOCIEDADE QUE FAZ GUERRA A TUDO QUANTO É CATÓLICO

PIO IX: Não vos é segredo, Veneráveis Irmãos, que nestes nossos tempos calamitosos foi desencadeada uma guerra cruel e temível contra tudo quanto é católico, por homens que, unidos em perversa sociedade e imbuídos de doutrina malsã, fechando os ouvidos à verdade, têm propalado e disseminado por entre o povo doutrinas falsas de toda a espécie, provindas do erro e das trevas. Horroriza-se e se confrange de dor o Nosso coração ao considerar os erros monstruosos e os múltiplos artifícios inventados para causar dano; as insídias, as maquinações com que esses inimigos da luz e obreiros ardilosos do erro se esforçam por apagar toda piedade, toda justiça, toda honestidade; por depravar os costumes; por calcar aos pés os direitos divinos e humanos; por perturbar a Religião Católica e a sociedade civil e até mesmo destruí-las pela raiz, caso lhes fosse possível. Porque sabeis, Veneráveis Irmãos, que esses inimigos do nome cristão, arrebatados por ímpeto cego de desvairada impiedade, em sua temeridade chegam até, com audácia inaudita, "abrindo a boca e proferindo blasfêmias contra Deus" (Apoc. 13, 6), a ensinar pública e desavergonhadamente que os mistérios de nossa sacrossanta Religião são contos inventados pelos homens, que a doutrina da Igreja vai contra o bem-estar da sociedade humana, e até se atrevem a insultar o próprio Cristo Deus. — (Encíclica "Qui pluribus", de 9-XI-1846).

O SOCIALISMO IGNORA O FIM ÚLTIMO DOS INDIVIDUOS E DA SOCIEDADE

PIO XI: Com efeito, segundo a doutrina cristã o homem, sociável por natureza, é colocado nesta terra para que, vivendo em sociedade e sob a autoridade ordenada por Deus (Rom. 13, 1), cultive e desenvolva plenamente todas as suas faculdades para louvor e glória do Criador, e, pelo fiel cumprimento dos deveres da sua profissão ou vocação, qualquer que ela seja, alcance a felicidade temporal e eterna. Ora, o socialismo, ignorando por completo ou desprezando este fim sublime dos indivíduos e da sociedade, entende que o consórcio humano foi instituído só pela vantagem material que oferece. E, na verdade, do fato de o trabalho convenientemente organizado ser muito mais produtivo que os esforços isolados, os socialistas concluem que a atividade econômica deve necessariamente revestir uma forma social. Desta necessidade segue-se, segundo eles, que os homens, no que respeita à produção, são obrigados a entregar-se e sujeitar-se completamente à sociedade. Mas estimam tanto os bens materiais que servem à comodidade da vida, que afirmam dever-se postergar e mesmo sacrificar quaisquer outros bens superiores, e em particular a liberdade, às exigências de uma produção mais ativa. — (Encíclica "Quadragesimo Anno", de 15-V-1931).

NÃO CONFUNDIR VIDA NACIONAL COM POLÍTICA NACIONALISTA

PIO XII: A substância deste erro consiste em confundir a vida nacional em sentido próprio com a política nacionalista: a primeira, direito e honra de um povo, pode e deve ser promovida; a segunda, como germe de infinitos males, nunca será suficientemente repelida. A vida nacional é, por si, o complexo eficiente de todos aqueles valores de civilização que são próprios e característicos de determinado grupo, constituindo como que o vínculo da sua unidade espiritual. Ao mesmo tempo ela é um contributo próprio que enriquece a cultura de toda a humanidade. Na sua essência, por conseguinte, a vida nacional é alguma coisa de não-político; tanto assim que, segundo o provam a história e a prática, ela pode desenvolver-se juntamente com outras dentro do mesmo Estado, e também estender-se além das fronteiras políticas dele. A vida nacional só veio a tornar-se um princípio de dissolução da comunidade dos povos, quando começou a ser empregada como meio para fins políticos; isto é, quando o Estado dominador e centralizador fez da nacionalidade a base da sua força de expansão. Surgiu assim o Estado nacionalístico, germe de rivalidades e princípio de discórdias. — (Rádio-Mensagem do Natal de 1954).

