Simpósio da TFP americana: meio século de cruzada
Membros, apoiadores e amigos da Sociedade Americana de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP) reuniram-se em Spring Grove, na Pensilvânia, para a Conferência Anual da TFP.
O evento deste ano foi realizado de 27 a 29 de outubro e proporcionou a oportunidade de reencontrar velhos amigos e descobrir novos, todos comprometidos com a causa contra-revolucionária impulsionada pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. O tema deste ano foi um daqueles que considerei particularmente inspirador como professor de História: “Um ano marcante: a batalha de meio século da TFP americana pela Igreja e pela civilização cristã”.
Marcos de uma estrada de 50 anos
Marcos são importantes. Eles oferecem a oportunidade para avaliar até onde chegamos, o que pode servir como um grande incentivo para os dias que virão. E a TFP chegou longe.
Uma foto especialmente comovente estava em exibição. Também foi capa da edição de setembro/outubro da nossa revista Crusade. Retrata os cinco primeiros membros da TFP americana segurando um estandarte na praça onde havia as duas torres do World Trade Center, em Nova York, em 1973.
Hoje as enormes torres são apenas uma memória, pois foram derrubadas pelo terrorismo islâmico em um dos atos mais hediondos da História. No entanto, esse estandarte e outros semelhantes continuam a tremular em todo o mundo.
O Dr. Nelson Ribeiro Fragelli, que auxilia a TFP americana, abriu o evento. Em sua conferência, declarou as razões pelas quais o trabalho da entidade de 50 anos é “cheio de promessas, repleto de bênçãos”. Primo do Dr. Luiz Antônio Fragelli, antigo diretor da TFP americana, de feliz memória, ele lembrou a todos que “a TFP escreveu com letras douradas a história dos Estados Unidos”. Suas evocações dos primeiros dias da fundação da TFP foram extremamente belas.
Cruzada para defender a Santa Igreja
Após essa palestra inspiradora, o Prof. José Antonio Ureta, coautor do livro mais recente da TFP, O caminho sinodal, uma caixa de Pandora, discorreu sobre o tema “A TFP americana, a resistência e a crise na Igreja”. Falou como os Estados Unidos representam dois extremos filosóficos. “No final do século XIX e início do XX, o país era o filho favorito da Revolução, mas também o filho favorito da Divina Providência”.
Na verdade, este duplo papel continua hoje, como se vê nas atividades da esquerda e na resistência dos contra-revolucionários. Claro, há muitos no meio-termo. Junto a estes a TFP deve atuar a fim de impedir a vitória das forças de movimentos esquerdistas.
Após o almoço de sábado, no qual os participantes reavivaram muitas antigas amizades, Preston Noell falou sobre o forte vínculo entre o Prof. Plinio e a TFP americana. Do seu ponto de vista privilegiado, o fundador da TFP brasileira via os Estados Unidos como uma terra de grande potencial onde a mensagem contra-revolucionária da TFP poderia muito difundir-se e ganhar força.
Noell lembrou que “ele nunca deixou de dizer que estávamos em uma cruzada”. Essa cruzada continua em grandes campanhas públicas, na Ação Estudantil, em petições, conferências etc.
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