O TRIUNFO DE JESUS NA CONQUISTA DO MUNDO
Apesar das proibições reiteradas do Sinédrio, continuaram os apóstolos a pregar a Ressurreição de Jesus, o que trouxe consigo uma perseguição sangrenta que durou três anos.
O diácono Estêvão, poderoso em obras e palavras, tendo confundido todos os doutores da Lei, foi acusado de blasfemo e apedrejado pelos malfeitores. Mas, em vez de deter os progressos da Igreja, o sangue daquele primeiro mártir foi uma semente fecunda de cristãos. Enquanto os apóstolos defendiam em Jerusalém o rebanho de Cristo, muitos discípulos, espraiando-se pelas províncias, formaram novas comunidades na Judéia, na Samaria, na Galileia e até em Cesareia e Damasco.
Jesus desconcertava os fariseus
À vista de tal resultado, já não conheceu limites a cólera dos perseguidores. Um fariseu, de nome Saulo, homem de grande inteligência e indomável energia, tomou a peito destruir a Igreja de Deus. Dirigia-se um dia para Damasco a fim de algemar e levar para Jerusalém os discípulos do Crucificado. Mas eis que, ao avizinhar-se da cidade, se vê de repente envolvido por uma luz celeste e cai fulminado no chão. E logo ouve uma voz que lhe diz:
— “Saulo, Saulo, por que Me persegues?”
— “Quem sois Vós, Senhor?”, perguntou ele.
— “Eu sou Jesus a Quem tu persegues”, continuou a voz.
— “Senhor, que quereis que eu faça?” (Act 9, 3-6).
E Saulo tornou-se o apóstolo Paulo, o convertedor das nações. Jesus desconcertava assim os fariseus, tomando-lhes os melhores recrutas para deles fazer os seus mais valentes soldados.
Expansão dos primeiros cristãos
Após três anos de perseguição, respirou a Igreja um momento, devido a terem desaparecido os deicidas mais célebres. O sumo-sacerdote Caifás, despojado do pontificado e, cheio de desespero, suicidou-se. Anás, seu sogro, desembaraçou-se também dos seus remorsos e da sua desonra por meio de um covarde suicídio. Pilatos, destituído pelo Imperador e exilado para Viena de França, suicidou-se também. Estes três principais atores no drama do Calvário, morreram como o traidor, de quem disse o Senhor:
“Mais lhe valera não ter nascido”.
Pedro aproveitou-se dos dias de paz para visitar o seu rebanho. No livro dos Atos dos Apóstolos vemo-lo pregando e fazendo prodígios em Lyda, Saron, Jope e Cesárea, onde batiza o centurião Cornélio com toda a sua família. Depois, resolvido a levar o Evangelho às nações, deixa Jerusalém e dirige-se para Antioquia, metrópole do Oriente, onde fixou a sua sede durante sete anos. Esta cidade de 500 mil almas, torna-se o centro de uma Igreja florescente e foi em Antioquia que os discípulos de Cristo tomaram o nome de Cristãos (Act 9, 31-35).
O Reino de Jesus tinha feito, em dois anos, imensos progressos. Da Palestina tinha passado à Síria e da Síria, devido às pregações de Pedro, atingira o Ponto, a Bitínia, a Capadócia, a Galácia e outras províncias da Ásia Menor. Quiseram os chefes dos judeus, a todo o custo, deter a expansão do cristianismo. No ano 42 estalou uma nova perseguição. O sobrinho de Herodes, Agripa, logo que se viu rei da Judéia, perseguiu os cristãos. Muitos foram encarcerados.
Perseguições estenderam ainda mais o Evangelho
A Tiago Maior, irmão de João, cortaram a cabeça. Pedro, que voltou de Antioquia para fazer frente à tempestade, foi preso. O rei, tendo-o mandado prender no primeiro dia dos ázimos, anunciou que ele seria degolado diante de todo o povo, logo depois da festa da Páscoa. Jesus, porém, enviou do Céu um anjo que despertou Pedro na prisão e lhe abriu as portas e o conduziu para fora de Jerusalém. No dia seguinte, Agripa só encontrou as cadeias do apóstolo. Fugiu para Cesárea para lá ocultar a sua vergonha. Porém, Jesus seguiu-o. O perseguidor, ferido por uma horrível doença, expirou após alguns dias.
Esta segunda perseguição teve por efeito estender o Reino de Deus pelo mundo inteiro. Naquele mesmo ano de 42, estando já a Igreja solidamente estabelecida em Jerusalém e na Palestina, em Antioquia e nas regiões adjacentes, resolveram os apóstolos dispersar-se e levar o Evangelho às diversas nações da Terra.
Pedro enviou Matias à Cólquida, Judas Tadeu à
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