A PENA VINDICATIVA CONTRIBUE PARA A SALVAÇÃO DEFINITIVA DO HOMEM

PIO XII: Até certo ponto, pode ser verdade que a pena do cárcere ou reclusão, devidamente aplicada, seja a mais apta para conseguir o regresso do culpado ao reto caminho e à vida da comunidade. Mas daí não se segue que seja a única boa e justa. Viria aqui a propósito quanto Nós mesmo dissemos no discurso sobre o direito penal internacional, a 3 de outubro de 1953, acerca da teoria da retribuição (cf. "Discorsi e Radiomessagi", vol. 15, pp. 351-353). É rejeitada por muitos, embora não por todos, a pena vindicativa, mesmo se não exclusiva mas acompanhada de penas medicinais. Afirmamos nessa altura que não seria justo rejeitar em princípio e totalmente a função da pena vindicativa. Também ela pode e deve servir para a salvação definitiva do homem, enquanto está na terra, desde que ele não ponha obstáculo por outro lado à eficácia salutar da pena vindicativa. Esta, como indicamos, desempenha a função de equilíbrio e reintegração da ordem perturbada, que é essencial à pena. — (Discurso ao Congresso dos Juristas Católicos, que o Santo Padre, impedido de pronunciar em virtude do seu estado de saúde, mandou distribuir aos Congressistas em 5-XII-1954).

A CAUSA PRINCIPAL DA GLÓRIA DA ANTIGA FRANÇA

S. PIO X: Trata-se, Veneráveis Irmãos, de separar violentamente o Estado da Igreja (na França). Essa lei, portanto, tal qual é, visa o desprezo de Deus eterno e altíssimo, posto que afirma não Lhe ser devido nenhum culto por parte do Estado. Ora, Deus é senhor e soberano não só dos homens considerados individualmente, mas também das nações e dos Estados; é necessário, portanto, que as nações e os governantes O reconheçam, respeitem e venerem publicamente.

Se o esquecimento desse dever e a separação são em qualquer lugar injuriosos à majestade divina, em França constituem uma ingratidão maior e um mal mais funesto.

Pois se, em toda a verdade, se considera a antiga glória da França, reconhecer-se-á que lhe advém na maior parte da Religião e da resultante união perene com a Santa Sé. — (Alocução "Gravissimum" ao Consistório de 21-11-1906).

NÃO VOS DEIXEIS ENGANAR PELOS NOVOS REFORMADORES

S. PIO X: Para fundamentar com razões vossa fé, estudai as obras desses homens eminentes que a Igreja sempre honrou, e honra atualmente, apologistas insignes da Religião, e não vos deixeis enganar por esses novos reformadores. O mundo, sim, pode chamá-los inteligências superiores, gênios potentes, consciências retas, espíritos brilhantes; mas Jesus os julgou inteiramente com esta sentença: "Qui a semetipso loquitur gloriam propriam quaerit; qui autem quaerit gloriam ejus qui misit eum hic verax est, et injustitia in illo non est: — Todo aquele que fala de seu próprio movimento, busca a própria glória; somente é verídico e digno de fé aquele que busca a glória de quem o enviou, e é incapaz de trair os seus ouvintes". (Alocução "Con vera soddisfazione", aos jovens estudantes do Congresso Universitário Católico de Roma, na audiência de 10-V-1909).


Correspondência

Do Revmo. Pe. Milton Valente, S. J., Paris (França): "Neste fim de ano venho dar a V. Revma. parabéns pelo êxito alcançado com o CATOLICISMO... Tenho recebido com regularidade o seu jornal".

Do Revmo. Frei Brás Brito Pessoa, O. Carm., Convento do Carmo, Itu (Est. São Paulo): "Acabamos de receber cinco magníficos exemplares do CATOLICISMO do mês de janeiro corrente. Fazemos votos por que este precioso órgão católico continue a aliar tão perfeita técnica à rigidez dos princípios por que se norteia".

Do Revmo. Pe. Afonso di Giorgio, Vigário da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, Belém (Est. Pará): "Não tenho palavras para elogiar a orientação e a competência intelectual do mensário. Sinceros parabéns".

Da Escola Apostólica da Companhia de Jesus em Baturité (Est. Ceará): "Envio a V.S. a importância correspondente a uma assinatura anual comum. Por mais que simpatizemos com a orientação de CATOLICISMO, as consequências de uma tremenda seca de quatro anos seguidos, para uma pobre casa que vive em grande parte de esmolas, não nos permitem enviar maior quantia. Mas pode contar com as nossas pobres orações".

Do Clérigo José Martins Dourado, Seminário Maior de Fortaleza (Est. Ceará): "Podemos dizer: CATOLICISMO se impõe pela seriedade dos assuntos, pela sinceridade, franqueza e segurança da exposição. Oxalá esse jornal se propague por todo o imenso Brasil".

De A. C. P., Brusque (Est. Santa Catarina): "Venho atestar minha sincera admiração, com calorosos aplausos, pelo jornal CATOLICISMO. Em nosso meio estudantil, ..., o jornal é esperado com impaciência e lido com verdadeira interesse e grande satisfação... Se inimigos tiver (e por certa os tem), CATOLICISMO poderá voltar-se para nós e encontrará decidido apoio, embora fraco e sem repercussão".

