Articulação Brasil Revista Catolicismo e acervo
Visão da Edição Catolicismo nº 502 | página 08-09
| RELIGIÃO | (continuação)

Essas graças e prodígios, entretanto, não cessaram com o correr do tempo. Maria Santíssima, de seu trono em Aparecida, continua ainda hoje a derramar sobre seus fiéis devotos chuvas de graças e bênçãos, e a operar verdadeiros milagres.

Reproduzimos aqui, por falta de espaço, apenas um caso, ocorrido há poucos anos:

Uma família humilde veio da cidade de Cuiabá, MT, para agradecer. Quem nos conta a graça alcançada é a mãe da criança, dona Edna Neri:

“Nosso filho pequeno estava brincando debaixo de um caminhão. Aconteceu que o motorista, sem perceber, pôs em movimento o caminhão. Foi tudo tão rápido que não pudemos impedir a saída do caminhão, mas gritamos por Nossa Senhora Aparecida.

“Assustado, o motorista freou o veículo, julgando que tivesse passado por cima da criança. O menino sofreu apenas alguns ferimentos leves e já está perfeitamente bom.

"Era o dia de sua festa, 12 de outubro de 1983. Naquele dia meu marido havia feito, logo cedo, uma prece diante de sua imagem agradecendo e pedindo proteção para toda a família. E naquele mesmo dia Nossa Senhora nos amparou, salvando nosso filho de ser esmagado pelas rodas do caminhão. Estamos aqui com toda a família para agradecer”2.

A sacrílega profanação

O Brasil se sentia tranqüilo sob a proteção maternal da Senhora Aparecida. Talvez tranqüilo demais, pois a decadência moral e religiosa dos últimos tempos –– que havia culminado com a introdução do divórcio em 1977 –– fazia temer que a Virgem Santíssima estivesse descontente com nosso País.

Foi então que se deu um dos fatos mais graves de nossa História: no dia 16 de maio de 1978, durante a Missa vespertina, na Basilica Velha, um protestante fanático arrebatou de seu nicho a milagrosa imagem, jogando-a ao chão. Ela se partiu em mais de cento e sessenta fragmentos.

A comoção em todo o Brasil foi enorme, e as pessoas piedosas procuraram oferecer atos de reparação por tamanha afronta à Padroeira, Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

Em desagravo à Virgem Aparecida, a TFP promoveu, no domingo seguinte à sacrílega profanação, 21 de maio, grande romaria a Aparecida. Uma coluna de mais de dois mil metros de extensão, formada por seus sócios e cooperadores, caminhou vários quilómetros pelo acostamento da via Dutra, conduzindo uma réplica da Imagem da Padoreira.

Na antiga Basilica, onde havia ocorrido o atentado, foi celebrada, por iniciativa de TFP, Missa reparadora, durante a qual comungaram todos os romeiros da entidade. Dirigindo-se depois à Basílica nova, ali rezaram e entoaram cânticos em louvor da Mãe de Deus.

A perfeita restauração da imagem foi mais um prodígio da Senhora Aparecida, desta vez pelas mãos de artistas e técnicos competentes!

Advertência materna

Maria Santíssima permitiu a quebra da milagrosa imagem da Aparecida para nos alertar, a fim de que abandonemos o estado de indiferentismo religioso em que se encontra imerso nosso povo; deixemos o uso das modas imorais, que tanto ofendem a Deus e contristam a Virgem toda pura; renunciemos à assistência de novelas e filmes imorais; combatamos os costumes que dissovem nossa sociedade; enfim, restauremos em toda a sua força a verdadeira família cristã.

Para tanto, impõe-se um reafervoramento confiante da terna e enlevada devoção Àquela que é a nossa Advogada clemente e cheia de doçura, a Senhora da Conceição Aparecida, Mãe de Deus e Mãe nossa!

Senhora Aparecida, salvai o Brasil!

Outra ameaça ronda, entretanto, nosso País: leis de Reforma Agrária e Reforma Urbana, contrárias ao direito de propriedade e altamente estatizantes, poderão precipitar o Brasil num regime praticamente comunista, transformando-o numa imensa Cuba.

Ergamos, então, nossa súplica à excelsa Padroeira: Senhora Aparecida, salvai o Brasil!

NOTAS: 1. Gustavo Antonio Solimeo e Luiz Sérgio Solimeo, Rainha do Brasil - A Maravilhosa História e os Milagres de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Diário das Leis, São Paulo, 1992. 2. Pe.Julio Brustoloni,A Senhora da Conceição Aparecida, Ed. Santuário, Aparecida, 1984, p. 280.
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