NOS BASTIDORES DA CAMPANHA
SÃO PAULO, dezembro de 1979. Aproxima-se o Natal. Um movimento incomum percorre as sedes da TFP. Para ela, essa data, é ocasião para se lembrar também dos pobres, dos necessitados.
"Bom dia. Somos da TFP e estamos aqui para pedir um donativo para o Natal dos pobres do Nordeste. Como a sua loja tem camisas, gostaríamos que o seu auxílio incluísse tal artigo". — "Não costumo ajudar este tipo de campanha. Mas como é a TFP que pede, eu confio". Diálogos semelhantes repetir-se-ão em várias lojas da Rua 25 de Março e adjacências, em São Paulo. Mas não só os proprietários doam: "Se é para os pobres, não tem dúvida. Ponha na caixinha" — diz um balconista de outra loja.
Nos bairros, a mesma receptividade. "Estávamos tristes por não poder ir até o centro levar o donativo. Mas vocês vieram até nós" — exclama uma senhora, na Lapa, onde o desenrolar da campanha toma um aspecto de solenidade festiva.
No bairro industrial de Osasco, as capas e estandartes vermelhos causam muita admiração. "Que maravilha! É a coisa mais linda que já vi na minha vida" — diz uma senhora que acompanha com o olhar o movimento da campanha.
Nos pontos centrais da capital, a campanha encontra a atmosfera palpitante dos que vão e vêm do trabalho, ou dos que fazem compras. No Viaduto do Chá, o óbulo vem com este comentário: "Já colaborei quatro vezes. Mas tenho o prazer de doar uma quinta vez". Ou então: "Estou gostando muito desta campanha. Estou achando boa mesmo! Era o que estava faltando".
O êxito já esperado
Antes mesmo de lançar a campanha, a, TFP estava persuadida de que ela seria bem sucedida. Por dois motivos.
De um lado, a generosidade do público. De outro lado, a simpatia enternecida que todos os brasileiros têm pelos seus irmãos nordestinos. Vivaz, alegre, pitoresco, o nordestino cativou seus compatriotas do Sul. Todos admiram nele uma alegria de viver que a vida decorrente da atual civilização de consumo fez desaparecer...
Mas a própria ideia da campanha teve origem no Nordeste. Há muitos anos a TFP lá trabalha ativamente. No ano de 1979, uma caravana da entidade percorreu dezenas de propriedades rurais de Alagoas, Pernambuco e Paraíba. Um amplo trabalho de esclarecimento anticomunista foi realizado para os trabalhadores da zona canavieira. Somando 6.935 pessoas, 1.700 famílias participaram das jornadas anticomunistas então levadas a efeito. Dessa forma, muito naturalmente nasceu a idéia de complementar a ação anticomunista doutrinária com a ação caritativa. Também esta última um dos objetivos da TFP.
Os setores administrativos em ação
"Falar é fácil, fazer é que são elas" — diz o ditado.
A tarefa é de envergadura. Tudo precisa estar preparado: faixas, urnas, folhetos, gravação de fitas para os alto-falantes, notícias para a imprensa, etc., etc.
Habitualmente, na vida interna da TFP, os trabalhos executam-se por comissões. Na presente campanha, sob a direção de uma comissão organizadora "ad hoc", distribuem-se as incumbências por várias subcomissões. É claro que os setores administrativos da TFP desempenham papel fundamental. E sem cessar.
Há questões importantes que não podem ser esquecidas. É preciso estabelecer rigorosas normas para a coleta e contagem do dinheiro e do material, fazer uma relação diária dos donativos recebidos, tomar cautelas contra roubos e extravios, etc. A Diretoria Administrativa e Financeira Nacional (DAFN), que trata dos assuntos indicados no seu próprio nome, entra em ação. Chama os responsáveis pela parte contábil e cautelar da campanha e os instrui sobre o procedimento nestas matérias.
O Serviço de Imprensa (SI) distribui instruções sobre a cobertura fotográfica. E em breve emitirá o seu primeiro comunicado de imprensa: "A TFP está de volta, em campanha pelo Natal dos pobres". O Departamento de Fitas e Gravadores (DFG) grava os slogans e as músicas a serem transmitidas pelos alto-falantes. O cântico natalino "Noite Feliz" alterna-se com os dizeres "Natal, festa de união! União entre Deus e os homens. O Verbo Se fez carne e habitou entre nós!"
