Moralidade
Miracema repudia gays
Pe. Olavo: "Torpezas tão graves e hediondas, a justiça divina não espera a eternidade para lhes dar o castigo".
Os católicos da cidade de Miracema, no Norte Fluminense, tendo à frente o Revmo. Pe. Olavo Pires Trindade, obtiveram brilhante vitória contra a imoralidade ao impedir, mediante diligente atuação junto às autoridades locais, a realização de um torpe evento denominado "Noite Gay", na qual se elegeria a miss gay da região.
Longe de restringir-se a um simples fato local, o repúdio da população de Miracema aos degenerados – em sua maioria vindos de outras cidades maiores, sob a liderança de um elemento que chegou do exterior — representou o tiro certeiro num balão que determinados meios de comunicação social gostariam de inflar e fazer circular por todo o Brasil.
Ação eficaz
Na segunda metade de maio, vários fiéis procuraram o Pe. Olavo Pires Trindade informando ter ouvido, em programa da Rádio Princesinha, convite a toda a população para o concurso "miss gay da região". Comentava-se que algumas pessoas influentes da cidade também estariam dando seu apoio à "Noite Gay".
Sob orientação do sacerdote, um grupo de católicos começou a agir, a fim de evitar tal infâmia. Pe. Olavo organizou logo uma vigília de orações com a reza do Rosário diante do Santíssimo Sacramento, em sentido reparador e propiciatório.
E fez distribuir à população um pronunciamento seu, no qual, entre outras reflexões, assinala tratar-se "de torpezas tão graves e hediondas, que a justiça divina não espera a eternidade para lhes dar o castigo. .... São os pecados que 'clamam ao céu pedindo vingança', como diz a Sagrada Escritura.
"Mas, mais grave do que cometer o pecado, é assumi-lo, é ostentá-lo, é glorificá-lo, é se apresentar festivamente nesta condição, como pretendem com este aviltante concurso".
O repúdio geral
Em face da atuação do exemplar sacerdote e de seus colaboradores, a reação do povo e das autoridades locais não se fez esperar:
- A Câmara Municipal discutiu o assunto e aprovou, no dia 20 de maio, uma vigorosa Moção de Repúdio, na qual se lê, entre outros considerandos: "A repercussão deste lamentável evento no Estado e possivelmente no Brasil não dignificará nem honrará nossa cidade, mas, ao contrário, a colocará como vanguardeira de aberrações degradantes: ainda mais que, a verdadeira segurança contra o contágio da AIDS .... é a moralidade e a prática da virtude". E conclui aduzindo a mais alta razão: "Não poderíamos deixar de repudiar essa promoção tão contrária à Lei de Deus e aos bons costumes".
- O Prefeito Municipal, Sr. Jairo Barroso Tostes, apressou-se em escrever ao Pe. Olavo, negando "qualquer intenção de ceder um próprio municipal para a realização do evento".
O clima de repúdio manifestado pelos setores sadios da população privou assim os promotores da festa "gay" dos proveitos publicitários que certamente pretendiam auferir. O máximo que conseguiram foi reunir alguns poucos num salão de baile mal afamado, que já foi palco de crimes. E ainda assim, a portas fechadas.
Enquanto isso, os bons católicos de Miracema continuavam sua vigília de orações, agradecendo a vitória obtida, depois de ter encerrado o Mês de Maria com uma linda procissão levando a imagem de Nossa Senhora de Fátima pelas ruas da cidade, em destemida proclamação pública de sua filial devoção à Virgem Mãe de Deus.
Extinção dos manicômios: um "trailer"
Do noticiário de julho:
O aposentado José Figueira de Araújo Primo, 58 anos, morreu ontem, depois de ter sido baleado várias vezes durante um tiroteio com a Polícia Militar de São Paulo. Ele chegou a acertar um tiro na cabeça do soldado Walter Araújo Couto, que foi internado em estado grave no Hospital Militar de Santana, onde foi submetido a uma cirurgia.
Segundo sua mulher, Arlinda Maria de Souza, Araújo era psicótico e nos períodos de crise, em que demonstrava verdadeiro pavor da polícia, costumava manter a família trancada dentro de casa.... Ontem sua mulher fugiu ao ser ameaçada com um revólver calibre 38 e chamou a polícia. ("O Estado de S. Paulo", 2-7-91).
Não fica claro, na notícia, se este pobre doente mental já estivera internado em manicômio e se não seria um dos tais "relativamente curados" que se começa a dissolver na sociedade, enquanto se prepara o abandono à própria sorte dos completamente doentes.
