De acordo com a pesquisa Atlas Intel/Bloomberg (“Pulso Latino”), realizada entre 20 e 25 de agosto de 2025, Petro tinha um índice de aprovação de 34,1% e um índice de desaprovação de 61,6%.
Outra pesquisa (junho de 2025) indicou que seu índice de desaprovação havia chegado a aproximadamente 64%, com seu índice de aprovação em apenas 29%.
Para as próximas eleições presidenciais, de 8 de março de 2026, as pesquisas indicam: “Candidatos de direita e de centro têm vantagem nas intenções de voto; e os candidatos de esquerda estão ficando para trás, mas ainda não está claro se o segundo turno será exclusivamente entre a direita e o centro”.
5. Peru: crônica de um ciclo interminável
Nesse país profundamente católico e conservador, a desconexão entre a população e os poderes do Estado é evidente.
Desde a década de 1990 a instabilidade política peruana tornou-se quase endêmica: entre 2016 e 2023, vários presidentes sucessivos assumiram o poder — alguns por meio de circunstâncias extraordinárias, como impeachment ou vacância presidencial — com mandatos efêmeros e sem apoio genuíno da opinião pública.
Um dos fatores que explicam essa alternância constante é que os partidos políticos peruanos são baseados em líderes populistas, e não em um conjunto de ideias consolidadas, o que aumenta o nível de desaprovação popular.
Enquanto os partidos políticos não conseguirem interpretar a vontade dos peruanos e suas profundas raízes católicas, resta pouca esperança de se alcançar a estabilidade institucional. No entanto, como sinal da separação entre as forças vitais da nação e os poderes constituídos, a economia cresceu, demonstrando que o
espírito empreendedor dos peruanos é capaz de resistir aos altos e baixos da política.
Os recentes resultados finais das eleições presidenciais no Chile, com a vitória, no segundo turno, do direitista José Antonio Kast, revelam dois pontos importantes a serem considerados. Primeiro, a direita no país detém a maioria absoluta do eleitorado, o que significa que o próximo governo terá um apoio popular significativo. No entanto, isso também significa que o novo presidente deve atender urgentemente às expectativas desses eleitores: uma mudança decisiva de rumo após o governo Boric, de extrema esquerda. Segundo, o resultado obtido pela candidata comunista demonstra que a esquerda no Chile continua a angariar apoio considerável entre os eleitores, apesar de ela representar a continuidade de um governo desastroso e de sua trajetória na ala mais radical da esquerda.
Portanto, neste importante Chile se aproxima um período árduo para o novo governo de direita. Numa perspectiva continental, o resultado das eleições também consolida a guinada à direita observada na grande maioria das nações do continente. Assim como demonstrou uma rejeição contundente ao governo Boric que pretendia transformar o Chile em uma república plurinacional nos moldes chavistas.
A candidata Rixi Moncada, representante do deposto presidente de esquerda Manuel Zelaya, perdeu as eleições gerais realizadas em seu país em dezembro de 2025,