A Comissão do Movimento (CM) por sua vez, tem um papel fundamental para o êxito da campanha. Na vida interna da TFP, tem ela como campo de ação específico o recrutamento e formação de sócios e cooperadores, bem como a coordenação dos seus núcleos em todo o País. Assim, reúne agora os coordenadores de núcleos, escolhe os dirigentes de bancas e convoca todos que devem participar da campanha.
Em pouco tempo, tudo está pronto. A comissão encarregada entrega a cada banca um mapa com os bairros ou pontos escolhidos para a atuação.
A coleta não para na hora do almoço
E o lanche para os coletores?
Mais uma vez tudo se resolve por comissões. A incumbência de prover a alimentação dos coletores fica a cargo dos cooperadores do setor operário. E na hora do almoço a campanha não para. Pequenos grupos de coletores sucedem-se, ordenadamente, junto à kombi, onde um cooperador informa: "Três sanduíches, um refrigerante e fruta à vontade para cada um".
No fim do dia, o encerramento dá-se em frente ao Teatro Municipal. Sobre o prédio neoclássico sopra um ar em que transparece algo de épico. O vermelho e o ouro das capas e estandartes, o entusiasmo juvenil dos coletores atrai incontáveis transeuntes.
Recita-se o "Angelus".
E antes de ressoar o tradicional brado de campanha da TFP, a afirmação de fé católica. A plenos pulmões, canta-se o hino papal: "Ó Roma Eterna, dos mártires, dos santos. Ó Roma Eterna, acolhe nossos cantos... Mãe e Mestra da verdade, o mundo espera em ti!..."
À noite, na central de recepção
"Os sócios e cooperadores tais e tais, hoje à noite, se não tiverem compromissos inadiáveis, estão convocados para irem ao depósito central da campanha" — fala em alta voz um dirigente de banca, que depois instrui: "As urnas individuais de coleta cada um deve entregar naquela kombi".
À noite, na sede distrital que serve de depósito central dos donativos, a campanha continua. Urna após urna, a abertura e a contagem do dinheiro. O representante da DAFN dirige os trabalhos. Lavra a relação dos donativos do dia, em dinheiro e em espécie. No fim, as assinaturas dele, do encarregado local da campanha, e de um conferente.
Este trabalho, minucioso e cansativo, termina, por vezes, altas horas da noite. É hora de todos se recolherem para descansar. Pois no dia seguinte, cedo a campanha recomeçará...
A CAMPANHA, EM NÚMEROS
Campanha para o Natal dos Pobres do Nordeste
11 dias — 28.500 horas/coletor de donativos
| A. RESULTADOS EM ESPECIE E EM DINHEIRO | |||
| Discriminação | Quantidade | Valor | |
| Objetos religiosos | 736 peças | 14.750,00 | |
| Brinquedos | 3.718 peças | 72.213,00 | |
| Alimentos em lata ou vidro | 2.231 peças | 44.961,97 | |
| Alimentos empacotados | 9.115 pacotes | 138.667,15 | |
| Alimentos ensacados | 117 sacos | 58.720,00 | |
| Outros alimentos | 1.720 quilos | 25.485,30 | |
| Material de limpeza e higiene | 1.052 peças | 10.846,50 | |
| Vestuário | 11.012 peças | 931.685,00 | |
| Roupa de cama, mesa e banho | 133 peças | 6.730,00 | |
| Tecidos | 217 metros | 10.927,50 | |
| Calçados | 2.229 pares | 181.580,00 | |
| Diversos | 1.822 peças | 26.189,20 | |
| SUB-TOTAL | 1.522.755,62 | ||
| Dinheiro | 1.424.189,48 | ||
| TOTAL | Cr$ 2.946.945,10 | ||
| B. RESULTADOS POR CIDADES | |||
| Cidade | Donativos em espécie | Donativos em dinheiro | Total |
| Belo Horizonte | 289.780,00 | 153.672,33 | 443.452,33 |
| Campos | 102.576,50 | 49.056,85 | 151.633,35 |
| Curitiba | 113.348,30 | 62.391,47 | 175.739,77 |
| Fortaleza | 54.272,85 | 39.571,80 | 93.844,65 |
| João Pessoa | 87.218,00 | 19.245,80 | 106.463,80 |
| Porto Alegre (1) | 64.918,05 | 27.141,20 | 92.059,25 |
| Recife | 135.552,50 | 52.743,97 | 188.296,47 |
| Ribeirão Preto | 18.328,92 | 23.859,37 | 42.188,29 |
| Rio de Janeiro | 163.070,00 | 74.568,00 | 237.638,00 |
| São Paulo (2) | 493.690,50 | 921.938,69 | 1.415.629,19 |
| TOTAL | 1.522.755,62 | 1.424.189,48 | 2.946.945,10 |
Obs.: 1. Inclui também os resultados de Florianópolis, onde a campanha foi extensão da campanha de Porto Alegre, com a mesma caixa e os mesmos coletores.