Caso seja aprovado o projeto Delgado, ora em fase final de apreciação pelo Senado, não haverá no futuro hospitais onde internar pacientes como este, com evidente indicação para a reclusão.
Quem ganha com o caso? O doente mental? A família? A sociedade? José Figueira não se encontra mais no mundo dos vivos, para dar seu depoimento, e o soldado Walter Araújo Couto, se sobreviveu, provavelmente não estará em condições de fazê-lo, neste momento.
O direito dos doentes mentais
Creio que quase todos os leitores já sofreram aqueles pesadelos, muito comuns às crianças, em que se sentem perseguidos, tentam correr mas não conseguem, e quando o perigo se aproxima, acordam.
"Ufa! Ainda bem que não passou de um sonho!"
A cama, o lençol, o travesseiro, que muitas vezes se lhes afiguraram banais, agora se lhes parecem afigurar o lugar mais seguro da face da terra.
Pois bem. Todos nós, brasileiros, estamos ameaçados de ver um autêntico pesadelo transformar-se em realidade para todo o País. Senão vejamos.
* * *
Imaginem os leitores que tivéssemos um governante "Neromaníaco", ou seja, que acreditasse ser Nero ele próprio. E que, em determinado momento, decidisse incendiar a capital de sua Província, Reino ou Império a fim de alcançar inspiração para a composição de uma ária. Ou um outro que se julgasse Napoleão, por exemplo, e que decidisse invadir os países vizinhos para constituir o seu império!
Quem não conhece aquela anedota do louco que se julgava um grão de milho, ou daquele outro que puxava um tijolo preso por um barbante e julgava estar conduzindo o seu cachorrinho?
Digo isto, não com o intuito de provocar hilaridade, mas para mostrar como pessoas atingidas por certas deficiências têm o direito a um tratamento especializado em clínicas também especializadas. Pois, caso contrário, participando da vida social, serão vítimas de chacotas, maus tratos, além de provocarem danos, elas próprias, à sociedade.
Imagine-se um pobre doente mental cuja família não tem condições de ampará-lo, tendo ele que lutar por si mesmo para conseguir o sustento de sua vida! Ele sofrerá o vexame de ser perseguido por moleques de rua, que lhe atirarão pedras e farão caçoadas.
Quantas e quantas vezes não se perderá pelas ruas e, em consequência, dormirá ao relento! Conforme as características de sua doença, poderá agredir, mas também ser agredido por outros. E no auge do abandono e do desespero, quantos deficientes mentais não recorrerão à bebedeira, às drogas e até mesmo ao suicídio?
Incapazes, ou relativamente tais, serão tantas e tantas vezes vítimas de exploradores que, percebendo sua condição de inferioridade, abusarão deles.
* * *
Prezados leitores, o incrível está por acontecer! Na Câmara dos Deputados, em Brasília, foi aprovada uma "Lei Delgado" que prevê a abolição dos hospitais e clínicas psiquiátricas. No segundo semestre, esta lei deverá ser votada no Senado. Se também lá for aprovada, aquilo que considerávamos um pesadelo - ao qual nos referíamos no início - transformar-se-á em realidade.
O mais incrível é que defensores desta lei pertencem a uma corrente conhecida como anti-psiquiatria, e sustentam que a loucura é uma opção de vida como outra qualquer: se o louco escolheu (!) esta via, ele deve ter a liberdade de segui-la. Portanto, interná-lo numa clínica seria atentar contra um direito fundamental: a liberdade!
É difícil imaginar que se possa levar mais longe o absurdo!
Os hospitais e as clínicas psiquiátricas são refúgios onde os infelizes deficientes mentais encontram abrigo e assistência. Mas se for aprovada a "Lei Delgado", tais portas também se fecharão para eles.
Essa mesma experiência que se quer hoje aplicar no Brasil, já fracassou anteriormente na Itália e nos Estados Unidos. A "alforria" concedida à loucura aumentou extraordinariamente a criminalidade, os suicídios etc.
Estudos estatísticos revelaram: dos doentes que foram "abandonados" pelos hospitais, cerca de 40% ou foram parar nas cadeias, ou terminaram seus dias debaixo de uma ponte.
Será esse o futuro que aguarda os doentes mentais brasileiros? Será tal futuro que os propugnadores da referida lei querem para esses pobres infelizes?
Caro leitor, não fique indiferente...
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