Do Sr. Miguel Moreno, Taubaté (Est. São Paulo): "Sou assíduo leitor da grande afirmação de ortodoxia que é CATOLICISMO".

Do Sr. Lauro Muller, Secretario da Prefeitura Municipal de Brusque (Est. Santa Catarina): "CATOLICISMO tem um grande defeito: sua leitura interessante tem prejudicado a sesta, e já se tornou responsável por diversas chegadas com atraso ao serviço".


AMBIENTES, COSTUMES, CIVILIZAÇÕES

Almas delicadas sem fraqueza,

e fortes sem brutalidade

Plinio Corrêa de Oliveira

Se na era do romantismo a opinião pública se inclinava para as almas delicadas, subtis, frágeis, exageradamente delicadas, exageradamente subtis, diríamos exageradamente frágeis se a fragilidade já não fosse em si mesma um defeito e um exagero, em nossos dias, quando a luta pela vida da alma e do corpo impõe um esforço incessante, a admiração se volta mais frequentemente para as almas poderosas, fortes, realizadoras, enérgicas. E, como tudo quanto é humano é sujeito a exagero, somos propensos não raras vezes a glorificar a força física dos boxeurs e atletas, ou a força quase hipnótica de certos ditadores, como valores absolutos e supremos.

Nisto, como em tudo, um sadio equilíbrio se impõe. E deste equilíbrio é mestra a Igreja Católica, fonte de toda virtude.

Entre a força e a delicadeza de alma não há incompatibilidade, desde que uma e outra sejam retamente entendidas. E uma alma pode ao mesmo tempo ser delicadíssima sem nenhuma fraqueza e fortíssima sem nenhuma brutalidade.

A bem dizer, não há no Brasil pessoa piedosa que não tenha lido "A alma de todo Apostolado", de D. Chautard, o famoso Abade trapista que viveu algum tempo em nosso país, onde tentou - em vão, infelizmente - fundar um Mosteiro de sua Ordem em Tremembé, Estado de São Paulo. É impossível ler as páginas admiráveis desse livro que tem uma unção que lembra por vezes a "Imitação de Cristo", sem sentir os tesouros de delicadeza que sua grande alma encerrava. D. Chautard foi entretanto, também, um grande lutador. Contemplativo por vocação, as circunstâncias permitidas pela Providência exigiram que entrasse em muitas lutas. Enfrentou com êxito Clemenceau, o célebre ministro anti-clerical da França que passou para a História com o cognome de "O Tigre", e que durante a primeira guerra mundial como que personificou toda a coragem e capacidade de resistência do povo francês. E de tal maneira sua grande alma se impôs a Clemenceau, que este votava a D. Chautard um respeito que conservou até seus últimos dias. A força do homem se vê bem em sua possante personalidade, impregnada de toda a calma de um contemplativo, de toda a decisão de uma vontade de ferro, e de toda a majestade de um espírito robusto, profundo, inteiramente penetrado das coisas de Deus. O olhar como que sintetiza todas estas qualidades. Olhar nobre e dominador, com que D. Chautard fazia proezas. Durante Uma viagem pelo Oriente, encontrou um leão enjaulado, fitou-o atentamente, e hipnotizou a fera...

Todos os que conviveram com o grande D. Frei Vital Maria Gonçalves de Oliveira celebraram a extraordinária doçura de seu trato, a grande delicadeza de sua alma. Ao longo de sua gloriosa luta com as autoridades maçonizadas, D. Vital revelou entretanto uma firmeza que dele fez um dos maiores Bispos que a Igreja tem tido. Larga fronte nobre e como que vivificada pelo sopro das grandes idéias, sobrancelhas vigorosas, de uma linha implacavelmente regular, olhos igualmente de uma impressionante regularidade de desenho e admirável nitidez, dos quais se desprende um olhar calmo, forte e profundo, que vê ao longe e está habituado a considerar as coisas por seus aspectos mais altos, mais transcendentes e portanto mais reais. Nariz que tem uma linha de indiscutível franqueza, barba espessa e varonil, porte ereto. Tudo em D. Vital indica o Pastor que ama ardentemente cada uma de suas ovelhas, e que por isto mesmo é capaz de lutar contra qualquer fera, para a expulsar do aprisco.

D. Chautard, Trapista emérito, modelo de vida contemplativa, D. Vital, Capuchinho exímio, modelo de vida ativa, um e outro obras primas de equilíbrio entre a força e a delicadeza da alma, bem mostram quanto a fé pode vivificar com energias invencíveis os homens, neste nosso século de lutas de todos os momentos e todos os aspectos.