2. Inclui também os resultados de dez cidades da Região Metropolitana (Osasco, Mogi das Cruzes, Carapicuíba, Barueri, Diadema, Suzano, Poá, Mauá, Taboão da Serra e Guarulhos) onde a campanha foi extensão da campanha em São Paulo, com a mesma caixa e os mesmos coletores.
Nas vésperas da campanha, cooperadores da TFP trabalham ativamente na confecção das urnas que serão usadas para a coleta de donativos em dinheiro
Em poucos dias, a campanha-relâmpago da TFP atingiu grande número de bairros paulistanos e cidades satélites
Em Recife, um cooperador da TFP retira da kombi os donativos em espécie recebidos naquele dia
FLASHES POPULARES
Olhe, só posso dar três cruzeiros. Eu também estou pedindo..." Estas palavras acompanharam a contribuição espontânea de uma mendiga, idosa, que esmolava na Rua 25 de Março. Outra mendiga deu um cruzeiro: "Não tenho mais". Era o óbulo da viúva... (São Paulo).
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Na Rua José Paulino, um alagoano de 35 anos manifestou sua simpatia: "Esta campanha é muito importante pela grandeza e pureza que a TFP representa" (São Paulo).
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Uma moça vinha com o donativo na mão: "Através de amigas foi que eu fiquei ciente da campanha; já estava sabendo" (Recife).
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No bairro de Imbiribeira, entre várias crianças estabeleceu-se uma verdadeira disputa para ver quem trazia mais presentes para os pobres (Recife).
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Dirigindo-se à dona da mercearia, um freguês, em alta voz: "Dê quinhentos cruzeiros, porque fazer campanha num sol desses merece!" Essas estimulantes palavras surtiram bons donativos (Recife).
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Um senhor, num bar: "Conheço pessoalmente o Plinio Corrêa de Oliveira. É uma sumidade, uma grande cultura. É homem capaz de tudo" (Belo Horizonte).
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Um senhor, ao ser informado de que os coletores eram católicos: "Mas não são da linha de D. Helder, não é? Se fossem, não daria" (Recife).
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Um tenente do Exército ouvia a explicação de um cooperador, quando alguém, de um carro, gritou: "Comunistas!" O tenente comentou: "Certamente ele se olhou no espelho... Admiro a altaneria com que vocês enfrentam essa gente" (Recife).
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Num asilo, a Superiora deu quinhentos cruzeiros e, convidando o coletor para ir até a capela, onde se encontrava o Santíssimo Sacramento, rezou, pedindo graças para a campanha (Belo Horizonte).
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Um garoto, que brincava com o seu carinho, ao ver a campanha: "Mamãe, posso dar este carrinho para os pobres?" — "É seu, pode dar". Todo satisfeito, levou o seu presente até a kombi (Rio de Janeiro).
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Um senhor, no momento em que doava: "Não costumo ajudar esse tipo de campanha, mas a TFP eu ajudo" (Rio de Janeiro).
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A reação de uma senhora diante da afirmação de que os cooperadores da TFP não podiam tocar no dinheiro, e de que ela devia pô-lo no envelope: "É mesmo, meu filho. Um repórter pode tirar fotografia e depois prejudicar vocês. Mas sei que vocês não são vigaristas" (Porto Alegre).
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A movimentação dos coletores pelas ruas, os hinos natalinos pelos alto-falantes, o enorme estandarte rubro tremulando ao sabor do vento impressionavam muito e, às vezes, causavam emoção. Assim, uma senhora com olhos rasos de lágrimas, entregou ao netinho o dinheiro para que o levasse até a kombi (Curitiba).
"Para a TFP eu dou, porque sei que ela é séria. Para uma organização qualquer eu não daria". — Assim se exprime um doador, depositando seu óbulo na urna.
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Na feira do bairro do Glicério, um cooperador nissei abordava os membros da colônia japonesa: "Bimbo-djim no Curissumaçu (Natal dos pobres)". Eles paravam, inclinavam a cabeça à oriental, abriam um largo sorriso, depois o coração e a carteira... (São Paulo).
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Um menino de 13 anos, que vendia vários objetos domésticos na feira, deu cinco cruzeiros. Pouco depois, mais dez. Mais tarde, vinte, e pediu ao irmão que desse dez cruzeiros. Às vezes, pedia aos transeuntes para colaborar na campanha. De quando em vez bradava: "Quem dá aos pobres, empresta a Deus!" (São Paulo).
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Uma doméstica, de 60 anos, na Vila Isabel, tendo depositado o donativo da patroa, tirou cem cruzeiros do bolso do avental: "Este donativo é meu" (Rio de Janeiro).
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Um senhor de seus 50 anos, no bairro de Santo Amaro, depois de ter dado o donativo: "Vocês são daquele movimento chamado TFP, não são? Muito bem! É preciso combater o comunismo mesmo. Vão em frente!" (São Paulo).
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A campanha prosseguia mesmo debaixo da chuva. E uma senhora, que a observava de sua casa, ao ser abordada por um cooperador todo molhado, começou a chorar de emoção (Rio de Janeiro).
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Uma senhora, de aparência muito humilde, de uns 70 anos, aproximou-se do coletor: "Vocês merecem. Não é de hoje que os vejo ajudarem os mais necessitados". E deu todo o dinheiro da velha bolsa: um punhado de notas amarrotadas de um cruzeiro (São Paulo).
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Estendendo a mão com o dinheiro, um senhor aparentando 40 anos, parou o automóvel na Rua José Paulino: "Essa campanha é digna de todo o apoio. Quero dar o meu!" (São Paulo).
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Na Ladeira Porto Geral, um senhor de 50 anos, aparência pobre, paletó surradíssimo, após ouvir explicações sobre a finalidade da campanha, tirou do bolso várias notas amassadas. Escolheu a de maior valor (cinquenta cruzeiros) e ia colocar na urna. "É muito para o senhor..." — "Não, não é. Vale a pena" (São Paulo).
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"Atrapalhei a venda hoje, não? Fiquei o dia todo em frente à sua loja, coletando". — "Muito pelo contrário, fico até muito satisfeito de ver junto à minha loja jovens que trabalham por um tal ideal". Era o dono de uma loja da Rua 25 de Março (São Paulo).
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Um senhor de condição modesta„ de 60 anos, ao ver os estandartes e os sócios e cooperadores espalhados pelo Viaduto do Chá: "Vocês estão de parabéns! Fico contente em saber que existem ainda jovens como vocês. Que Nosso Senhor os ajude nesta brilhante campanha" (São Paulo).
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Tocando uma gaitinha, um cego pedia esmola, no Viaduto do Chá. Ouvindo os slogans, chamou um cooperador: "Para que é esta campanha?" — "Para os pobres do Nordeste". — "Eu quero também ajudar". Apalpando várias notas, escolheu e deu uma de cinco cruzeiros (São Paulo).
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"Para o Natal dos pobres do Nordeste, o Sr. não vai dar um donativo? Campanha promovida pela TFP". Com estas palavras, os sócios e cooperadores abordavam cordialmente os transeuntes, que respondiam com um donativo proporcionado à sua generosidade ou às suas posses. • "Vamos encher os cofres dos rapazes! É para os pobres do Nordeste". Palavras como estas, de um nordestino entusiasmado com a campanha, são ouvidas de tempos em tempos.
Nas vésperas do Natal, quem passasse pela Rua General Carneiro, em São Paulo, no meio dos camelôs que ali fazem ponto, podia observar os coletores da TFP em ação.
Nos bairros da capital paulista, ás donas de casa são também muito generosas. E mais uma vez a kombi é pequena para recolher os donativos: azeite, farinha, café, biscoitos, etc.
Além do donativo, os comerciantes, muitas vezes, exprimem sua adesão: "Conheço vocês e sei que fazem isso por caridade".
Recife: nos bairros populares e de classe média, manifestações de generosidade
Em Porto Alegre, a satisfação da dona de casa e da criança ao depositar seu donativo na urna